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"A cadeira"

por Azoriana, em 09.11.04

Texto divulgado por e-mail. Pode ler com ternura, mesmo não sendo crente:
"Um sacerdote foi chamado pela filha de um homem que se encontrava muito enfermo. E que necessitava de orações. Quando o sacerdote entrou no quarto, encontrou o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas. Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que levou o sacerdote a pensar que o homem estava aguardando a sua chegada.
- Suponho que estava me esperando? - perguntou-lhe.
- Não, quem é você? - respondeu o homem enfermo.
- Sou o sacerdote que a sua filha chamou para que rezasse com você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.
- Ah sim, a cadeira...você não se importaria de fechar a porta?
O sacerdote fechou a porta.
O homem enfermo lhe disse:
- Nunca contei isto para ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido a rezar. Quando eu ia para a igreja e ouvia algo a respeito da oração, como se deve orar e os benefícios que recebemos através dela... mesmo assim, não queria saber de orações! Me entrava por um ouvido e saía por outro. Assim sendo, não tenho ideia de como rezar. Então... há muito tempo abandonei por completo a devoção. Assim eu vivia até alguns anos atrás, quando - conversando com meu melhor amigo - ele me disse:
- José, orar é simplesmente ter uma conversa com Jesus, e isto eu sugiro que você não deixe de fazer... você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado nela, bem diante de você. Isto não se trata de insanidade, pois ele próprio certa vez nos disse: -"Eu estarei sempre com vocês".
- Portanto, você deve falar com ele e escutá-lo, da mesma forma como está fazendo comigo agora.
- Pois assim eu procedi e me adaptei à ideia. Desde então, tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja... pois me internaria num manicómio imediatamente.
O sacerdote sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que vinha fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo.
Em seguida rezou com ele. Deu-lhe uma bênção e foi para a sua paróquia.
Dois dias mais tarde, a filha de José comunicou ao sacerdote que seu pai havia falecido.
O sacerdote perguntou:
- Ele faleceu em paz?
- Sim, quando eu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seu quarto. Me disse que me queria muito e me deu um beijo. Quando eu regressei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e recostou sua cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei. O que será que isto poderia significar?
O sacerdote, profundamente estremecido, enxugou as lágrimas e lhe respondeu:
- Oxalá que todos pudéssemos partir dessa maneira.
É curioso como podemos enviar contos e brincadeiras através do correio electrónico... os quais se desfazem como poeira; porém quando se trata de mensagens de Deus, pensamos duas vezes antes de compartilhá-los com os outros.
É curioso como a luxúria nua e crua, vulgar e obscena, viaja livremente através do ciberespaço, porém quando se trata da palavra de Jesus, ela é suprimida das escolas e dos locais de trabalho.
É CURIOSO, NÃO É VERDADE?
É curioso se quando você terminar de ler esta mensagem, não a enviar a muitos dos que estão na sua lista de endereços, talvez porque você não esteja seguro daquilo que eles pensarão a respeito. Ou... pior "daquilo que eles possam pensar a respeito de você.
É curioso quando nos preocupamos mais em relação àquilo que as pessoas possam pensar de nós do que em relação àquilo que Deus pode pensar de nós mesmos...!
Que você tenha um dia coroado de bênçãos junto com os seus.
Ademais, convido a você para que repita esta oração em todo o lugar e a todo o momento quando necessitar de algo especial: "Senhor, esteja sempre connosco".
"
Autor: C. A. A. A.

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Professor(a)

por Azoriana, em 09.11.04

Após uma pesquisa no motor de busca Google, com os termos "vocação; professor" surgiram-me alguns resultados. Concentrei a minha atenção num deles. Deixo aqui o título "Profissão: Professor" do autor Carlos Fontes, in "Navegando na Educação".
Abaixo um extracto da parte do texto que escolhi:
"Como todas as profissões, a de professor possuí algumas especificidades.
É ponto assente que a mesma requer dois tipos de qualificações:
- As "académicas" (os saberes e saberes-fazer que serão objecto de uma transmissão ou transferência);
- As "pedagógicas" (as metodologias e técnicas que utiliza para o exercício da sua actividade profissional).
Apenas as últimas qualificações são teoricamente exclusivas do professor. A forma como as adquiriu e a importância que lhes concede varia consoante o nível de ensino:
No ensino primário, como refere Philippe Perrenoud, as qualificações pedagógicas tendem a ser sobrevalorizadas em detrimento das qualificações académicas. No ensino secundário, pelo contrário as qualificações académicas tendem a ser proclamadas como nucleares, já que é nelas que os professores deste nível de ensino baseiam o seu prestígio e afirmação da sua autonomia. No ensino superior, as qualificações pedagógicas são desprezadas. Em resumo, quanto mais nos aproximamos dos níveis elevados do percurso escolar, mais são valorizadas as competências académicas em detrimento das competências pedagógicas.
A Educação para Freud faz parte do grupo das profissões impossíveis. O fim último da educação é ensinar a criança a dominar os seus impulsos, e por isso, o professor tem que inibir, proibir e reprimir. Porém, esta repressão traz consigo o perigo da doença neurótica. O professor vê-se assim perante um dilema insolúvel: escolher entre a repressão e a permissão, sabendo que em ambos os casos, afectará negativamente a criança. A única alternativa que lhe resta é tentar ajudar o aluno a sublimar o maior número possível dos seus desejos e a satisfazer apenas alguns, mas não todos. Mas a prática docente esbarra com outras graves limitações ao seu exercício. O professor está permanentemente a ser confrontado com a questão dos limites da sua influência sobre os alunos. A reacção destes está longe de ser controlada em todos os seus aspectos, sendo todavia esta em grande parte determinante para o seu êxito profissional. Neste aspecto uma formação profissional adequada não é só por si garantia sucesso profissional. O fracasso, como diz Philippe Perrenoud é constitutivo da profissão docente, mas o fracasso dos alunos é também o dos professores e do sistema educativo. Numa profissão técnica, a competência não exclui, nem o erro, nem o sucesso, mas um e outro são excepcionais. Nas profissões que trabalham com pessoas é preciso aceitar, como uma "inevitabilidade", os semifracassos ou mesmo os fracassos graves."
No meu fraco entender, o professor deve ter, sobretudo - Vocação (Acto pelo qual a Providência predestina toda a criatura racional a um fim determinado. Tendência, propensão ou inclinação natural para qualquer estado, profissão, ocupação. Disposição natural do espírito; índole. Talento; engenho.) e muita paciência, competência, honestidade e afectividade.
Os pais cada vez mais são solicitados a acompanhar a evolução escolar dos seus educandos. Existem Associações de Pais que ajudam nesse intercâmbio "casa-escola".
Mas agora pergunto eu:


  • Terei que aprender os novos métodos de ensino?

  • Não terá o Professor que me enviar, por escrito, se o meu educando tem dificuldades e a que nível?

  • Ser Mãe é uma profissão? Ou Mãe é o laço afectivo que protege o filho até ele ganhar as suas próprias asas?
Quão difícil é ser Mãe, Professor(a) hoje, num mundo espavorido... de exigências tamanhas e cérebros tão diferentes. Enfim, um mundo cada vez mais neurótico! Tenho ou não tenho razão!?
Azoriana

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Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
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DEZ ANOS
2014/04/09

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