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A cidade

por Azoriana, em 18.09.04

Não tens tempo
Vives para trabalhar
Precisas de um segundo
Precisas descansar

Talvez estejas a fugir
Talvez não queiras lembrar
Por isso trabalhas tanto
Por isso não queres pensar

Aceitas tudo o que aparece
Pois assim ficas ocupada
Mas com tão pouco tempo para ti
Ficas meio desnorteada

Levantas-te de manhã
Atrasada ou com tempo
Mal tomas o pequeno almoço
E ala, sais como o vento

Caminhas de um lado para outro
Numa correria sem fim
Vives num absurdo
Quase não tens tempo para ti

O dia passa
Mal consegues almoçar
Quando dás por ti
São horas de regressar

Regressar,
Regressar de novo a labuta
Passam-se os dias, as semanas
A vida parece tão curta

O pouco tempo que arranjas
Consegues andar e passear
Se não tiveres daquelas crises
Lá consegues descansar

Aos poucos vais-te afastando
Quase sem te aperceberes
Que vida tão puxada
Que vida sem prazer

Mas todos nós somos assim
Obrigados a viver
A vida da cidade, enfim
Rouba-nos os momentos de prazer

(Poema recebido por email e autorizada publicação por "amigo cubano")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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