Por Azoriana | Quinta-feira, 23 Fevereiro , 2012, 19:54

Por Azoriana | Sábado, 21 Janeiro , 2012, 22:14

Hoje, vinte e um de janeiro do ano de dois mil e doze, foi um sábado muito diferente do habitual. A seguir às tarefas domésticas imprescindíveis, fui a um lugar que brevemente irão saber onde e como tudo se desenrolou. Podem crer que, hoje, foi um dia feliz para mim, meus mais próximos e não só. Irão perceber porque é muito bom ser blogger (isto é, bloguista) e estar numa ilha cuja natureza é um apelo à dedicação. Não me vou alongar mais porque fiz uma promessa: só quando for oportuno irei divulgar para os leitores do meu blog (e não só) o que me maravilhou... Até lá, bom fim-de-semana com um sol radiante a fazer-nos lembrar um verão em pleno inverno.

 

Rosa Silva ("Azoriana")


Por Azoriana | Segunda-feira, 16 Janeiro , 2012, 08:22

 

As notícias das últimas horas, desde a última sexta-feira, treze de janeiro, são sobre o encalhamento do cruzeiro que deliciava os olhares e todos os sentidos humanos perante tal “cidade flutuante”.

 

Estou plenamente convicta que não há palavras para descrever o sentimento de uns tantos que se viram nesse desastre e no sentimento que fica connosco, que vamos sabendo, aos poucos, dos contornos da situação devastadora de dar-à-costa pelo Costa Concordia. Mas que nome inesquecível em todos os seus contornos.

 

Que desastre. Que tragédia. Que prejuízo. Que fim. Triste fim, dizemos, para aquele cruzeiro e para quem, todos os dias, se vai lembrar de que treze de janeiro foi um dia (sexta-feira) de muito azar, que ficará para a história, tal como ficou a do Titanic.

 

Por enquanto estou, em terra, navegando nas ondas do pensamento que ainda não “ressuscitou” do fim-de-semana caseiro, combinado apenas com uma saída pouco longa. Ainda estou a navegar na lembrança dos nossos barcos que nos levavam inter-ilhas (Terceira-São Jorge-Pico-Graciosa e vice-versa), construídos por sábios construtores navais - «Santo Amaro», «Terra-Alta», «Espírito Santo» e o «Ponta Delgada». Estes foram os barcos que me e transportaram no tempo que falar em naufrágio era só quando a tempestade fustigava as madeiras talhadas por grandes artistas da freguesia de Santo Amaro da imponente ilha do Pico. Hoje, os naufrágios e encalhamentos fustigam cruzeiros e paquetes de luxo que acabam mal, muito mal. Ponto final.

 

Rosa Silva ("Azoriana")
 


Por Azoriana | Quinta-feira, 05 Janeiro , 2012, 21:24

Para quem estava habituado à minha assiduidade no blog e rede social do facebook nota que estou num período de pausa. Essa pausa deve-se ao facto de estar a alimentar a base de dados - Biblioteca de casa - criada por mim, com recurso à aplicação Access, através da criação de tabelas específicas para o registo de "livro", "descritor", "autor", "editora" que, depois, irão auxiliar o registo principal "biblioteca", com ligações àquelas tabelas específicas.

 

Mais informo que, se estiverem interessados, poderei disponibilizar a mesma a quem quiser registar os livros que possuem. Após o registo total ficarei apta a pesquisar e listar qualquer livro sem ter de ir à prateleira.

 

O novo ano já começa a produzir frutos. Só espero que não apodreçam ao saírem do cesto das ideias. O futuro o dirá.

 

Este artigo serve também para testar a funcionalidade nova dos blogs do SAPO: publicação automática na rede social facebook.

 

Rosa Silva ("Azoriana")


Por Azoriana | Quinta-feira, 17 Novembro , 2011, 21:22

Não sei como começar este artigo à luz de uma tentativa de seguir os primeiros ensinamentos relacionados com o AO - Acordo Ortográfico que se não é usado por todos, por enquanto, será necessariamente posto em prática por todos, quer queiram quer não. Pessoalmente, estava um pouco apreensiva com esta "nova" mudança, uma vez que sou uma mulher nascida em sessenta e quatro. Graças à generalização da formação, hoje estive presente na reaprendizagem de letras (26 do alfabeto) e palavras que suprimem as consoantes que não se ouvem, por serem mudas. As consoantes c juntas "cc", "cç",  "ct" e p "pc", "pç" e "pt" irão ser supridas a favor do que se ouve: colecionador, ação, atual, rececionista, perceção, ótimo.

 

Depois da excelente explicação da formadora (valha-nos isso!), fiquei fã da alteração, nalguns casos. Acho que a mudança devia ser mais radical ao ponto de acabarem as exceções e opções, ao gosto de palavra tida como universal. Eu abolia muito dos hífens deixados, mantidos ou surgidos no novo AO. Mas quem sou eu, afinal? Uma mulher que sempre gostou de escrever sem erros e agora vê-se na eminência de escrever alguns, enquanto não ficar uma aluna perfeita. Perfeição não há, nem nunca há de haver. Pena que a língua portuguesa seja tão complicada de aprender, usar e transmitir a quem vem visitar-nos. Penso que o AO ainda será alvo de algo novo no futuro.

 

Eis o que resumi, em quadras, praticamente no fim do dia de estudo ortográfico:

 

Na pós-formação de um dia
Que corta os "c" (cês) e os "p" (pês)
Sinto que há uma magia
Com respostas sem porquês.

 

Tiro ao fim de semana
O hífen acostumado
E entro nesta gincana
De Acordo ao nosso lado.

 

Dói um pouco aos antigos
Ficarem hoje à mercê
Do batismo sem "p", de amigos,
Que há de vir no que se lê.

 

«O que não ouves não escreves»
É a regra principal.
Escrever mais do que deves
Pode, enfim, fazer-te mal.

 

O Lince vai-me ajudar
A sair desta enrascada
É livre para instalar
E usar não custa nada.

 

Nossa língua portuguesa
Acerta seu alfabeto
Vinte e seis letras na mesa
Com seleção do correto.

Venha daí o corretor
Auto/ultra-tecnológico
Para que o processador
Seja sempre o mais lógico.

 

Que não seja Adamastor
O rochedo da escrita
Pois enquanto houver amor
Teremos língua bonita.

Rosa Silva ("Azoriana")


Por Azoriana | Sexta-feira, 11 Novembro , 2011, 21:02

 

da Burra de Milho

A minha foi assim:


Eu tinha 15 anos. Estava na casa dos meus pais na Serreta. Pouco antes de ocorrer o sismo, ouvi o ruído de um trator na canada e corri para a janela para confirmar se eram os meus padrinhos que nos vinham visitar. Era dia de Ano Novo e era costume a visita da praxe. Com tamanha alegria corri e saí porta fora. Ao virar a esquina da casa começou um tamanho barulho, a natureza parecia ondas de papel e vi a sineira do atual Santuário de Nossa Senhora dos Milagres como nunca vira antes nem nunca mais vi, pois ficava oculta no lugar onde eu estava. Com tal ondulação tudo se mexia. As paredes da casa das minhas velhinhas primas caiu, eu gritava, gritava... Ninguém me ouvia tal o barulho que acompanhava o meu medo. Aconteceu-me algo estranho e fiquei com um frio horrendo. Não havia roupa que me tirasse aquele frio, nem o casaco grande da minha mãe.

A sensação que tinha era de último dia. Que prolongamento temeroso. Nunca mais parava aquela tremura...
Quando finalmente parou o maior, sim, porque depois vieram tantos tremores mais pequenos, as réplicas, que eu sentia todas. Parecia que as adivinhava.

Nunca mais houve sossego na nossa casa nem na dos vizinhos. Tudo queria saber em que estado estavam as casas.
Sei que alguém que vinha da banda das Doze Ribeiras deu uma triste notícia... Que morrera uma rapariga... Quando soube quem era chorei... Era a minha amiga predilecta: Zita Meneses. Tal desgraça!
Depois, depois tanta coisa... Vi todos (ou quase todos) os camiões que passavam para a limpeza da via e das casas, com pessoal vindo de fora...
Jamais irei esquecer a primeira viagem à cidade de Angra... Tudo perdido! Tudo derrubado... Uma tristeza.
Minha mãe tinha que voltar ao Hospital pois estava apenas a passar o Ano Novo com a família (sofria de esclerose múltipla) mas não foi possível ficar no Hospital... Não havia lugar para pessoas que não tivessem em perigo de vida. Foi para o Liceu mas não tardou a chegar a casa de táxi.
Dormíamos de olhos abertos numa sala todos juntos. Ninguém ousava deitar-se no seu quarto.
Eu não ia à casa de banho sozinha. Não ia sozinha a lado nenhum nem permitia que apagassem a vela que iluminava a escuridão infinita.
Ainda hoje fico gelada ao pensar naquele dia de Ano da destruição, morte e memória colectiva.
Estou disponível para o que for necessário porque a única coisa que o Sismo de 80 me trouxe foi a razão para ter o 1º emprego. Trabalhei no GAR - Gabinete de Apoio e Reconstrução de Junho de 1982 até Fevereiro de 1985.
O sismo de 80 acompanhou-me uma vida. Os meus 3 filhos são sobrinhos de uma tia que faleceu ao fim de 5 dias devido a ter caído junto com pedras da janela onde estava debruçada...
A minha filha até fez, recentemente, junto com as colegas uma Exposição na Escola Secundária de Angra do Heroísmo alusiva ao tema e com a presença de um fotógrafo que faleceu após essa efeméride.
E tanta, tanta coisa mais que é comum a tantas pessoas que viveram a tragédia que já conta com trinta e um anos.
Pessoas, animais, casas, cerrados e portais... Nada ficava impune à revolta da natureza que ninguém tinha poder ou mão.
Rosa Silva

 


Por Azoriana | Sábado, 05 Novembro , 2011, 16:00
Sonetos da Azoriana
Num sábado chuvoso e acinzentado, apropriado para  o repouso no lar quente e agradável, nada melhor do que vos apresentar o resultado de sete anos de rimas do coração numa onda de sonetos e/ou sonetilhos nascidos de momentos inspirados pelo sentir ilhéu de uma alma terceirense, de raiz serretense, que residem no blogue da Azoriana. Alguns deles até foram plantados no meu livro, Serreta na intimidade, lançado em Abril de 2011, e outros ficam aguardando melhores dias para as suas pétalas seguirem em papel para um olhar dos habitantes locais, regionais e/ou de outras partes do mundo real.
Agradeço a todas as pessoas que acarinharam o meu livro e a todas as que ainda podem vir a acarinhar.
Com o carinho de:
Rosa Silva ("Azoriana")

Por Azoriana | Quinta-feira, 20 Outubro , 2011, 08:13
As ilhas açorianas

 

A Região Autónoma dos Açores é constituída por um Arquipélago de nove ilhas de origem vulcânica, divididas por três grupos, conforme a sua localização geográfica, no Oceano Atlântico Norte, com uma área total de 2.333 km2, correspondendo a 2,5% do território nacional.

A Região Autónoma dos Açores tem Brasão, Hino e Bandeira, insígnias próprias cuja característica principal é o Açor e as Estrelas que serão sempre nove, douradas e brilhantes de nobreza, lealdade e fé.

Cada ilha tem a sua especificidade paisagística, cultural e com diferentes pronúncias que, no fundo, seguem a língua da pátria portuguesa. Todas são ilustradas com as cores que mostram a sua essência, a saber:



Santa Maria – ilha dourada – tela amarela
São Miguel – ilha recheada de vastos campos – tela verde
Terceira – ilha festiva – tela lilás
Graciosa – ilha formosa – tela branca
São Jorge – ilha do dragão – tela castanha
Pico – ilha montanha – tela cinzenta
Faial – ilha de hortênsias e virada para o mar – tela azul
Flores – ilha de pétalas – tela rosa
Corvo – ilha mais pequena, paraíso corvino – tela preta

 

De braço dado com a natureza e de olhos postos no mar, espelho do céu, os açorianos vão seguindo a sua labuta diária entremeada com alguns festejos religiosos e profanos, sempre à boa maneira de bem receber e melhor fazer. Em todas as ilhas há o monumento comum: a Igreja. Salvo raras excepções, em todas as Igrejas há a presença da Imagem de Maria e do seu Filho Jesus, ladeados por outras que representam a fé de um povo habituado a intempéries de vária ordem que, por vezes, o obriga a prostrar-se de joelhos e de mãos postas, conforme se traduz no formato de muitas das chaminés das casas rurais, as chamadas chaminés-de-mãos-postas. É um triunfo do Bem contra algum Mal que teima em assolar todo o ser humano.

O Turismo é, sem sombra de dúvida, a área que melhor idolatra as nove ilhas do Arquipélago. Quem vem leva saudades e quem parte também as têm. Nem que seja saudades do cheiro dos prados acabados de lavrar, do cheiro das faias cuja floração deixa um perfume sempre novo, do cheiro da brisa do mar que a terra vem beijar com uma melodia que hipnotiza os sentidos, do cheiro do pão alvo, da massa sovada, da alcatra, do polvo, da morcela, do torresmo acabado de tirar de um caldeirão que o tempo não apagou, do cheiro do foguete lançado em honra do(a) Padroeiro(a), do cheiro das flores lançadas ao chão, num tapete inolvidável de amor e entrega ao ritual da passagem da Procissão, das Filarmónicas e do pálio, suspenso por meio de varas, que cobre o sacerdote e a hóstia consagrada, que, todos ou aqueles que crêem, devem fazer uma vénia em sinal de respeito, e tantos cheiros mais que fazem das ilhas um atalho para o sonho numa realidade que urge preservar.

As ilhas parecem ser sobredotadas de encantos e valores. Quase todas foram berço de almas ilustres, de escritores, poetas, músicos e criadores de artes que se mantém vivas no átrio das recordações e vão passando de boca-em-boca, em exposições eventuais e duradoiras nos Museus de cada município de maior volume populacional.

A actualidade teima em se captarem imagens (via fotografia e vídeo), para a posteridade, de acordo com o evoluir tecnológico. Não há recanto que escape ao olhar de um amador ou profissional, não há isolamento. Todos estamos ao alcance do mundo nem que seja através de um simples toque das teclas do teclado e de um monitor com vista global. Hoje nada escapa à opinião, à discussão e ao amanhecer de novas ideias que, por vezes, põem por terra tanto de um passado que custou muito a erguer e que, num ápice, cai por terra com o surgir de mausoléus que destoam da harmonia de um paraíso natural e endémico.

Mas verdade seja dita e anunciada: as ilhas do Arquipélago dos Açores, nos últimos anos, viram, também, o progresso, o empenho e a dedicação da governação (ver imagem abaixo) que preza para que seja ouvida a célebre frase: «É bom ser Açoriano!». Eu digo, é bom ter nascido serretense, viver num concelho angrense e, muito mais, ser de uma ilha de gentílico terceirense!

 

Estrutura do Governo Regional

 

 

Fonte: Portal do Governo dos Açores, em http://www.azores.gov.pt

 

Angra do Heroísmo, 20 de Outubro de 2011

Rosa Silva ("Azoriana")


O livro da Azoriana

Dois sonetos alusivos


São rosas que vêm do céu,
Rimas do sentir ilhéu

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Terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos!
Rosa Silva "Azoriana"

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de Angra do Heroísmo - Terceira - Açores

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