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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Parabéns Hildeberto Franco

por Azoriana, em 03.09.17

Desafio o bom rapaz
Para duelo amistoso
Por ser ele tão bondoso
E fazer tanto que faz.

Meio século lhe apraz
Aniversário (*) jeitoso;
Sendo assim faço amoroso
O verso que sou capaz.

Parabéns ao bom amigo
Alegria esteja contigo
Neste momento acertado.

És presente de setembro
De um tempo que bem lembro
Num regresso ao passado.

(*) 1/9/2017

Rosa Silva ("Azoriana")

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Linda ilha

por Azoriana, em 03.09.17

No frio aquecia a gente
Não digo nada de novo:
Figos passados e aguardente
Iam na mesa pró povo.

Quando se dava a matança
Do porco bem sustentado
Até se dava à criança
A bexiga do pobre coitado.

Lembro bem do tempo velho
Em que as tripas lavava
Agora só vos aconselho
A lembrança que se grava.

Na memória da brava gente
Há muito divertimento
E quem rima num repente
Também na ilha tem assento.

Fica assim meu contributo
Para esta ocasião
Já não se vê andar de luto
Pelo tempo da Paixão.

Só se veem os girassóis
Nas passadeiras do chão,
E vozes como rouxinóis
No coro da mor missão.

Há beleza nas janelas
Com colchas de quadradinhos
E as mais lindas donzelas
Nos cortejos dos caminhos.

Os rapazes são pastores,
Capinhas e bons toureiros,
E outros dão seus valores
Nas cantigas dos terreiros.

Há quem tire o seu chapéu
E atire para o ar
Para louvar o ilhéu
Que gosta de cá voltar.

Adivinhem qual a ilha
Que agora estou louvando...
Onde se faz a partilha
Em Bodo de vez em quando?

Adivinhem sem vinagres
E sem dar nenhum queixume,
Há Senhora dos Milagres
E a do Facho lá no cume.

Adivinha se quiseres
Porque adivinhar eu preciso:
Onde se ouvem mulheres
A cantar de improviso?

E para não mais faltar
Acreditem que é verdade:
Há S. Mateus frente ao mar
E S. João na Cidade.

Há pescadores bastantes,
Há negrito e há pesqueiro,
Há saudade de emigrantes
E um abraço por inteiro.

Há um Monte insular,
Em decúbito dorsal,
E há tanto para falar:
Património mundial!

Há os "maios" e as danças,
Há assaltos e arraiais,
Há velhinhos e crianças,
Jovens mães e jovens pais.

Somos um jardim de cores
Em que o lilás é mais forte
E só ligamos às dores
Quando à beira da morte.

Porque a vida continua
Na alegria de quem fica;
Há de vir sempre à rua
Uma quadra fresca e rica.

03/09/2017

Rosa Silva ("Azoriana")

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Ai a Serreta...

por Azoriana, em 01.09.17

Serreta que nos atrai
Como atrai flores formosas,
Tanta gente que lá vai
E leva as melhores rosas.

Serreta de mim não sai
Nem das rimas saborosas,
Na doçura que se extrai
Da Mãe que benze as ditosas.

E eu que de lá parti
Só volto quando Ela chama
Num apelo de quem ama…

Tanto amor eu já senti
Por ver tal divina Luz
Da Mãe de Cristo Jesus!

Rosa Silva (“Azoriana”)

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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