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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


23/02/2016. Duas tristezas e uma alegria

por Azoriana, em 24.02.16

Precisamente no dia que meu falecido pai, Carlos Cândido, completa 15 anos da sua partida, chegou ao Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, da Serreta, a Virgem Peregrina de Fátima, com uma beleza santa a que ninguém consegue ficar alheio. Grande emoção foi participar da peregrinação, que teve início desde a Igreja de S. Jorge, das Doze Ribeiras, a partir das 19:00, sensivelmente, num cordão humano longo e devoto.

A chegada da Senhora de Fátima à Serreta foi emocionante também: a Filarmónica Recreio Serretense saudou a Senhora com o Hino e, logo de seguida, voltou a brindar com o "Salvé Nobre Padroeira", Rainha de Portugal.

Com muitas velas, reza do Terço meditado, e, finalmente, com fogo-de-artifício; crianças, jovens e adultos aglomeraram-se no percurso e encheram completamente o exterior e interior do Santuário, cujo brilho resplandeceu com a alvura da Imagem Peregrina iluminada e resguardada, à vista de todos. Eram duas (de Fátima e dos Milagres) e uma só Mãe em adoração.

Feliz de quem participou neste acontecimento que até a mim fez tremer na captação de imagens que não tem a melhor resolução mas tem o fervor do meu coração.





E o coração tremia também pelo choque que uma notícia (muito triste) que soube ainda nas Doze Ribeiras, sobre a partida repentina do cantador de improviso e poeta que eu admirava muito, o nosso Carlos Andrade, mais conhecido por "Santa Maria". (Repete-se o nome - Carlos).

Ainda não consegui desligar a alegria da tristeza. Ainda não consegui deitar para fora o que me faz o rosto dolente. Ainda não chorei porque o choro converteu-se em dor calada. Só eu sei (e todos os que o estimavam e que com ele partilharam palcos e terreiros da ilha e fora dela) a falta que me (nos) fará a sua poesia brilhando em quadras e sextilhas, em Pezinhos, Cantorias, Desgarradas e as "Velhas" que se ouviam com o olhar fixo e o coração em chama.

Fica-me uma pena de não ter realizado um sonho: cantar com ele... Felizmente tive a felicidade de o ver presente no lançamento do meu primeiro livro - Serreta na intimidade, que agora ficará na prateleira da saudade, saudade dele, o "Santa Maria"... precisamente no dia que partiu o meu pai há quinze anos, que chega a Virgem Santa Maria à Serreta, e parte o nosso "Santa Maria" improvisador... São emoções fortes e muito marcantes...



*****

Homenagem póstuma a
Carlos Andrade "Santa Maria"


Foste como rima em flor
Que dos lábios te pendia
Foste um bom cantador
De improviso e poesia.

Da sextilha um primor
Da linhagem que tecia
E foste seja o que for
Da inspiração magia.

Canta, amigo, lá no céu...
Numa estrela a brilhar
Quero ouvir o teu cantar...

Plantaste rima de ilhéu...
Tinha-te por grande amigo...
Pena... não cantei contigo...

Rosa Silva ("Azoriana")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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