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Blog, Blogs

por Azoriana, em 14.04.04

"Web" é a página de informação acessível na Internet, com variedade de temas.

"Log" é o registo regular de uma informação possível de ser comentada. É interactivo e nem é necessário um webdesign sofisticado com imagens cuidadas e os ficheiros não convém terem um tamanho exagerado, mas a inspiração e a resposta imediata prevalecem.

Portanto, li que BLOG é a junção de Web com Log, pegando apenas no B de Web LOG e com alguma imaginação, do próprio criador ou de outrém, através de recolhas e pesquisas bibliográficas de diversos autores e/ou documentos vários, sem esquecer de referir a fonte desses dados, conseguem-se maravilhas.

O meu Blog é simples e está feito de acordo com meus conhecimentos adquiridos quer em cursos ou com a ajuda de algumas dicas de pessoas amigas e a experiência diária bem como o gosto e curiosidade que dedico a estas novas tecnologias.

Já tive oportunidade de ver e ler Blogs magníficos com trabalhos excelentes. Parabéns a estes e aos que de uma forma ou de outra tentam dinamizar um espaço dedicado a todos nós, com informação positiva e benéfica ao mundo inteiro.

"SE BLOG, TENHA BLOG" - "Que lema, hein!?."

Azoriana

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Artesanato

por Azoriana, em 14.04.04
burra de milho mulheres - folha de milho

Estas duas "mulheres", são figurinhas típicas do artesanato regional, gentilmente oferecidas pela minha querida Tia, que as adornava com folhas de milho, com as suas tão sábias mãos artesãs, fazendo recordar a época das sementeiras do milho, tradicionais, efectuadas por agricultores incansáveis.
Lembram-se como era na Ilha Terceira, nomeadamente na freguesia da Serreta e nas restantes?
Pois bem, na parte que recordo, seria assim: as folhas secas que cobriam o sabugo forradinho de grãos brancos ou vermelhos (estes uma raridade), depois de limpas de "barbas" e de alguma poeira, serviam para fazer os trajes tradicionais das figurinhas de artesanato das nossas ilhas.
A terra que os viu germinar, era lavrada com o arado puxado por dois bois (ou vacas), unidos por uma canga, e tocados por uma aguilhada, que ajudava a orientar a feitura do rego, onde seria semeado o grão "mágico", que ao fim de um certo tempo emergia e a sachadeira, artesanal, tratava de trucidar as ervas daninhas, para que finalmente surgissem os milheiros com as socas que depois de retiradas desses milheiros empilhavam-se na traseira do típico carro de bois, previamente preparado com sua "sebe", até não poder mais, e lá seguiam pelas canadas e caminhos.
As rodas rangendo estridentes nos eixos de madeira, que de vez em quando eram untados com sebo, transportavam lentamente as socas para serem despejadas no chão das atafonas ou mesmo nas "lojas" de arrumos das casas para que ao serão fossem desfolhadas pelas mãos calejadas de homens e outras mãos habituadas ao trabalho doméstico, das mulheres ou vizinhas destes grandes trabalhadores rurais.
Claro que também tive que aprender essa tarefa embora não fosse grande apreciadora. Quase sempre aquelas "barbas" do milho e o pó provocavam-me alguma comichão, mas não tinha hipótese de escolha. A saca de lona (serapilheira) cheia de folhas do milho, guardadas do ano anterior, era o meu assento preferido. Todos sentados ao redor do monte de milho, lá se iniciava a grande desfolhada no meio de risadas e conversa animada.
Era então chegada a hora de colocar os "mantulhos", amarrados com espadana, a secar ao ar livre na sua "torre" especial: a chamada "Burra de Milho" (na imagem), que dispostos de forma ascendente, lado a lado, formavam uma "pirâmide" de socas "vestidinhas" de folhas castanho claro. Para que isso resultasse, lá tinha eu que, a pedido do meu, falecido, pai, pegar na forquilha e encaixar o "mantulho" (designação antiga para um conjunto de socas com algumas das folhas puxadas e amarradas as pontas com espadana, numa espécie de cabeço) e elevá-lo até à distância da mão de meu pai que ordenadamente os colocava nos paus de madeira dispostos em filas.
Nesta altura nem havia tempo para insónias, pois ao acabar a árdua mas gratificante tarefa, bastava comer uma boa sopa de abóbora com uns grãozinhos de feijão, aromatizada de canela e outros ingredientes que a "tradição" assim recomendava...
Quem souber mais sobre este assunto e quiser comentar, seria a hora oportuna.
Azoriana

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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