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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Mãe querida

por Azoriana, em 03.09.17

Visitei a Mãe querida...
Vi nela um belo sorriso;
Foi tudo o que preciso
Para renovar a vida.

No altar estava florida,
Qual jardim do paraíso,
Que inspira o improviso
Do verso em cor garrida.

Tão felizes que estamos
Pela Mãe que tanto amamos
Brilhante no altar da fé.

'Inda bem que fomos ver
Aquela que nos faz crer
Numa oração a pé.

3/9/2017. Domingo.

Rosa Silva ("Azoriana")

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A Margarida Almeida

por Azoriana, em 03.09.17

Tuas quadras e sextilhas
Li com gosto e admiração
Serão ricas maravilhas
Por teu primo e cada irmão.

Peço para ti ajuda
E sempre melhor saúde
Prima de Daniel Arruda
Que a versar tinha virtude.

Fizeste bem recordar
Das coisas que ambas gostamos
Entre a terra e o mar
A rima é o que mais amamos.

Fico com tuas lembranças,
Teu carinho e amizade,
Já não somos mais crianças
Somos maduras na idade.

Aceita o meu abraço
Depois de uma caminhada
Que me fez ter no regaço
O sorriso da Mãe amada.

Ela estava tão bonita
Quando lá cheguei, a pé,
Seu sorriso, acredita,
Fez aumentar minha fé.

Rezei por quem gosto tanto
E por quem tenho amizade
Junto daquele Altar Santo
Da Serreta claridade.

Obrigada amiga minha
Mesmo sem nos termos visto
Viva a Salve Rainha,
Viva a Mãe de Jesus Cristo!

3/9/2017
17:18

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: A propósito do meu artigo - Linda ilha (ver aqui)

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Boa tarde também te quero dar
Oh minha linda e querida amiga!
Pedindo para sempre Deus ficar
Na tua e minha cantiga.

Lindos versos acabei de ler
Sobre a nossa querida ilha;
Eu alguma coisa vou escrever,
Talvez até faça uma sextilha.

Tudo escreves com encanto
E se transforma em magia;
Amiga eu de ti gosto tanto
E não é só pela cantoria.

Falas nas nossas tradições
Até nas festas e nos bodos;
Que até aquece os corações
Dos familiares e amigos todos.

Falaste no porco em se matar,
Eu também ficava contente,
Amigos lá íamos convidar
Para fazer uma visita à gente.

O porco era enfeitado
Com as rosas de Japão,
Depois era visitado
Pelos amigos no serão.

Lá se juntava muita gente
Convidados e amigos,
Bebiam anis e aguardente,
Com queijo, bolachas e figos.

Chegamos a ter cantoria
Com cantadores afamados;
Era sempre uma alegria
Quando eram convidados.

Guardo na minha lembrança
E vou escrever aqui no papel,
Que no dia da matança
Cantava o meu primo Daniel.

Ele não cantava sozinho
Outros eram convidados,
Recebidos com carinho
Pelos meus pais adorados.

Meus falecidos irmãos
Para a cantoria eram danados,
Assim se animavam os serões
Com todos os convidados.

Até que chegou um dia
Que esta alegria acabou.
Acabou-se logo a cantoria,
Porquê Deus os levou.

Ainda guardo na memória
Os tempos que já lá vão,
Mas ficou para a história
Meu primo e meu irmão.

Nunca mais houve alegria
Em festas se tornar a fazer,
Sinto tristeza em todo o dia
De nunca mais os tornar a ver.

Eles também foram convidados
Para fazer parte do Carnaval,
Danças e bailes foram puxados,
Nunca me esquecerei de tal.

Eles todos foram puxadores
De danças e muitos bailinhos,
Receberam todos louvores
Andaram nos nossos caminhos,
Mostraram os seus valores
Para os amigos e todos vizinhos.

Agora ficou a triste sorte
De na memória os recordar:
Tenho um na América do Norte
Que ainda continua a cantar.

Estes versos que escrevi
A eles foram dedicados,
Amiga eu também vejo em ti
Saudades dos tempos passados.

Somos uma ilha de festa,
Por ti amiga aqui recordada,
Não há nenhuma como esta
No mundo é sempre lembrada.

Terceira de Hortênsia formosa,
De amor, alegria e muita paz,
Cor de branco e de uma Rosa
E do perfume de um lilás.

Terceira é a ilha mais bela
Das nove é a que tem mais luz,
Para sempre és e serás aquela
Que tem o nome de Cristo Jesus.

Estas quadras vou terminar
Com muito amor e dedicação,
Para ti e amigos vou deixar
Beijinhos do meu coração,
E se alguém não gostar
Desde já a todos peço perdão.

Eu poetisa não quero ser,
E te digo do meu coração,
No meu corpo ficou a correr
Sangue do meu primo e irmão,
Por isso gosto de quadras fazer
Para Deus lhes entregar com sua mão.

Margarida Almeida

Nota: Continuação no próximo artigo.

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Parabéns Hildeberto Franco

por Azoriana, em 03.09.17

Desafio o bom rapaz
Para duelo amistoso
Por ser ele tão bondoso
E fazer tanto que faz.

Meio século lhe apraz
Aniversário (*) jeitoso;
Sendo assim faço amoroso
O verso que sou capaz.

Parabéns ao bom amigo
Alegria esteja contigo
Neste momento acertado.

És presente de setembro
De um tempo que bem lembro
Num regresso ao passado.

(*) 1/9/2017

Rosa Silva ("Azoriana")

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Linda ilha

por Azoriana, em 03.09.17

No frio aquecia a gente
Não digo nada de novo:
Figos passados e aguardente
Iam na mesa pró povo.

Quando se dava a matança
Do porco bem sustentado
Até se dava à criança
A bexiga do pobre coitado.

Lembro bem do tempo velho
Em que as tripas lavava
Agora só vos aconselho
A lembrança que se grava.

Na memória da brava gente
Há muito divertimento
E quem rima num repente
Também na ilha tem assento.

Fica assim meu contributo
Para esta ocasião
Já não se vê andar de luto
Pelo tempo da Paixão.

Só se veem os girassóis
Nas passadeiras do chão,
E vozes como rouxinóis
No coro da mor missão.

Há beleza nas janelas
Com colchas de quadradinhos
E as mais lindas donzelas
Nos cortejos dos caminhos.

Os rapazes são pastores,
Capinhas e bons toureiros,
E outros dão seus valores
Nas cantigas dos terreiros.

Há quem tire o seu chapéu
E atire para o ar
Para louvar o ilhéu
Que gosta de cá voltar.

Adivinhem qual a ilha
Que agora estou louvando...
Onde se faz a partilha
Em Bodo de vez em quando?

Adivinhem sem vinagres
E sem dar nenhum queixume,
Há Senhora dos Milagres
E a do Facho lá no cume.

Adivinha se quiseres
Porque adivinhar eu preciso:
Onde se ouvem mulheres
A cantar de improviso?

E para não mais faltar
Acreditem que é verdade:
Há S. Mateus frente ao mar
E S. João na Cidade.

Há pescadores bastantes,
Há negrito e há pesqueiro,
Há saudade de emigrantes
E um abraço por inteiro.

Há um Monte insular,
Em decúbito dorsal,
E há tanto para falar:
Património mundial!

Há os "maios" e as danças,
Há assaltos e arraiais,
Há velhinhos e crianças,
Jovens mães e jovens pais.

Somos um jardim de cores
Em que o lilás é mais forte
E só ligamos às dores
Quando à beira da morte.

Porque a vida continua
Na alegria de quem fica;
Há de vir sempre à rua
Uma quadra fresca e rica.

03/09/2017

Rosa Silva ("Azoriana")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
Azoriana/Açoriana Blog
Azoriana/Açoriana Blog
@ 2004 etc.
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Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
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