Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Clique e veja o que acontece

À Marisa e ao Tiago Clara

No reino da juventude
Há esperança a reinar
Mais forte seja a saúde
Porque o resto há de chegar.

Seja nobre a atitude:
Cantadores vão cantar!
Dupla seja a virtude
A quem merece a dobrar.

A Marisa e o Tiago
De nós merecem afago
Numa festa que há de vir.

Depois de bruto acidente
Felizmente estão com a gente:
Vamos fazê-los sorrir!

Rosa Silva (“Azoriana”)

Cantoria Solidária

Local: Sociedade Velha da Vila das Lajes
Data | Hora: 27 de janeiro de 2018 | 21:00

Cantadores:

José Eliseu, José Fernando, Hélder Pereira, Ricardo Martins,
Marcelo Dias, Vasco Gomes, Artur Miranda, John Branco.

Verbas angariadas revertem para ajuda ao Tiago Clara.


Canção d'emigrante (para Joe Fagundes)

por Azoriana, em 10.01.18

Ó Serreta da minh'alma
Que estás no meu coração
És a força que me acalma
És meu berço e torrão.
Quando um dia te deixei
Fiquei sendo emigrante
Mas em ti sempre pensei
Foste meu lar triunfante.
Nasci no alto da serra
Avistando o lindo mar
Hoje adoro a minha terra
E penso em lá voltar.
Tem a Virgem milagrosa
No seu altar tão serena
Com a sua mão bondosa
Que à gente sempre acena.

Vou voltar, ai vou voltar,
À querida freguesia
Vou rezar, ai vou rezar
À linda Virgem Maria.


Abraçar os meus parentes
Que de mim têm saudades
E ver nossas boas gentes
Nas suas atividades.
Visitar o batistério
Onde conheci Jesus
E também o cemitério
Que é reino de outra luz.
Ver o sol no horizonte
Dourando a sua cama
O brilho da água na fonte
Que até no chão derrama.
Ver o branco casario
E o gado a pastar
Ver tudo o que já me viu
Ver a aurora e o luar.

Vou voltar, ai vou voltar,
À brava ilha Terceira,
Vou brindar, ai vou brindar
Minha Santa padroeira!


2018/01/10
Rosa Silva ("Azoriana")

Autoria e outros dados (tags, etc)

A matança do porco

por Azoriana, em 03.11.17

Na freguesia da Serreta, e do que lembro da nossa casa, a matança do porco era a maior folia do ano e a abundância no lar. Daquele porco, alimentado com as chamadas "lavagens" (restos de comida e alguma farinha à mistura), milho, etc., tinha-se o produto para sustentar a família.

Convidava-se a família e parentes acostumados a essas grandes manobras e a casa ficava numa alegria nesse dia.

Minha mãe e minha avó escondiam-se na hora da faca fazer o último suspiro do bicho. Eu é que era chamada para aparar o líquido vermelho no alguidar com sal no fundo. Eu ia mas confesso que me arrepiava um pouco, não fosse o bicho revoltar-se e atingir-me em cheio. Claro que isso não era permitido porque os braços robustos dos homens o aguentavam fortemente em cima do banco de madeira feito pelo meu pai, que era também o marchante.

Depois era a tarefa divertida do lavar as tripas do porco, cuja bexiga depois de relativamente limpa, se enchia como um balão para servir para a "canalha" jogar. O rabo do porco era a mascote para pendurar na traseira do marchante. A graça era ele nem desconfiar que ele lá estava para fazer a risada geral.

Ainda havia tempo para a vizinhança convidada vir ver o toucinho do porco dependurado no tirante, de cabeça para baixo, ao contrário do que se faz na ilha do Pico.

Bolachas, biscoitos, anis, licores, aguardente, vinho abafado e, por vezes, algum bolo faziam as delícias dos convivas e da mesa um perfume apetecível inundava as nossas narinas que também tinham outros odores mais fortes e próprios daquela tarefa de todos.

Torresmos de toucinho, de carne, morcela, sarapatel, enchiam as mesas no próprio dia e no seguinte. Adorava quando a minha madrinha do batismo, Maria das Neves, me deixava fazer a réplica pequenina do lume de lenha, onde eu colocava uma lata de atum vazia com um torresminho a derreter, como que a imitar a sua árdua e boa tarefa: derreter os torresmos temperados à sua maneira e com uma dose de leite para que os torresmos ficassem dourados, bem ao gosto da minha avó materna.

Saudades?! Talvez. Não tanto de manusear as carnes mas de ter a família mais chegada junta na nossa casa e viver toda a euforia que eu própria tinha e transbordava.

Vou terminar este pequeno historial porque já sinto uma lágrima a querer rolar-me no rosto. Só queria voltar atrás por um dia: o dia de todos felizes como santos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Linda Mãe, que eu adoro!

por Azoriana, em 31.10.17

Linda Mãe, que eu adoro
E tantas vezes imploro
Pela sua proteção.
És a nossa padroeira
Altar da ilha Terceira
Pela grande devoção.

É pilar da oração
Do nosso mundo cristão
Um apelo à romaria.
Mais um ano aí vem
Para festejar a Mãe
A simples Virgem Maria.

Património religioso
É um museu poderoso
Que importa relembrar.
E também o emigrante
Que ora mesmo distante
Com gosto a colaborar.

Outrora era o angrense
Que em terreno serretense
Lhe fazia a festa toda.
Ande o povo por onde andar
À Serreta vai cantar
E com pouco faz a boda.

Rosa Silva ("Azoriana")

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
Azoriana/Açoriana Blog
Azoriana/Açoriana Blog
@ 2004 etc.
VISITAS
Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
Doravante estatísticas in SAPO
MEO KANAL
Canal nº 855035 – Azoriana no MEO Kanal



ISSUU

MEO CLOUD





Links

Voz dos Açores - gravações