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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Carlos Cândido (da Silva)

por Azoriana, em 19.10.10
Somos filhos desta Terra
Jesus aqui nos plantou
De vez em quando descerra
Tudo aquilo que se encerrou.
 
Do meu pai não falo tanto
Pra não mexer na saudade
Saber dele dá-me encanto
Lembra-me de outra idade.
 
Deveras trabalhador
Com um génio quanto baste
Crente em Nosso Senhor
Ainda bem que dele falaste.
 
Quem o sabia levar
Tinha dele tudo o que queria
Para sempre o vou amar
Enquanto houver noite e dia.
 
De dia ele trabalhava
À noite fazia serão
Poucas falas ele me dava
Mas deu-me a grande lição.
 
Admirei toda a sua arte
De tudo saber fazer
Trabalhou em toda a parte
Antes mesmo de morrer.
 
Muitas vezes, a seu lado,
Eu via o que ele criava,
Uma janela ou um arado,
E mais que a madeira dava.
 
Seguia com atenção
O serrote ou a enxada
E quando ele perdeu a mão
Ao desgosto deu entrada.
 
Mesmo assim, com essa dor,
E um desgosto profundo,
Continuou com seu valor
A trabalhar neste mundo.
 
Em Fevereiro, dois mil e um,
Numa cama hospitalar,
Perdia o senso comum,
Mas não esquecia o lar.
 
Adeus, Pai da minha vida,
Adeus meu progenitor,
Adeus da filha sentida
Com uma lágrima de dor.
 
Esteja ele onde estiver
Saberá das minhas falhas,
Oxalá a sua mulher
Não o deixe assim ao calhas.
 
Um casal de sofrimento,
De valores e de paixão,
Seguiram cada momento
Com forte abnegação.
 
Hoje canto a sua vida,
Heróis de terra e mar,
Com a frente sempre erguida
À Mãe Santa do altar.
 
Rosa Silva ("Azoriana")

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1 comentário

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De crema seno a 20.10.2010 às 15:43

Este texto bonito. escrever é uma terapia natural que nos ajuda não só para lançar luz sobre os problemas, mas também para superar

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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