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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Partindo da realidade
Que o Pezinho descerra
A Santíssima Trindade
Desce em Espírito à terra.

Reúnem os cantadores
Por S. Carlos Borromeu
E em casa dos criadores
Brindam com o verso seu.

Dividem-se em duas partes
E vão alegres cantando
O melhor das suas artes
Só no fim se vão juntando.

À Igreja e ao Império
Unem em quadras velozes
Em tom alegre ou sério
O sortilégio das vozes.

Eu não fui na caminhada
Não sou dessa "procissão"
Só respondi à chamada
Do amigo Luís Bretão.

À sua casa voltei
Para lhe fazer companhia
Há nove anos estreei
O Pezinho de alegria.

Quando se canta o Pezinho
A moda inspira à ternura
E a dar nosso carinho
À tradição e à Cultura.

Luís Bretão é dos tais
Que abre a sua porta
E nunca acha de mais
Quem lá vai e se importa.

Ninguém rejeita a oferta
De sacos bem recheados
E a sua mão aperta
Com sorrisos espelhados.

A rádio e outros canais
Gravam esta ocasião
Não sendo oficiais
Dão ao mundo a visão.

A sua esposa e filho
E família ajudante
Fazem a casa ter brilho
E uma alegria constante.

Tem sempre a casa cheia
De senhores e doutores
Mais a cantiga que recheia
O "Museu dos Cantadores".

Este ano o José Eliseu,
Ti João, Fábio e o Marcelo,
Não deram o verso seu
Não fizeram o paralelo.

O grupo foi para outra banda
O tempo ia adiantado;
Antes de irem pra varanda
Juntaram-se aos deste lado.

Mota, Samuel e o "Retornado",
E José Esteves da Praia,
Roberto e Valentim ao lado
E a Rosa que não ensaia.

Antes de tudo acabado
Houve a Banda a tocar
O Pezinho de bom grado
Pró discurso começar.

Não deu para fazer contas
De todos os homenageados:
Suas falas foram prontas
Para os amigos lembrados.

Vários agradecimentos
Deram mote cordial,
E em todos os momentos
Luís é excecional.

Rosa Silva ("Azoriana")

2017/09/21.

Minha 1ª quadra na moda do Pezinho:

Há 9 anos, fiz a soma,
Que cantei aqui neste dia;
Luís eu trago o diploma
Da tua grande simpatia.

2ª quadra:

Esta casa hoje tem brilho,
Tem ternura e tradição;
Tens tua esposa e teu filho
Que te amparam o coração.

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A Margarida Almeida

por Azoriana, em 03.09.17

Tuas quadras e sextilhas
Li com gosto e admiração
Serão ricas maravilhas
Por teu primo e cada irmão.

Peço para ti ajuda
E sempre melhor saúde
Prima de Daniel Arruda
Que a versar tinha virtude.

Fizeste bem recordar
Das coisas que ambas gostamos
Entre a terra e o mar
A rima é o que mais amamos.

Fico com tuas lembranças,
Teu carinho e amizade,
Já não somos mais crianças
Somos maduras na idade.

Aceita o meu abraço
Depois de uma caminhada
Que me fez ter no regaço
O sorriso da Mãe amada.

Ela estava tão bonita
Quando lá cheguei, a pé,
Seu sorriso, acredita,
Fez aumentar minha fé.

Rezei por quem gosto tanto
E por quem tenho amizade
Junto daquele Altar Santo
Da Serreta claridade.

Obrigada amiga minha
Mesmo sem nos termos visto
Viva a Salve Rainha,
Viva a Mãe de Jesus Cristo!

3/9/2017
17:18

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: A propósito do meu artigo - Linda ilha (ver aqui)

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Boa tarde também te quero dar
Oh minha linda e querida amiga!
Pedindo para sempre Deus ficar
Na tua e minha cantiga.

Lindos versos acabei de ler
Sobre a nossa querida ilha;
Eu alguma coisa vou escrever,
Talvez até faça uma sextilha.

Tudo escreves com encanto
E se transforma em magia;
Amiga eu de ti gosto tanto
E não é só pela cantoria.

Falas nas nossas tradições
Até nas festas e nos bodos;
Que até aquece os corações
Dos familiares e amigos todos.

Falaste no porco em se matar,
Eu também ficava contente,
Amigos lá íamos convidar
Para fazer uma visita à gente.

O porco era enfeitado
Com as rosas de Japão,
Depois era visitado
Pelos amigos no serão.

Lá se juntava muita gente
Convidados e amigos,
Bebiam anis e aguardente,
Com queijo, bolachas e figos.

Chegamos a ter cantoria
Com cantadores afamados;
Era sempre uma alegria
Quando eram convidados.

Guardo na minha lembrança
E vou escrever aqui no papel,
Que no dia da matança
Cantava o meu primo Daniel.

Ele não cantava sozinho
Outros eram convidados,
Recebidos com carinho
Pelos meus pais adorados.

Meus falecidos irmãos
Para a cantoria eram danados,
Assim se animavam os serões
Com todos os convidados.

Até que chegou um dia
Que esta alegria acabou.
Acabou-se logo a cantoria,
Porquê Deus os levou.

Ainda guardo na memória
Os tempos que já lá vão,
Mas ficou para a história
Meu primo e meu irmão.

Nunca mais houve alegria
Em festas se tornar a fazer,
Sinto tristeza em todo o dia
De nunca mais os tornar a ver.

Eles também foram convidados
Para fazer parte do Carnaval,
Danças e bailes foram puxados,
Nunca me esquecerei de tal.

Eles todos foram puxadores
De danças e muitos bailinhos,
Receberam todos louvores
Andaram nos nossos caminhos,
Mostraram os seus valores
Para os amigos e todos vizinhos.

Agora ficou a triste sorte
De na memória os recordar:
Tenho um na América do Norte
Que ainda continua a cantar.

Estes versos que escrevi
A eles foram dedicados,
Amiga eu também vejo em ti
Saudades dos tempos passados.

Somos uma ilha de festa,
Por ti amiga aqui recordada,
Não há nenhuma como esta
No mundo é sempre lembrada.

Terceira de Hortênsia formosa,
De amor, alegria e muita paz,
Cor de branco e de uma Rosa
E do perfume de um lilás.

Terceira é a ilha mais bela
Das nove é a que tem mais luz,
Para sempre és e serás aquela
Que tem o nome de Cristo Jesus.

Estas quadras vou terminar
Com muito amor e dedicação,
Para ti e amigos vou deixar
Beijinhos do meu coração,
E se alguém não gostar
Desde já a todos peço perdão.

Eu poetisa não quero ser,
E te digo do meu coração,
No meu corpo ficou a correr
Sangue do meu primo e irmão,
Por isso gosto de quadras fazer
Para Deus lhes entregar com sua mão.

Margarida Almeida

Nota: Continuação no próximo artigo.

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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