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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Neste dia

28.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Em Julho de 85, no dia do meu casamento
meus pais comemoraram bodas de prata,
19 anos passaram sobre este evento,
se vivos, 44 anos completariam nesta data.
Hoje...

eles não estão entre os vivos
eu conto com filhos, família e amigos
o resto faz parte de tempos idos...
Aos meus pais dedico uma oração
- Que sua alma descanse em paz!
E peço à Virgem Santa Maria, com emoção,
apenas saúde, o bem que mais nos apraz.
Hoje o dia está lindo... é Verão!
O sol está aquecendo a ilha e a mim,
Estou ouvindo uma linda canção
E até posso colher bela flor num jardim...
Hoje...
trilharei alguma alegria para mim!?
Azoriana

Terra Alta, um barco imortal!

28.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Até que enfim que encontrei um texto da autoria de Mónica Silva Goulart, da freguesia de Santo Amaro da ilha do Pico, que me levou às lágrimas da saudade ou quem sabe, mesmo, à lembrança de ter viajado no Terra Alta.

Eis um pequeno excerto do histórico texto, muito bem redigido, com um toque ao coração: "Acho que não sei, não posso nem consigo dizer mais nada sobre ti... amigo Terra Alta!" (Mónica Goulart, Setembro de 2000).

"O Terra Alta foi o último navio motor de transporte de carga e passageiros construído em Santo Amaro e para Santo Amaro, uma vez que os seus proprietários eram quase na sua totalidade a população santamarense, e alguns sócios espalhados pela nossa ilha do Pico e por várias outras ilhas vizinhas, como Marcelo Pamplona da Terceira, alguns comerciantes da Calheta, Velas e Topo de S. Jorge, e outros associados no Faial e em São Miguel."

"O barco foi construído, por Manuel Joaquim Melo, que na altura tinha 37 anos (e apenas tinha construído pequenas lanchas de pesca até à construção do Terra Alta), sem nenhuma maquinaria, pois naquele tempo esta não existia e todas as ferramentas eram manuais."

Meu pai, natural desta freguesia, ainda em vida, teve ocasião de construir com uma mão (a outra perdera em acidente de trabalho) uma "amostra" do
Terra Alta, por ter sido motivo de orgulho e paixão, o facto de ser um barco construído na sua terra natal.

Obrigada Mónica! Por teres revelado ao mundo tão importante informação. Pena o Terra Alta ter sido desmantelado e queimado, mas é como tudo nesta vida, teve um final. Este fica na história de Santo Amaro e é de louvar o contributo de todos quanto estiveram envolvidos neste feito.

Por favor, leiam o
artigo completo "Para a História de Santo Amaro - Pico" - in Jornal "Ilha Maior"

Azoriana

"Violoncelo"

28.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Chorai, arcadas
do violoncelo!
Convulsionadas
Pontes aladas
de pesadelo...

De que esvoaçam
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.

Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...

Trémulos astros...
Soidões lacustres...
- Lemos e mastros...
E os alabastros...
Dos balaústres.

Urnas quebradas,
Blocos de gelo...
- Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo!


Autor: Camilo Pessanha
Violoncelo - in "Lumen", Revista de Cultura do Clero, Maio, 1967, página 425.

Nota: Encontrei esta revista numa casa em Santo Amaro do Pico, desabitada, de um pároco, e meus olhos descobriram este
Poema que logo me cativou.

Azoriana

A gaivota

27.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sentada na rocha, negra
a olhar o mar...
Vi-te, gaivota, solitária,
esvoaçar,
cruzando apressada
as águas, em tom de encantar.
Ias e vinhas
para o mesmo pousar,
na ponta de negra pedra
pertinho do teu lar.
Ouvi o teu grito de par em par,
Estavas irrequieta
em voos sucessivos
na estrada de maresia
que sempre que revejo
faz-me sonhar...
Como é bom aqui estar
neste sossego, nesta paz,
com um cheirinho ao tempero
da freguesia Picoense
onde tais murmúrios
chegam a hipnotizar
e as horas perdem-se
este escutar:
Deixem-me sonhar...
onde a gaivota vai pousar...
Lindo, lindo como só é este mar.
 
2004-07-14 16:20
junto ao mar da freguesia de Santo Amaro da Ilha do Pico

Rosa Silva ("Azoriana")

O poço

27.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Em frente estava a ilha
São Jorge é mesmo seu nome,
Aqui estava a maravilha
Cujo mar a tantos matou a fome.

De calhaus me vejo rodeada,
Alguns caranguejos vejo apressados,
De vez em quando na escarpada,
Ondas vêm, em altos respingados.

Uma imagem difícil de esquecer
Até meus olhos ficam extasiados,
Tão perto eu consegui perceber
Belezas com cheiros salgados.

O poço, o mar veio encher,
Neste Pico, da montanha alta,
Eu até consegui absorver
Aquilo que me vai fazer falta:

O encanto deste mar
A vida desta maresia,
Tudo isto irei lembrar
E também idolatrar em poesia.
 
(Férias Julho/2004 em Santo Amaro da Ilha do Pico)

Rosa Silva ("Azoriana")

Santo Amaro da Ilha do Pico

25.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

De 11 a 23 de Julho, deste ano 2004, passei uma parte das minhas férias na freguesia de Santo Amaro, pertencente à mui bela ilha do Pico.
Revi parentes, amigos e também alguns conhecidos
Abracei queridas tias, primos e primas,
Admirei a paisagem e o mar, tão perto,
em ondas calmas ou mais avultadas,
E em tantas refeições, relembro a salsicha com inhame
e um provar de aguardentes de alguns sabores: amora e nevada
e que lá são muito bem apreciadas, mas não podem ser doses exageradas.
Andei, passeei, molhei-me na água salgada,
Foram, sem dúvida, umas férias bem passadas.
Oh! Que rico cantinho, com um cheirinho a mar e onde a paz se pode, ainda, escutar.
Sei que as saudades vão apertar, mas enquanto houver vida e saúde, sei que poderei lá voltar.
Até sempre!!
(Clique aqui para ver uma vista da freguesia de Santo Amaro)
Azoriana

Tema de fundo de Eric Clapton

11.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")
Fica aqui disponível o código de html do tema de fundo deste blog, que agora retiro por período indeterminado, para evitar sobrecarga do mesmo. Wonderful Tonight, por Eric Clapton: (<"embeded" src="http://www.sonhosdelismidis.hpg.ig.com.br/Internacionais/internac-letra-E/eric_clapton_wonderful_tonight.mid?service=vr&source="player" width="276" height="45" autostart="true" loop="true" align="left">)

Férias de meados Julho a princípios de Agosto

11.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Venho por este meio informar todos os visitantes que o Azoriana Blog estará em descanso a partir de hoje até à primeira semana de Agosto.
Vou ter saudades do meu cantinho mas também faz bem o merecido interregno.
Podem continuar a comentar os artigos, se assim o desejarem, porque receberei o aviso através do telemóvel e desta forma consigo ler todos os comentários, sem a necessidade de computador.
Informo, também, que as imagens/fotos deste blog ficarão disponíveis através de uma hiperligação. Bastará clicar nesta hiperligação e abrirá a imagem que foi guardada numa das minhas páginas pessoais.
Um abraço a todos(as) e até breve
© Azoriana

Escritos

08.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Um comentário recebido que não posso deixar sossegado.
Tenho de o colocar aqui, em artigo, como forma de agradecimento a uma amiga excepcional e que escreve maravilhosamente, na minha opinião.
Basta ler alguns dos seus poemas no blog que tenho nos favoritos - "
Frases e Poemas". Ora leiam por favor:

"Uma alma inquieta, insegura, carente e com tanto para dar.
Um coração partido, sentido, cansado de tanto chorar.
No entanto a esperança surge, impera e marca o seu lugar.
Faz ver à razão que ainda há tempo para amar.
Pode ser num teatro, ou em qualquer outro palco da vida.
O amor tem sempre lugar, mesmo que só à chegada ou na despedida.
Nunca esqueças porém a magia de amar.
Não há nada melhor do que ao outro tudo dar.
Ainda que muito desejemos, a ficção nem sempre é real,
mas a própria realidade por vezes dá-se mal.
Pois se o sonho comanda a vida, já o dizia o poeta,
não fiques desiludida. Mais tarde, tudo se completa!
Beijos e continua... Os teus escritos estão cada vez mais belos e profundos.
Um abraço grande e apertado, Rosália"

Perante isto, que posso dizer?
Apenas: Obrigado!
Azoriana

Nada é mais forte...

06.07.04 | Rosa Silva ("Azoriana")

Que o olhar de quem ama,
Que o calor de uma chama,
Que a voz de quem reclama
O valor da vida humana.

Eu gostava de ser forte
E mudar este meu norte
Mas ainda não tive sorte
Porque o mais certo é a morte.

Quem fizesse uma magia
E que da noite para o dia
Um divórcio se resolvia
E a paz então chegaria.

Dias, meses e anos,
Neste mundo de enganos
Sofrem alguns seres humanos
De que servem tantos planos?

Enquanto seguir esta dança
Pode-se pensar como criança,
Que alegre pula e avança?
Nada é mais forte que a esperança.

Nada é mais forte que a cor,
De uma pétala de rosa em flor,
Nada é mais forte que a dor,
De perder um tão grande valor.

Rosa Silva ("Azoriana")

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