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À Marisa e ao Tiago Clara

No reino da juventude
Há esperança a reinar
Mais forte seja a saúde
Porque o resto há de chegar.

Seja nobre a atitude:
Cantadores vão cantar!
Dupla seja a virtude
A quem merece a dobrar.

A Marisa e o Tiago
De nós merecem afago
Numa festa que há de vir.

Depois de bruto acidente
Felizmente estão com a gente:
Vamos fazê-los sorrir!

Rosa Silva (“Azoriana”)

Cantoria Solidária

Local: Sociedade Velha da Vila das Lajes
Data | Hora: 27 de janeiro de 2018 | 21:00

Cantadores:

José Eliseu, José Fernando, Hélder Pereira, Ricardo Martins,
Marcelo Dias, Vasco Gomes, Artur Miranda, John Branco.

Verbas angariadas revertem para ajuda ao Tiago Clara.


Pensamento matinal

por Azoriana, em 13.12.17

Hoje, 13 de dezembro, dou comigo a pensar muito mais do que é habitual. Nem dá tempo de saber o tema principal. Sempre fui assim (talvez igual a tantas pessoas que se cruzam diariamente comigo).

As manhãs são sempre difíceis para mim. Demoro a acordar. Tenho de ter despertador seja ele qual for. Mesmo assim demoro a abrir-me ao mundo que me rodeia. O pensamento não. Esse está sempre ativo quer de noite, quer de dia. Raramente pausa. A noite dá-me sonhos (pesadelos) e as manhãs dão-me vontade de ficar mais um pouco no quentinho do lar.

Hoje, 13 de dezembro, penso em ti e na maneira que me trataste e te foste embora. Percebi o que é a liberdade, o alívio não. Continuas a atormentar-me mesmo ausente. Apetece-me acordar com outros pensamentos que não estes. Que as manhãs sejam boas e melhores. Apetece-me sorrir com o brilho de uma pontinha de sol e com um friozinho leve. Apetece-me louvar o bem que tive (e tenho) e o mal que afastei (ou partiu).

Hoje, 13 de dezembro, é dia de pensamento matinal acelerado pelo desassossego do espírito. Será sempre assim?!



Rosa Silva ("Azoriana")

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Açoriana

por Azoriana, em 12.12.17

Não fui escolhida
Apenas fui colhida
Das entranhas da terra
Para ser serra de mim
No púlpito do juízo
Enxovalhado do rigor
Um juízo de amor
Por ti
Palavra que me solta
Das amarras da solidão
Numa caixa de cartão
Verde, muito verde,
Porque de verde ninguém perde
Nem o campo
Nem a cidade
Nem a bondade.
Vejo-me entre valados de ti
Na pálpebra da manhã
Onde o orvalho respira
Sofregamente
Indolente
Não fui escolhida na certa
Mas a palavra me desperta
A tua carícia de versos
Entre um sorriso escarlate
No mar da pele
Na mira do teu olhar
Acetinado!!!

Rosa Silva ("Azoriana")

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1 Faúlha

por Azoriana, em 30.11.17

Minha escrita não debulha
Tudo o que me vai no ser:
Há ‘inda muita faúlha
Que teima em alvorecer.

Reza o credo e a fagulha
Do que tenho por viver…
E por tudo vem à bulha
O que gosto de escrever.

Tenho a valsa da ternura
Pelos laços de cultura
Que nascem na Região.

Na ilha que gosto tanto
Nasceu todo este espanto
Nas letras que minhas são.

2017/11/30

Rosa Silva ("Azoriana")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
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@ 2004 etc.
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