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Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(745 até agora)

Motivo para escrever:
Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")


Estatísticas 2019 do meu blog

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 10.12.19

Olá, cara equipa do SAPO Blogs,

Escrevo estas linhas para vos agradecer a amabilidade em enviar-me, via e-mail, as estatísticas relativas à atividade bloguista de 2019, praticamente no fim.

Gostei de saber de tudo, de uma maneira geral e pessoal. Reparei que há poucos posts a usar a palavra "perdoar" (431) e mais com "azar" (636). Há mais a gostar de "chocolate" (1.729) e, ainda se escreve sobre "chefe" (2.404). O aumento vai para a "sorte" (3.848) e quando se trata de "viagem" (5.901). Um bom lugar tem a "família" (12.076) enquanto que o "amor" (15.296) impele a escrever com maior frequência.

Na parte que me diz respeito, deixei 253 dias sem posts (a ver por um ano), porque postei 112 até esta data. Apenas 2 reações se contam e também poucos comentários (10). Fico triste mas percebo que as redes sociais atraiam outro tipo de reação/comentários.

Mais contente estou com as visitas (6.086) e sorri com as visualizações (15.222).

Obrigada às visitas de Lisboa, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada, Porto, Funchal, Braga, Horta, Coimbra, Vila Nova de Gaia, Amadora, Almada, Alverca do Ribatejo, Sintra, Guimarães, Aveiro, Leiria, Montijo, Viana do Castelo e Maia, oriundas de Portugal (3.951), bem como à visitas do Mundo (1.748) Brasil, Estados Unidos, Canadá, South Korea, França, Suíça, Alemanha, Bélgica, Espanha, Moçambique, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda, Cabo Verde, Itália, Austrália, China, Macau, México e Paraguai, e às restantes (387).

De facto, Lisboa (899 visitas), Angra do Heroísmo (762), Ponta Delgada (503), Porto (452), Funchal (110); Brasil (965), Estados Unidos (358), Canadá (158) fazem os três dígitos merecerem destaque.

Sem sombra de dúvida que a terceirense das rimas já teve mais companhia diária, semanal, mensal e/ou anual. Este blogue teve início em 09/04/2004 e já transpôs o 09/04/2019 (quinze anos e mais oito meses até ao presente).

A assiduidade é relativa, a escrita surge quando se pode ou existe algo que atraia para a rima. A prosa é sempre um gasto exagerado de palavras. Prefiro a melodia da rima na quadra que a mente estima.

Resta-me desejar melhores estatísticas para todos e para mim. Que o dia do Menino Jesus seja prodigioso em estatísticas de abraços e beijos, visto que a palavra "amor" é das mais usadas. Amar é querer bem. Simples e prática esta palavra que é a rama da vida (se lida ao contrário)

#relatório 2019

Rosa Silva ("Azoriana")

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Antepassados paternos e maternos

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 06.12.19



Gosto de recordar os antepassados cuja maioria já não se encontra com vida terrena. Gosto de rever memórias passadas em dias de maior alegria. Gosto de partilhar quem me deu à luz e quem tanto me deu e continua a dar.

Meu avô e avó maternos morreram no mesmo mês, em dias e anos diferentes, bem como os meus avós paternos que partiram ambos no mês de janeiro.

Coroação do Espírito Santo, casamento, visitas familiares, dias lembrados, anjinhos da procissão da Quaresma, fotos de família, são recordações que marcam vidas de alegrias e tristezas que não se veem.

Orgulho-me de ter nascido na freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, da ilha Terceira - Açores, com antecedentes naturais da freguesia das Doze Ribeiras, do mesmo concelho e ilha, quando a sua natalidade foi antes de janeiro de 1862. Também me orgulha ter a costela da parte paterna da freguesia de Santo Amaro, do concelho de S. Roque, da ilha do Pico.

A árvore genealógica é sempre raiz com ramos multifacetados até à povoação das ilhas açorianas. Tenho muita pena de não conseguir encontrar todos esses ramos. Só para grandes estudiosos e conhecedores desta atividade cultural. Bem-haja a quem a ela se dedica de alma e coração com sabedoria.

Registo 4 casamento bisavós TER-AH-SERRETA-C-1881

Registo de casamento nº 4 de 1881, de Manuel Cota Machado e Rosa de Jesus

Aos vinte dois dias do mês de junho do ano de mil oitocentos oitenta e um, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, Concelho e Diocese d’Angra do Heroísmo, na minha presença compareceram os nubentes Manuel Cota Machado e Rosa de Jesus, os quais sei serem os próprios, com todos os papéis do ato corrente, e sem impedimento algum canónico ou civil para o casamento, ele d’idade de vinte e seis anos, trabalhador, filho legítimo de Manuel Cota Machado e de Josefa Rosa, e ela d’idade de vinte e quatro anos, empregada no serviço de casa, filha legítima de Francisco Ferreira Alves e de Maria Joaquina, ambos os nubentes solteiros, naturais da freguesia de São Jorge, das Doze Ribeiras, Concelho e Diocese dita, moradores nesta dita freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, os quais nubentes se receberam por marido e mulher, e os uni em matrimónio, procedendo em todo este ato conforme o voto da Santa Madre Igreja Católica, Apostólica Romana. Foram testemunhas presentes que sei serem os próprios e Reverendo José Mendes Alves, Vigário da Igreja Paroquial de São Jorge das Doze Ribeiras, Concelho e Diocese dita, e nesta mesma freguesia morador, e José Coelho Cota, casado, lavrador, morador nesta dita freguesia de Nossa Senhora dos Milagres. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante os cônjuges e testemunhas, comigo o assinaram o cônjuge e a primeira testemunha, e não assinaram a cônjuge e a segunda testemunha por não saberem escrever. (…).

Registo 6 batismo avó Alexandrina Cota TER-AH-SERRETA 1901

Registo de batismo nº 6 de 1901, de Alexandrina de Jesus Cota

Aos dez dias do mês de fevereiro do ano de mil novecentos e um, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, concelho e diocese d’Angra do Heroísmo, batizei solenemente um indivíduo do sexo feminino, a quem dei o nome de Alexandrina, e que nasceu nesta freguesia às três horas da tarde do dia quatro do mês de fevereiro do ano de mil novecentos e um, filha legítima de Manuel Cota Machado, pedreiro, e de Rosa de Jesus, d’ocupação doméstica, naturais da freguesia de São Jorge das Doze Ribeiras deste concelho, recebidos nesta, d’onde são paroquianos e moradores na Canada das Vassouras; neta paterna de Manuel Cota Machado, e de Josefa Rosa, e materna de Francisco Ferreira Alves e de Maria Joaquina. Foi padrinho Manuel Gonçalves Ferreira, casado, lavrador, e madrinha Balbina Rosa, casada, d’ocupação doméstica, os quais todos sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante os padrinhos, comigo o não assinaram por não saberem escrever. Leva um selo cem reis colado e devidamente inutilizado. (…).

O Vigário Francisco Lourenço do Rego.

Registo 23 batismo Manuel G Correia TER-AH-SERRETA 1899

Registo de batismo nº 23 de 1899, de Manuel Gonçalves Correia

Aos quatro dias do mês de setembro do ano de mil oitocentos noventa e nove, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, concelho e diocese d’Angra do Heroísmo, batizei solenemente um indivíduo do sexo masculino, a quem dei o nome de Manuel, e que nasceu nesta freguesia às sete horas da manhã do dia vinte oito do mês de agosto do ano corrente, filho legítimo de Manuel Gonçalves Correia, trabalhador, e de Maria Delfina, d’ocupação doméstica, naturais desta freguesia, onde foram recebidos, d’onde são paroquianos e moradores na Canada do Sono; neto paterno de Manuel Gonçalves Correia, e de Gertrudes Magna, e materno de Manuel Gonçalves Martins e de Rosa Delfina. Foi padrinho António Pamplona Corte Real, casado, capitão do exército, e madrinha Emília Magalhães Pamplona, casada, d’ocupação doméstica, os quais todos sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante o padrinho e a madrinha, comigo o assinaram. (…).

O vigário Francisco Lourenço do Rego.

Nota: Não leva selo por ser pobre.


P.S. Podem existir algumas incorreções na transcrição dos manuscritos antigos por terem letra, por vezes, impercetível.
Rosa Silva ("Azoriana")

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Ventre de algodão (Saudade)

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 05.12.19

Saudade

Sou como peça partida,
Uma ave tão ferida,
Uma estrada sem ocaso…
Uma triste ilusão
Com o coração na mão
E uma flor sem ter vaso.

Sou como borboleta morta,
Uma serra que não corta,
Um pé sem ter sapato…
Sou vidro todo riscado
Com tormentos do passado
Verdadeiro desacato.

Há cristais pelos meus olhos
Escorrendo tanto e aos molhos
Numa tristeza imparável.
Nestas hora de agonia
Solta-se a rima… Alegria!
Para me ser confortável.

Saudade… que também mata
E que tanto mal nos trata
Como se fosse um vulcão…
O coração incendeia
O fogo também esperneia
Num ventre de algodão.

5/12/2019

Rosa Silva (“Azoriana”)

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"Cabouco do Jogo" - S. Luís - S. Bento - Angra do Heroísmo

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 04.12.19

Cabouco do Jogo

Placa de identificação
De uma morada antiga
Que serve de inspiração
A esta minha cantiga.

Cantiga de alma inteira
Que no ar me desemboca
Família da ilha Terceira
Conhecida por "Calhoca".

Cabouco virou "Calhoco"
Porventura não desdita
Aumentou e não foi pouco
Esta família bonita.

Bonita de dimensão
Bonita de bom talento
Da ilha Terceira são
Freguesia de S. Bento.

Mas antes houve uma mãe
Que era de São Miguel
Cuja pronúncia que tem
Fez uma alcunha fiel.

"Calhoca's" se reproduzem
Avôs, pais, filhos e mais
E alguns até produzem
Tema para os ancestrais.

Queria eu ser cantora
Como alguma descendência
Sou do verso detentora
E da rima sem ciência.

Quem puder fazer arranjos
Com doçura e cautela
Zé Nandes / Maria dos Anjos
Cantem a família bela.

Frederico eram três
Pelo menos que eu saiba
Conceição mais que uma vez
Na vossa voz também caiba.

Dei de mim tudo o que pude
Para encher este painel
Bom Natal, haja Saúde
Às ilhas deste batel.

Meu amor agora expresso
Por Frederico (o terceiro)
Por alma da mãe eu peço
Saúde pró ano inteiro.

E para todos que vejo
Ligados neste cordão
Um abraço e um beijo
Um grande xi coração!

4/12/2019

Rosa Silva ("Azoriana")

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Desejo, sem exceção,
Um Natal de harmonia,
E que cada refeição
Seja vasta em alegria.

Tenho a dar meu coração
E zelo no dia-a-dia
Que a boa intenção
Seja o prato da iguaria.

Queria ser como um Anjo
Com anúncio de Bem,
Sem abuso, nem esbanjo.

Venha o Bem celestial
Do Menino de Belém
Para a mesa do Natal.

Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. Muitos parabéns pelo 146º aniversário da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense. Que a Festa seja um pensamento de alegria e felicidade para os órgãos dirigentes, os músicos e seus familiares, bem como toda a população da freguesia da Serreta residente e emigrante, de perto ou longe. A todos Bem-haja!

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
Azoriana/Açoriana Blog
Azoriana/Açoriana Blog
@ 2004 etc.
VISITAS
Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
Doravante estatísticas in SAPO
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