Por Azoriana | Segunda-feira, 23 Janeiro , 2012, 20:20

[Retalhos de uma visita guiada pelo proprietário, José Nogueira, e pelo dono de um projeto ambicioso e louvável, Luís Silva, um jovem que pretende reunir e entrevistar cada blogger da ilha Terceira, num ambiente natural e paradisíaco, onde as emoções voltam ao passado de tradições que, ali, estão expostas para quem, como eu, tem a sensibilidade à flor da pele.]
2012/01/21. Fonte Faneca, Terra-Chã, ilha Terceira - Açores

 

I
Num sábado dourado de luz
Numa tarde abençoada
Visitei uma ermida com Jesus
E a sua Mãe tão amada.
II
Luís Silva e José Nogueira
São fontes de inspiração
Numa Quinta da Terceira
Cujo Galo é anfitrião.
II
No trilho por eles guiada
Voltei ao tempo de criança
Ali estive rodeada
Pela cor da esperança.
IV
Animais de capoeira,
Jumentos, cavalos e veado
Fazem da Quinta inteira,
Um paraíso encantado.
V
Lugar para festas e cantigas
E a cozinha tradicional
Entre palavras amigas
O Galo é mascote real.
VI
O amor pelo que é seu
Vê-se em cada pedacinho
E até a mim comoveu
A melodia de um cantinho.
VII
Comunga-se a natureza
Em cada passo que damos
Com os pontos de beleza
Que ao sair nós levamos.
VIII
Trouxe comigo a emoção
Que naquele ninho eu vi
O carinho da minha mão
Na mansidão que, ali, senti.
IX
Vi o casal de jumentos
Com a cria que é mansa
Formam um quadro em momentos
Que ao passado me balança.
X
É sagrada a família
Que preserva a tradição
Nos artigos e na mobília
Transparece sua devoção.
XI
Seja feliz, José Nogueira,
Pela tua sã riqueza,
O “Junquilho” da Terceira
Que é Galo da natureza.
XII
Doze, o ano cujo Janeiro
Fica na minha memória
E sinto que o ano inteiro
Na Quinta fará história.


2012/01/22. Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Leia, por favor, a entrevista publicada por Luís Silva no facebook na página da Quinta do Galo Açores.

 

Clique na imagem e siga, por favor, o link para o album de fotos.

 

 


Por Azoriana | Segunda-feira, 23 Janeiro , 2012, 08:09

Eu tenho muito dó daquelas pessoas que têm de andar todos os dias, impreterivelmente, com uma gravata ao pescoço, a barba bem raspada, perfume q.b. de boa qualidade, um fato sem nódoa alguma, sapatos sempre a reluzir, meias sem qualquer tipo de transpiração, cabelos aparados a nível (a brilhantina é opcional nos tempos que correm), pédicure e manicure em dia, hálito saudável e perfumado, nariz sem mácula nas narinas, orelhas afinadas sem resíduos de cera, sobrancelhas alinhadas e desodorizante propício às ocasiões, colarinhos brancos e asseados. Insisto, tenho muito dó destas pessoas e passo a explicar o motivo:

 

Porque não têm liberdade, estão obrigados a parecer bem e sempre mesmo que lhes apeteça a dizer uma asneirinha… o pior é mesmo quando a asneira sai boca fora e depois meio mundo ou o mundo inteiro fazem dessa asneira um vendaval medonho.

 

Juro que não me queria ver nesses assados nem com essa responsabilidade de parecer bem mesmo que não me apetecesse. Ponto final.


Por Azoriana | Sábado, 21 Janeiro , 2012, 22:14

Hoje, vinte e um de janeiro do ano de dois mil e doze, foi um sábado muito diferente do habitual. A seguir às tarefas domésticas imprescindíveis, fui a um lugar que brevemente irão saber onde e como tudo se desenrolou. Podem crer que, hoje, foi um dia feliz para mim, meus mais próximos e não só. Irão perceber porque é muito bom ser blogger (isto é, bloguista) e estar numa ilha cuja natureza é um apelo à dedicação. Não me vou alongar mais porque fiz uma promessa: só quando for oportuno irei divulgar para os leitores do meu blog (e não só) o que me maravilhou... Até lá, bom fim-de-semana com um sol radiante a fazer-nos lembrar um verão em pleno inverno.

 

Rosa Silva ("Azoriana")


Por Azoriana | Sexta-feira, 20 Janeiro , 2012, 13:40

Eu acho muito bem que se acorde ortograficamente e se olhe às asneiras que se vão escrevendo por aí, por aqui e sei lá mais onde. Só tenho uma chamada de atenção a fazer: O que fazer com a escrita existente há alguns anos a esta parte e que agora ou se pesquisa «à moderna» e não se encontra ou se faz uma mudança radical pondo por terra tudo o que tem “c” a mais, “p” a mais e, quem sabe, lógica a menos. Por mim, a mudar o estado das coisas portuguesas, mudava tudo tim-tim por tim-tim ao ponto de excluir tudo o que fosse carga a mais na escrita diária.

 

Não esqueçamos que em termos tecnológicos (e não fui eu que inventei nada disso mas gosto de usar o que me dão) tudo o que tiver uma vírgula ou um ponto a mais conta e pesa na dimensão do ficheiro.

 

Meus caros senhores e senhoras,

 

Ao poupar, que poupemos também nos caracteres e no que digitamos no dia-a-dia. Deixem-se de riscos e risquinhos, traços e tracinhos, bonecos e bonequinhos e outros artefactos que só incomodam o armazenamento de registos.

 

Poupemos também nas letras e letrinhas, nos parágrafos, nos textos e nos documentos. Poupemos nas leis, decretos, avisos, acordos, despachos, deliberações, portarias e outras legislações que se dividem por jornais, por séries e que até isso temos de saber localizar e ler.

 

Ainda gostava de saber quantas pessoas se dedicam a ver documento por documento, publicação por publicação, série por série, suplemento por suplemento, folha por folha, artigo por artigo, ponto por ponto, alínea por alínea, termo por termo, para extrair o sumo, ao ponto de se verificar que meio mundo anda a passar bico, passo a expressão, e ninguém ainda se preocupou em uniformizar critérios de escrita de forma a ser um modelo padrão sem esquisitices de maior, a saber:

Decreto-Lei devia ver-se como Dec-Lei

Decreto Regulamentar Regional devia ver-se como DRL

Decreto Legislativo Regional devia ver-se como DLR

Etc.

 

Evitemos termos a mais tais como nº, nr., n. ou Número, ou, ainda, numero. Um número é: 1, 2, 3 etc. Basta olhar, está de caras.

 

Depois as datas. Ora vem aaaa/mm/dd, ou dd/mm/aaaa, ou por extenso com todos os “de” e mais “de”. Para quê?! Uma data podia ficar tão simplesmente formatada como manda a moda atual: 2012/01/20, ou se o ano já está identificado antes, use-se dd/mm, isto é: 20/01. Já se sabe que 4 dígitos são para o ano, uma barra a separar 2 dígitos para o mês (a meio, claro) e uma barra a separar os 2 dígitos para o dia. Sim! Porque os dias têm o máximo de 2 dígitos, então, os que só tiverem 1 dígito coloca-se zero, para tornar a visão predefinida. Custa assim tanto?

 

E para quê usar tantos “.” (pontos), “_” e “-“ em nome de ficheiros? As “/” já nem são aceites por definição mestra, mas para quê encher o mundo das tecnologias de pequenos pesadelos?!

 

O melhor acordo ortográfico que se fazia era mudar tudo e acertar o passo definitivamente sem dar azo a se digitar conforme a mania do freguês. Que haja formação bastante para quem não se sentir afoito a novas situações. Ponto final

 

Rosa Silva ("Azoriana")


Por Azoriana | Sexta-feira, 20 Janeiro , 2012, 08:07

Lanço mão à tecla moderna
Num cumprimento com alegria
Novo Ano está à perna
Só mesmo a crise é a agonia.

 

Que o quinzenal de Modesto
Do nosso querido José
Seja sempre o manifesto
De que não se arreda pé.

 

Que todos os nossos olhares
Se voltem para a escrita
Que vem de belos lugares
De gente fina e bonita.

 

Que as rádios e televisões
Jornais, revistas e afins
Celebrem boas ocasiões
Adornem nossos jardins.

 

Que este ano seja doce
Produtivo e amoroso
Como se na terra fosse
Um lugar harmonioso.

 

Mas se esta utopia
Não encaixa no real
Que venha sempre o dia
De se ler o Quinzenal.

 

A Tribuna Portuguesa
Fixa o tempo e a tradição
É imagem da realeza
Que tem a comunicação.

 

E a todos os leitores
Espalhados em qualquer parte
Mando da ilha dos Açores
Um abraço em popular arte.

 

Rosa Maria Silva
"Azoriana"


Por Azoriana | Quarta-feira, 18 Janeiro , 2012, 23:06

Sempre gostei de grafite (arte) pelas paredes, muros ou sítios de interesse paisagístico. O meu sonho é conseguir encontrar um artista (ou mais) que, por graciosidade e amor à arte, consiga embelezar as paredes da minha garagem para que possa parecer que estou num "outro mundo" portas para dentro.

 

O que posso fazer, após tal efeméride, é divulgar o(s) artista(s), mostrar a(s) sua(s) ARTE(s) perante os olhares com recurso às tecnologias e o(s) seu(s) nome(s) ficar(em) registado(s) pelas paredes da zona embelezada.

 

Se não aparecer feed-back a este apelo vou optar pela permanência na triste escuridão. Adoro grafite e sei que muitos dos nossos muros citadinos ficariam lindos com tal arte digna de elogio. Claro que nem todos gostam do mesmo por isso muita dessa arte vai perecendo...

 

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Este o desenho que gostava de ter na parede
A imagem veio direta de "O Arrumário" de José Maria.
Ai quem será capaz de o grafitar???

Por Azoriana | Quarta-feira, 18 Janeiro , 2012, 13:54

Naveguei DISPERSAMENTE e aportei em Leiria. Li prosa e poesia e, também, imagens do dia-a-dia. Levantei ferros e fui dar comigo na AZ - Biblioteca, que é o encanto de António e Zaida Nunes. Não me contive e escrevi uma carta ao autor do projeto que enviei aqui mesmo da janela ao lado [ver]. De coleção em coleção, encontrei a minha edição. Que bem que ali fica a Serreta na intimidade, entre tantas outras edições que fazem parte das estantes tecnológicas de António Nunes, o leiriense que conhece a ilha Terceira e dela sente uma saudade infinita. Talvez um dia, quem sabe, ele volte à ilha da cultura popular enraizada e colorida por sorrisos e cantares que o improviso deixa flutuar sempre que o sonho nos acomete.

 

Há horas que pular de janela em janela traz-nos também alegrias.

 

Bem-haja, caríssimo António Nunes e Zaida Nunes.


Por Azoriana | Quarta-feira, 18 Janeiro , 2012, 13:45

Escondo-me no porão dos dias submersos e ouço vozes com “The Power of Love” que não me deixam só, aliás, nunca estou só. Comigo trago as manhãs frescas açorianas, trajadas da delícia do mar e do verde dos altos montes que embelezam a ilha da cultura genuína e popular. O poder do amor abre as portas para uma vida de notícias de empalidecer, vindas doutros horizontes e culturas. Volto a esconder-me e trago a mim o voo da Gaivota hoje… Queria ser Amália!… Queria ser a voz dos Il Divo para, hoje, cantar a “escuridão da alma”…

 

Escuridão da alma

 

Algures a alma ecoa
na penumbra dum vazio
elevando cada pessoa
aonde nunca se viu.

 

Algures uma fornalha
ardente de ilusão
onde todo o amor encalha
no labirinto do coração.

 

Algures a alma canta
alegrias e tristezas
e o meu voo levanta
entre vozes e belezas…

 

Nasce então
no porão da alma
a imensa escuridão
e a penumbra que me acalma…
E Deus onde estará?!
Onde está que não O vejo?!
Está aqui e está lá…
Está onde, hoje, O desejo…

Somewhere, somewhere………………..

 

Rosa Silva (“Azoriana”)


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Rosa Silva "Azoriana"

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