Por Azoriana | Sexta-feira, 20 Janeiro , 2012, 13:40

Eu acho muito bem que se acorde ortograficamente e se olhe às asneiras que se vão escrevendo por aí, por aqui e sei lá mais onde. Só tenho uma chamada de atenção a fazer: O que fazer com a escrita existente há alguns anos a esta parte e que agora ou se pesquisa «à moderna» e não se encontra ou se faz uma mudança radical pondo por terra tudo o que tem “c” a mais, “p” a mais e, quem sabe, lógica a menos. Por mim, a mudar o estado das coisas portuguesas, mudava tudo tim-tim por tim-tim ao ponto de excluir tudo o que fosse carga a mais na escrita diária.

 

Não esqueçamos que em termos tecnológicos (e não fui eu que inventei nada disso mas gosto de usar o que me dão) tudo o que tiver uma vírgula ou um ponto a mais conta e pesa na dimensão do ficheiro.

 

Meus caros senhores e senhoras,

 

Ao poupar, que poupemos também nos caracteres e no que digitamos no dia-a-dia. Deixem-se de riscos e risquinhos, traços e tracinhos, bonecos e bonequinhos e outros artefactos que só incomodam o armazenamento de registos.

 

Poupemos também nas letras e letrinhas, nos parágrafos, nos textos e nos documentos. Poupemos nas leis, decretos, avisos, acordos, despachos, deliberações, portarias e outras legislações que se dividem por jornais, por séries e que até isso temos de saber localizar e ler.

 

Ainda gostava de saber quantas pessoas se dedicam a ver documento por documento, publicação por publicação, série por série, suplemento por suplemento, folha por folha, artigo por artigo, ponto por ponto, alínea por alínea, termo por termo, para extrair o sumo, ao ponto de se verificar que meio mundo anda a passar bico, passo a expressão, e ninguém ainda se preocupou em uniformizar critérios de escrita de forma a ser um modelo padrão sem esquisitices de maior, a saber:

Decreto-Lei devia ver-se como Dec-Lei

Decreto Regulamentar Regional devia ver-se como DRL

Decreto Legislativo Regional devia ver-se como DLR

Etc.

 

Evitemos termos a mais tais como nº, nr., n. ou Número, ou, ainda, numero. Um número é: 1, 2, 3 etc. Basta olhar, está de caras.

 

Depois as datas. Ora vem aaaa/mm/dd, ou dd/mm/aaaa, ou por extenso com todos os “de” e mais “de”. Para quê?! Uma data podia ficar tão simplesmente formatada como manda a moda atual: 2012/01/20, ou se o ano já está identificado antes, use-se dd/mm, isto é: 20/01. Já se sabe que 4 dígitos são para o ano, uma barra a separar 2 dígitos para o mês (a meio, claro) e uma barra a separar os 2 dígitos para o dia. Sim! Porque os dias têm o máximo de 2 dígitos, então, os que só tiverem 1 dígito coloca-se zero, para tornar a visão predefinida. Custa assim tanto?

 

E para quê usar tantos “.” (pontos), “_” e “-“ em nome de ficheiros? As “/” já nem são aceites por definição mestra, mas para quê encher o mundo das tecnologias de pequenos pesadelos?!

 

O melhor acordo ortográfico que se fazia era mudar tudo e acertar o passo definitivamente sem dar azo a se digitar conforme a mania do freguês. Que haja formação bastante para quem não se sentir afoito a novas situações. Ponto final

 

Rosa Silva ("Azoriana")


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