Saudade, ai Saudade!

Do canto do mar
Perfume da terra
Do brilho ao luar
No vale e na serra.

 

Do fumo que ora
Pela chaminé
Que os céus decora
Se mais forte é.

 

Saudade, ai Saudade
Que tenho de ti
No verso que há-de
Ser talhado aqui.

Saudades em coro
Vêm do coração
Lágrimas de ouro
Vêm da emigração.

É numa cantiga
Que a saudade inflama
Uma voz amiga
Que à volta reclama.

Um sonho ancorado
Ao cais da emoção

É tecer um fado
De amor e paixão.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

publicado por Azoriana às 08:09 | COMENTAR