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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


Hoje deu-me para isto...

por Azoriana, em 06.12.13

Boneca de trapos

 

Neste ano sou pequenina
Comi a sopa da panela
Bebi água cristalina...
Quero uma boneca bela.

 

De trapos e com um sorriso,
Que tenha a barriga cheia;
Mais fome não é preciso
Para não falhar a ideia.

 

Num embrulho todo em prata
Dentro talvez duma lata
Do leite de antigamente.

 

Juro que dela vou cuidar
E também vou estimar
O Natal do meu presente.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

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Quando os títulos fazem prosa

por Azoriana, em 17.10.13

Na prosa e na poesia me embrulho, quem diria?! São momentos de felicidade. São como bravos de coração na sombra de sol (à poeta). É a ilha das ilhas no palco de poesia onde a vida é bela (nem sempre).

 

Ó Mãe, doce Mãe! Vejo-te nas ondas do cais, nas flores do campo, no rosto da alma. E a ti, Angra - flor de lirismo: Canta, canta minha gente! És como amora (das rimas) no caderno das emoções, com o cheiro das colinas…

 

Terceira, eu te amo! Sejam os meus versos flores e não se olhe para trás, na encosta do teu peito, no coração de quem ama a chuva retilínea, o mar biscoitense, as vozes de ouro com a peregrina de devoção. Não há paixão como esta… Na visão camuflada da escuridão da alma há rescaldo do amor e da emoção a poucos passos dos pensamentos espontâneos. Hoje vs Amanhã a alma da ilha porque a ilha é pétala do desejo na vaga do coração, na saudade…

 

A luz pede: Fica um pouco. Ouve as baladas do coração nos desenhos de alma! Escuta: Saudades, quem as não tem?! Lê o caderno de trovas. Na ilha Terceira, Açores a lava poética faz-se de rimas do sentir ilhéu… e da Saudade, ai Saudade!

 

Açores, filhas do oceano porque há a ILHA, na vespertina vontade. Açores, miragem singular de paixão de amante, de um olhar de pastor… Às vezes, os sons do amanhecer trazem o mar da Terceira… Hoje deu-me para isto: trago o ontem e hoje quando digo: Eu te amo! Canto o fado em flor por Angra nobre donzela e pela Senhora do sol dourado, pelas senhoras da nossa ilha, com rimas minhas ao sabor do dia.

 

Ó querida ilha montanha, lindas ilhas do coração de alma aficionada, mas insisto: Ó Angra linda és… Ó minha querida Angra, cujos pensamentos vão para a educação, amor e trabalho…

 

Olho o mar. Na voz de berço que trago há surpresas de coração serretense num ramo de maio. Recordar é viver lembrando a homenagem aos filhos que tratam as mães… Dá saudade e quero fazer para ter e ser (porque a morte é vida que não vês).

 

Eu sou da Terceira onde o cantar é um prazer de pensamentos rimados num hino à nossa gente: Terceirenses! Sóis lírios da alma, numa ilha bordada de tradição. O perfume das cantigas na recordação para a vida!

 

Eu tenho que vos escrever… Sou terceirense das rimas, na palavra, nos versos de fino trato com o mar à cabeceira num desenho de chuva. É um tanto de ti que passa por mim… É magia do Carnaval por entre uma janela virada pró mar! E quero cantar o berço das ilhas dos Açores na clave de rimas com vida.

 

Os Biscoitos, corpo de lava, dão-me rimas de opinião pela Terceira ilha de encanto e dão-me rimas do coração, dias a fio… de corrupio. E num dia mais-que-cinzento canta-me a felicidade pla Rosa das rimas (assim me chamam). E canto os Bravos da Carreirinha onde o teu sorriso ‘inda floresce numa vida de maresias… O antes e o depois e canto ao vinho. Palavras são sementes de flor da rima numa corrente de amor na noite da cantoria sob a balada de brisa onde quero ser para dar.

 

Angra, sereia ao luar das minhas flores com alma - Da Azoriana - que vos diz: Trago flores no coração, um palco de fotografias, uma paisagem serretense e as rimas.

 

Açores, nove aguarelas com raízes de valor, nos braços do luar pelos palcos de alegria. E a Estrela da Romaria dá carícia quando estou pensando e improvisando à minha maneira pelas estrelas da cantoria.

 

Angra nas torres de emoção com canto à solta, com paixões e um sol de sorrisos… Sou Azoriana de coração por Angra festiva. Que saudades me fazem tecer a alma de cantadeira no canto à mãe e nas recordações… Recordações quem não as tem?!

 

Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Nota: Prosa tecida praticamente só com os títulos de alguns dos artigos que compõem a minha coletânea intitulada - Recheio de rimas. Muitas das vezes escrevo para me abstrair duma realidade que dá cabo de mim, dos que me rodeiam e do povo que tanto trabalhou para bem viver e acaba por nada ter. É triste, muito triste. Pensem nisso, pensem bem sobretudo os filhos que estão governando e tiveram pais e avós trabalhando para hoje eles serem o que deviam ser e não são.

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Na continuação da consulta assídua ao seu blogue:  DESTACO E COMENTO

Poema "Folhas Brancas" - (Que Maravilha.....ponto final.)

Poema "Amor doce, doce Amor" - Só pode dar graças ao Divino quem tem o dom de poder transmitir e bem o amor que tem aos filhos em versos. (Que "inveja" eu tenho de si .....).

O poema que começa "Sempre que um raio de sol" - o título que eu lhe dava era: "Uma certa maneira de orar".

* Faça o favor de guardar estas preciosidades junto das que integram o embrião do livro "Recheio de Rimas", porque quem vai, futuramente, beneficiar é a Cultura Popular Açoriana.

Um grande e amigo abraço
José Fonseca de Sousa
Lisboa 19-11-12

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
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DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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