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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


À "Maria sem camisa"

por Azoriana, em 16.01.17

Que é feito de ti, "Mary do Soneto"?
Me quedo longe mas penso em ti,
Se bem que a viagem até aqui
Se fez melhor que qualquer um terceto.

Voltar ao tempo que do ser prometo
Dar-te os parabéns pelo que assisti
Belo o leme da palavra que li
Que vejo rosa e jamais será preto.

"Maria sem camisa" original,
Do berço que se fez Portugal,
Merece estima e boa amizade.

É o nosso barco (a velha sebenta)
Que nos conforta e sempre aguenta
O leme forte da felicidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

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É agora...

por Azoriana, em 16.01.17

É agora que o ilhéu é mais ilhéu
Com o grito do vento
Goteira no rodapé
Da porta da alma
Da plumagem sedenta e opaca
De um céu escuro, tenebroso…

É agora o inverno da ilha
Que se acomoda ao xaile da palavra,
Ao chá da memória
E ao piso da sorte vazia.

É agora que as entranhas se entranham,
Que o riso se veste de lã
Que o olhar se quebra na solidez
De um recanto da vida.

E o velho olha a recordação;
O novo finge não perceber
A tormenta do agora
Enquanto a bainha da chuva
Fica acima do tornozelo
De um animal escondido.

É agora que a saudade impera
No silêncio da escrita fina
Delicadamente de basalto molhado
Pela cadência de tons sombrios.

E eu?! Eu choro por dentro
Numa tempestade de pensamentos
Que irrompem distraídos do temporal
Da rua, do caminho de ilhoa,
Olhando o seu olhar triste, lembrando a outra era,
De como ela era… A minha segunda mãe.

É agora que começa a nova criação
Num janeiro de dezassete (dia dezasseis) de sueste (*).

Rosa Silva (“Azoriana”)

(*) Da "banda" sueste, o vento carpinteiro, ou seja, daquela banda que, nos séculos XVI, XVII... Escarolava as naus que não conseguiam fugir da baía de Angra. Aliás, Angra, significa isso mesmo: âncora, porto de abrigo. (informação preciosa de um amigo)

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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