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24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Viver para Servir, um Amigo sem fronteiras

por Azoriana, em 27.05.13

Este artigo é um contributo para a história de personalidades que fizeram história.

 

Luís Carlos de Noronha Bretão

Nasce em Angra do Heroísmo a 31/05/1945, na freguesia da Sé, concelho de Angra do Heroísmo.

Reside em S. Carlos há cerca de 37 anos. A sua ação cívica abrange cultura, desporto e política.

Tendo por referência a leitura da “Nota Biográfica” in Pensamento Açoriano - Revista SABER Açores, datada de fevereiro de 2011, entre outras pesquisas e conhecimento pessoal, retrato numa breve análise alguns acontecimentos importantes do amigo da cultura popular:

    1. Presidente da Juventude Escolar Católica;

    2. Vogal da ADAH Associação de Desportos de Angra do Heroísmo que reunia todas as modalidades desportivas nos anos 60 (1962);

    3. Presidente da ADAH Associação de Desportos de Angra do Heroísmo no início dos anos 70 (até ao surgimento das associações de modalidades);

    4. Árbitro de Basquetebol nas décadas de 60 e 70 (Terceira e S. Miguel);

    5. Delegado da DGDAH Direção Geral dos Desportos de Angra do Heroísmo durante cinco anos (1975 a 1980);

    6. Presidente da ABIT Associação de Basquetebol da Ilha Terceira);

    7. Presidente do SCL Sport Club Lusitânia;

    8. Vereador da Comissão Administrativa da CMAH Câmara Municipal de Angra do Heroísmo após o 25 de abril, tendo concorrido, em 1982, como candidato independente nas listas do PS, ao cargo de Presidente da Autarquia, falhando a eleição por poucos votos;

    9. Organizou reuniões mensais com todas as Juntas de Freguesia do Concelho de Angra do Heroísmo, de 1982 a 1985, bem como, um programa radiofónico na Rádio Clube de Angra, intitulado “Autarquias”;

    10. Em consequência, assume o cargo de Vereador com o pelouro da Cultura, Educação e Desporto, tendo promovido diversas atividades de dinamização cultural e desportiva;

    11. Nos anos 70, como Vereador da CMAH, iniciou os espetáculos e touradas de praça para crianças, bem como, espetáculos e animação para idosos, trazendo, novamente, as Danças e Bailinhos de Carnaval para a cidade de Angra do Heroísmo;

    12. Nos anos 70 e 80 promoveu os concertos de filarmónicas no coreto do Jardim Público de Angra do Heroísmo;

    13. Presidente da Comissão das Sanjoaninas em 1974;

    14. Idem em 1984. Realizou um festival de teatro neste ano nas Sanjoaninas;

    15. Em 1997, na qualidade de Diretor da RCA Rádio Clube de Angra, foi organizador do programa comemorativo das Bodas de Ouro da instituição;

    16. Colaborador de vários órgãos da comunicação social, entre os quais, a “Vida Académica”, “A União”, “O Lusitânia” e a RTP Açores;

    17. Em 1997, na comemoração das Bodas de Diamante do Sport Club Lusitânia, em 17/12/1997, recebeu um diploma de apreço pelo seu contributo ao desenvolvimento do clube;

    18. Em maio de 2000, foi agraciado com o título de Sócio Honorário pela AFAH Associação de Futebol de Angra do Heroísmo;

    19. Em junho de 2001, foi homenageado pela AJIT Associação de Judo da Ilha Terceira;

    20. Na qualidade de árbitro, ajuda a lançar o basquetebol feminino em S. Miguel com as equipas do Sport Clube Praiense e Sport Club Angrense;

    21. Por certidão passada em 16/06/2001, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo atribuiu o seu nome ao Pavilhão Multiusos. Homenagem e cerimónia realizaram-se em 22/08/2009, integradas na comemoração dos 475 anos de elevação de Angra do Heroísmo a cidade;



PAVILHÃO MULTIUSOS BAPTIZADO COM O NOME DO CONHECIDO DIRIGENTE

Luís Bretão imortalizado

O Pavilhão Multiusos recebeu no passado sábado o nome do carismático dirigente desportivo Luís Bretão, cumprindo-se, assim, uma velha promessa da autarquia angrense. A cerimónia, que juntou amigos, colegas e familiares do homenageado, inseriu-se nas comemorações dos 475 anos da elevação de Angra a cidade. O laureado entende que “esta distinção é, acima de tudo, o reconhecimento público a uma geração de dirigentes”.
Fonte: Efeméride - Diário Insular de 2009/08/24.


  1. Em março de 2002, foi homenageado pelo Governo Regional dos Açores na I Gala do Desporto Açoriano;

  2. No mesmo ano, foi homenageado pela Comissão das Festas do Império de S. Carlos e pelos “Cantadores e Tocadores” em S. Sebastião;

  3. Vice-presidente da Assembleia Geral do NSIT Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira;

  4. Presidente da Assembleia Geral da ABIT Associação de Basquetebol da Ilha Terceira;

  5. Em 2003, foi condecorado com a medalha de “Mérito Municipal” pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, da classe “Mérito Cultural e Desportivo”;

  6. Em 1995 foi Procurador do Império de S. Carlos;

  7. Mordomo do Império de S. Carlos em 1982 e 1989;

  8. Colaborador ativo da maioria das Comissões do Império, quer através de contatos com entidades oficiais quer na elaboração dos programas das festas. Desde 1999, realizou em sua casa, o tradicional Pézinho homenageando todos os Cantadores e Tocadores que atuaram nas festas de S. Carlos;

  9. Fez parte do “Movimento de Elevação de S. Carlos a Freguesia”;

  10. Na comemoração dos 25 anos do Clube de Atletismo da Terceira recebeu uma medalha de reconhecimento;

  11. A 10/06/2005 foi agraciado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Comenda da Ordem de Mérito;

  12. Em 2007, na festa dos “Amigos do Basquete”, recebeu uma Placa de Homenagem numa organização conjunta da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e do Terceira Automóvel Clube;

  13. Amante da Cultura Popular, é Vice-presidente da Associação dos Cantadores dos Açores;

  14. Foi Presidente da Assembleia Geral do grupo de folclore “Os Bravos” na sua fundação;

  15. Apresentador do livro “Serreta na intimidade”, a convite da autora Rosa Silva (“Azoriana”), cujo lançamento ocorreu a 02/04/2011, na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense;

  16. No próximo aniversário de Luís Bretão, a 31/05/2013, haverá uma grandiosa homenagem levada a efeito por um amigo dos Açores, vindo do continente, Sr. José Fonseca de Sousa que, juntamente com a comissão organizadora, fará tudo para que a mesma seja inesquecível.

Eis mais uns versos de improviso, escritos a 25/03/2013, para juntar a outros (inéditos) para homenagear excelente individualidade regional:

Viver para Servir, é seu lema



Imagem original (a cores) in RTP Açores

Luís Bretão é mediano
No que toca à estatura
Um pilar açoriano
Do desporto e da cultura.

No ano dois mil e oito,
Dei entrada no Pézinho;
Num verso que foi afoito
Dei-lhe todo o meu carinho.



E na casa dos Luíses
Pela Festa do Império
Tive mais dias felizes
Com meu novo batistério.

As cantigas de improviso
São de gosto popular,
Tem tudo o que é preciso
Para os amigos juntar.

Luís Bretão é bom amigo
Da cultura açoriana
Louvá-lo sempre consigo
Excelsa alma lusitana.

Sua voz não se atrapalha
É forte na sua ação
Já recebeu a Medalha
Símbolo da nossa Região.

Toda a sua atividade
Está no SERVIR por encanto
«Serreta na intimidade»
O livro que lhe deve tanto.



Por ele apresentado
Perante vasta assistência
Esteve sempre ao meu lado
Será sempre referência.

Bem-haja sua atitude
Seu valor, sua lição,
Deus lhe dê melhor saúde
Pra seguir sua paixão.

A décima quadra que faço,
Nesta hora lisonjeira,
Eleve meu forte abraço
Ao Comendador da Terceira.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Na alegria também se vê saudade

por Azoriana, em 27.05.13

Desde o tempo de embalar que fui educada para festejar o aniversário. Com tantos dias iguais há que agarrar um que é diferente na subida de mais um troço de vida. Deixamos para trás um mar de emoções e alegrias para darmos um abraço ao porvir. Hoje comemoro dois anos de um casamento desejado, no dia de aniversário do cônjuge. Embalada pela alegria também vejo a saudade a brilhar na polpa do meu olhar, por outros tempos que me vi menina, sem sono, no sonho da madrugada a bater-me à janela do peito para a largada do barco rumo ao ilhéu do Topo, ao porto da Calheta, ao das Velas para depois embalar-se pela vista do cais de S. Roque do Pico para meu consolo de abraçar a família em gritos de alegria viva e paixão pela despedida da saudade que mata quem vive agarrada às águas salgadas onde a ilha poisa, pacatamente.

Quando li um artigo “Entre a lava e a maré”, no capítulo dos Lugares do “Mundo Açoriano” (on-line) fiquei com a alma a tremer de saudade e feliz por encontrar tão encantador e emocionante artigo de arrepiar a lembrança e o coração.

Se há amor e há, se há alegria e felicidade, há uma paixão pelo melhor que a terra nos dá: Ter estado na freguesia de Santo Amaro, na ilha do Pico, onde cada barco que nasceu permanece na memória de alguém que vive mesmo que parta no suspiro final.

A ilha ainda me faz escrever com os dedos tremendo de saudade denotando o quanto fui feliz na meninice de ir e voltar e retornar àquele mundo de lava e maré. Lembro do cantar noturno das cagarras sobrevoando o telhado do meu encanto. Lembro da canção do mar rente ao cais que tinha um cheiro jamais sentido noutro lado… Lembro dos abraços tão apertados e beijos esbugalhados de um punhado de gente cujas veias tinham o mesmo pulsar que o meu…

No dia do segundo aniversário do meu casamento desejado procuro uma maneira de mergulharmos nas águas do amor ilhéu com o pensamento no que a cada um faz para trazer outras águas e marés no calor da palavra… Amo-te!

Rosa Silva ("Azoriana")

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mais uma quinta de maio (sem maiúsculas)

por Azoriana, em 23.05.13

não sei se é estado geral mas os dias não estão para muita atividade. a passagem do estado de frio para uma véspera de calores ilhéus faz com que o corpo entre numa moleza que só levita com uma boa chávena de um café matinal. hoje nem me apetece erguer muitas teclas no início da frase em cada parágrafo. os trabalhos do quintal da casa da azoriana estão a quebrar toda a réstia de forças que ainda podem encontrar-se num corpo que aparenta a expressão “nem tudo o que se vê combina com o que se tem”. quando caio na horizontal mais cedo que o habitual entro num estado que pode cair a casa que nem noto, salvo seja. os rituais matinais e ao longo do dia tendem a cair na rotina, exceto quando há alguma novidade de última hora. aposto que a vizinhança já conhece todas as voltas e reviravoltas do trabalho doméstico exterior à morada permanente. aborrece-me sentir-me como que à mercê dos olhares alheios. aborrece-me ter de me comportar de forma a não arregalar nenhum olhar estranho. enfim, mais uma quinta de maio com um quintal à prova de visitas domiciliárias. raramente as tenho mas importa agradar, sobretudo, aos conviventes diários. nada como olhar à nossa volta e acertar em cheio no paraíso terreno, sem ervas daninhas, sem montes de desperdício, sem restos da última cavadela. a fogueira no recipiente próprio para tratamento dos desperdícios fez-se com calma e descontração. a mangueira fez verter o líquido que acalma o fogo relativamente manso. as narinas é que sabem. de resto, hoje é mais uma quinta de maio, a penúltima do mês. dou comigo a pensar que falta apenas um mês para o estado de repouso ferial. umas férias vinham mesmo em boa altura para apreciar o trabalho dos fins das tardes com cheirinho a calores ilhéus. lembro que o mar deve estar como azeite tal como o vi no passado domingo no regresso a casa. nem uma onda bulia. ah! quase me esquecia de anotar: o que semear nos dias vespertinos dos calores ilhéus?! as couves já estão maduras. os tomateiros já se acomodaram à nova terra. as malaguetas vão pelo mesmo critério. as ervilhas ainda não vislumbram o ar livre. as batatas começam a surgir à face da terra. os feijões mantém-se no subterrâneo. as minhas flores (uma experiência nova) ainda não deram sinal de florescimento. sinto-me enfadonha, calma e sem vontade para soltar um “ai”. só penso no que o SAPO irá pensar sobre um artigo neste estado de tédio. mas porquê, senhor?! só pode ser do calor ilhéu rodeado de uma imensidão anil líquida e salgada que convida a um bom banho (quer dizer, só uma molha de pés porque o meu corpo não sabe boiar)… e vem aí mais uma proximidade com a caridade da Trindade ilhoa. fico-me por aqui e perdoem se não vos atender nalgum chamado instantâneo. está tudo bem e não venha pior que os títulos de caixa alta das notícias de mais uma quinta de maio. tal pena não inventarem que as letras maiúsculas podem ser abolidas. dá menos trabalho e poupa-se a tecla do “shift”. bem-haja quem atura um parágrafo deste tamanho. boa noite!

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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