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DO ANO 2016
O que mais gostei de escrever:

24.10.2016

Queria ser o pôr-do-sol
Da minha pele
Desnuda
No teu horizonte.
Fixar a âncora
No teu peito
De mar brando
E amar
...
Olhando a imagem
Ao relento
De nós.


"Percurso de uma vida" - o dia seguinte

por Azoriana, em 01.06.13
Foto da autoria de Elvino Vieira
Foto da autoria de Elvino Vieira - Photo Vieira
 
Estava ali tão feliz
No meio de tantas flores
Que são como quem diz
Nossos queridos cantadores.

Digo com sinceridade
Não escondo a emoção
O Pezinho de verdade
É uma nobre tradição.

No dia de aniversário
Do amigo Luís Bretão
Foi evento extraordinário
Pra lembrar na Região.

Ramalhete de cantadores
Com a quadra e a sextilha
Com o som dos tocadores
Fizeram linda partilha.

Hoje e sempre sejam dadas
As devidas atenções
Aos que prezam as moradas
E o berço das tradições.

Duas mulheres a par
De tão ilustres senhores
Podem todos apostar
Que respeitam seus valores.

2013/06/01
Rosa Silva ("Azoriana")

 

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Por doce sorriso dele...

por Azoriana, em 31.05.13

Se há momentos que me deixam num misto de alegria e ansiedade hoje é um deles. Até olhar a cidade património mundial traz-me um não-sei-quê de maravilhoso. Quando nós estamos com um sentimento de felicidade parece que ao nosso redor tudo está feliz mesmo que as aparências sejam um bouquet fantasiado. Não importa. Viva-se o momento sobretudo quando o pensamento é positivo.

Este introito serve de menu de entrada para um festejo de aniversário de uma personalidade que dá e ganha a estima de toda a gente, exceto alguém que não nutra amor por nada do que é nosso e genuíno. A educação, o desporto e a cultura fazem as delícias de um punhado de ilhéus que não medem esforços para manter viva uma tradição muito peculiar e popular: o Pezinho e as Cantigas de Improviso com o dom nato da inspiração, acompanhada pelas cordas de uma viola e o violão ou outro instrumento cujo timbre nos anima uma rima cruzada numa quadra repentista e alternada numa sextilha de valor e simpatia.


 

Parabéns ao excelentíssimo senhor comendador amigo Luís Bretão que hoje completa sessenta e oito alegrias partilhadas com os que lhe são queridos e nutrem o mesmo sentimento pela cultura popular, a raiz do nosso mundo ilhéu.

Já muito escrevi, difundi e li sobre este amigo que conheci após tomar conhecimento do livro de Mário Pereira da Costa, com a história romanceada dos cantadores, exímios açorianos, Charrua e Turlu. Li o nome de Luís Bretão e depois de terminar a leitura do livro e ficar como que encantada e adorando aqueles rimares, não tardei a procurar se na lista telefónica constava o seu contato e mãos-para-que-vos-quero toca a ligar para o número encontrado. Qual não foi o meu espanto que depois de uma troca de informações dei comigo a falar com o próprio autor do livro que estava nesse momento de visita à casa dos Luízes. Farão ideia do que senti naquele momento?! Não é fácil. Só quem sente o mesmo que eu nesta altura da vida é que poderá discernir o que voa das entrelinhas: encanto, gosto e alma pelo que despontou relativamente há nove anos e que me fazem ir ao lado dos cantadores da ilha ou de fora dela, açorianos de cantigas em despique ou, como as que gosto, de mensagens de cordialidade e louvor.

Se algum dia eu me parecia que da minha mente sairia tanta letrinha polida ou rimada em prosa ou verso que alcançasse os olhares do mundo depois de entrar neste outro mundo virtual?! Pode-se muito bem afirmar que é um milagre da atualidade graças ao poder da musa da inspiração. Todos temos uma musa, todos podemos agarrá-la com maior ou menor tenacidade, sem deixar de fora a humildade. Esta é a tábua de salvação para a boa aceitação. Não se queira chegar à montanha sem passar pelo vale, e depois de alcançar a montanha pense-se que o vale é que levou lá e é ele que aguentará a queda.

Hoje é o Dia! Hoje é a Festa! Boa companhia que homenagem presta ao Homem que em vida tomará este gosto e se manifesta.

Não posso deixar de louvar, novamente, a atitude do comum amigo de Lisboa, José Fonseca de Sousa, que empreendeu a homenagem e cuja troca de correspondência via correio eletrónico comigo chegou a ser incontável. Todas ideias e pormenores iam sendo escrupulosamente partilhados comigo e com quem pôs em marcha seu objetivo. Há pessoas residentes na ilha Terceira que não sabem o quanto este nosso amigo do Continente sabe sobre as ilhas dos Açores. Ele não se cansa de elogiar e divulgar o que arrecada em cada visita que faz seja por via oral ou escrita. Foi também graças a Luís Bretão que esta amizade surgiu e espero se firme cada vez mais.

Para não maçar o leitor ou curioso eis que chega o último parágrafo alusivo à temática atual com o lema verdadeiro e que rege o todo: VIVER PARA SERVIR é um lema a florir no jardim de um coração que está hoje de PARABÉNS!

 

É tão linda a caminhada
Onde reluz o talento,
A vida que nos é dada
Um dia tem um momento.

Que o momento seja aquele
Ou este que hoje se faz
Por doce sorriso dele
O meu verso seja eficaz.

Angra do Heroísmo, 31 de maio de 2013.

Rosa Silva (“Azoriana”)

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São como a lava da ilha...

por Azoriana, em 28.05.13

São como a lava da ilha
Que se curva ao olhar
Fazem da sua partilha
Um canto sem decorar.

 

São como estrelas no céu
Sobrevoando a gente
Rimam chapéu com ilhéu
Em despique repetente.

 

São como aves velozes
Nas asas da poesia
Erguem o cordão das vozes
No terreiro da freguesia.

  São mistério e virtude
Na redondilha da vida
Deus lhe dê sempre saúde
E uma quadra renhida.

 

Cumprimento os cantadores,
Que andam na boca do povo
E também os tocadores
Do mais velho ao mais novo.

 

Cumprimento os que cantaram
E os que cantam d’improviso,
Cumprimento os que gravaram
Retalhos do seu juízo.

 

Faço agora um aparte
Com imagem acompanhado
Seja talhado com arte
Um coreto apropriado
Que chame de toda a parte
O dom dum céu estrelado.

 

Preservem sempre o modelo
Com a traça original
Seja ampliado com zelo
De acordo com o ideal
E coloquem justo selo
Com o feitor principal.

 

 

 

 

 

A roda de cantadores
Fará a rima vistosa
Decorada de mil cores
A redondilha amistosa
No coreto que nos Açores
Tem a farda gloriosa.

 

Uma sextilha combina
Com a frente altaneira
Em letras de tela fina
Nas cores da Padroeira
Que luz de Graça Divina
No Coreto à sua beira.

Serreta - Angra do Heroísmo. 28-maio- 2013. Rosa Silva (“Azoriana”)

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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