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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Santo António dos perdidos

por Azoriana, em 14.07.17

Riem-se de mim milhões de vezes
Das rezas que decoro sem pensar
Na bruma ou na aurora dos meses
Que vejo e deixo por mim passa

Eu creio na infinita bondade
Do Santo que venera a grã Lisboa,
Por ser tanta a Santidade,
E risos que a cada pessoa.

António, de tantos o preferido
Por via do que faz aparecer,
Seja o que for que desaparecido
Acaba por nos dar a fé de ver.

Responsos esses que aqui vos deixo
De rima pura em sã lealdade;
Dessa reza nunca me queixo
Nela vejo alva flor da caridade:

Se milagre desejais
Recorrei a Santo António.
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

E por sua intercessão
Foge a peste, o erro e a morte,
O fraco torna-se forte,
Torna-se o enfermo são.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E não auge do furacão
Cede o mar embravecido.

De todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
Digam-no os Paduanos.

Glória ao Pai,
Glória ao Filho,
Glória ao Espírito Santo!
Rogai por nós, bem-aventurado António,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amen!


Confia nesta oração
Pela tua vida fora
Agradece cada quinhão
Que obteres dele agora!

E que os Responsos deslizem
Pelos lábios que os ouvi…
Adoro quando me dizem:
Lembrei-me agora de ti!

2017/07/14

Angra do Heroísmo

Rosa Silva (“Azoriana”)

Nota: Ver aqui também.

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Fragilidade

por Azoriana, em 12.06.17

Eu se fosse uma rainha
Na certa coroa tinha
Nestes mares de anil;
Sou da ilha de nascença
Na saúde e na doença
Da cabeça ao quadril.

Sou apenas o que sou
O que herdei de meu avô
De meus pais a seguidora.
Também sou fragilidade
Cruzes tenho à-vontade
E a veia inspiradora.

Peço a quem ora me lê
E que na rima até crê
Como boa terapia:
Receba de coração
Os reflexos da inspiração
Mesmo com "dor" neste dia.

O sol que brilha lá fora
Se esconde em mim agora
No campo da solitude.
Sou uma pedra d'asfalto
Que não se atira do alto
Mas nele pensa amiúde.

A tristeza não se alegra
Neste vale desintegra
Em linhas escurecidas.
No meu canto a pensar
O quanto vou aguentar
Entre as vindas e mais idas.

Eu vou ao céu, volto à terra,
Eu vou ao mar, volto à serra,
Vaivém de tantos sarilhos...
Quem pudesse comandar
E grande abraço mandar
A quem renova meus trilhos.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Balada de mãe

por Azoriana, em 28.05.17

"Adeus" açoriano
Da ilha Terceira
Reina hoje o pano
Da tua bandeira.

Que a felicidade
Seja sempre o lema
Da maternidade
Te lego o poema.

Contigo a Cultura
Da ilha dos Bravos
Na Pasta pendura
Meus beijos e cravos.

Lembra a tua irmã
Teu irmão também;
E pela manhã
Lembra a tua MÃE!

Coimbra, 28/5/2017

***

Sei que vou partir
Querendo ficar
P'ra cá vim a rir
P'ra lá a chorar.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
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Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
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