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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Cadeira de poeta

por Azoriana, em 21.02.17

Cadeira

Daquela cadeira voltada pró mar
Eu sonhei que ouvia seu belo rimar
Um ano se conta da sua partida
O Carlos Andrade que deixou a vida.

Foi "Santa Maria" que ouvi cantar
Tive tanta pena de não igualar
O seu canto firme na força vivida
E me deixa agora tanto mais sentida.

Foi o mar da ilha, nas suas marés,
Que levou a filha e o fez sofrer
E do mar ele era mesmo sem o ser.

Quero então rimar porque ainda és
Voz de fevereiro, "Praça da alegria",
Dia do meu pai e de "Santa Maria".

23/02/2017
Rosa Silva ("Azoriana")

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Milagre da vida

por Azoriana, em 08.02.17

Perante uma ventania
Na minha vida passada
A rima uma terapia
Pela minha mãe doada.

Partilho minha mania
Como som duma balada
Que me dá a sintonia
De uma vida inspirada.

Cada vez que a rima crio
Elevo a inspiração...
É um novo desafio.

A vida se torna bela
Com a rima da estação
Rima de rosa amarela.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Letra de: Rosa Silva “Azoriana
Melodia: “Pezinho da Vila
Para: Noite de Karaoke

I
Começo por vos saudar
P’ra logo a seguir cantar
C’uma boa afinação
Mas se a moda fizer mossa
Levem tudo isto na troça
Não quero levar baldão.
II
Pensei em quadras picantes
Coisas boas delirantes
Para aqui vos oferecer
Faltou trazer malagueta
E também uma “barreta”
P’ra depois desaparecer.
III
Isto de cantar à noite
Pode haver algum açoite
E eu me largar a fugir
Pega o fogo nas canelas
E depois de algumas velas
Já ninguém me quer ouvir.
IV
Esta gente de agora
Há muito que não decora
Uma velha à moda antiga
Meu avô tinha razão
Quando subia o alçapão
Para ver uma rapariga.
V
Nas calças tanto derriça
Até lhe aperta a linguiça
Que tinha dependurada
E de tanto a esfregar
Depressa sentiu chegar
Minha avó entusiasmada.
VI
Vinha de cara tapada
Com a boca toda inchada
De lamber um tal gelado
Meu avô quando a viu
Deu-lhe logo um arrepio
Ficou o caldo derramado.
VII
E agora p’ra meu descanso
Vou ver se fico manso
Depois desta cantoria
Feliz ficou meu avô
De certeza qu’escaldou
A linguiça naquele dia.
Fim

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Mais sobre mim

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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