Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

CdG - O LIVRO

31.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")
align=justify>O CdG - Choque de Gerações vai ter o lançamento do seu livro e em simultâneo a festa de despedida do programa, no dia 6 de Junho, pelas 20:30 (segunda-feira). A respectiva apresentação será feita por Francisco José Viegas, um dos comentadores deste Programa Regional.
No artigo do blog oficial CdG vêm referidos alguns pormenores interessantes que podem ler e para isso basta seguir este link: CdG - O LIVRO LANÇADO A 6 DE JUNHO, EM ANGRA DO HEROÍSMO.

border=0>

Apresento os meus parabéns a toda a equipa... e como já ouvi "a despedida não tem dia não tem hora, não se sabe quando chega nem quando se vai embora". Neste caso sabe-se o dia e a hora mas para mim é uma pena. Talvez voltem!

Relembro um dia de inspiração, não sei se boa, não sei se má, mas só Joel Neto, o autor, saberá!

Azoriana








Encontro com a terra

30.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Foi num sábado... o último de Maio. O último sábado do mês do coração, do mês de Maria, do mês... da inspiração. Um sábado claro, em que os azuis eram mais azuis e os verdes... os verdes quase cegavam. Sim! Fiquei cega pela paz da natureza, dos prados de mil verdes, daquela árvore solitária como que a dizer-me: Olha para mim, não me deixes aqui sozinha!
Caminhava pela canada que nesta tarde foi só minha... e dos pássaros... e das rãs que se escondiam no lodo do tanque à entrada do cerrado. Vi o melro que cortejava a sua companheira e, visitei, também, o
moinho. Deste apenas resta o cilindro de pedra... nem janelas, nem portas... nem som! Ali, mora apenas a saudade (mas que palavra parva para os que já nem sequer sabem quantos taleigos sairam daquele canto há muito tempo largado).
- Que dia lindo! Que paisagem linda!
Um sábado para passear é especial. Tudo me cheirava bem (nem sempre assim pensei, mas hoje senti a tal diferença): o cheiro da terra, da bosta que sarapintava o chão por onde passei (Cuidado! Não vás sujar o calçado!). Fez-me pensar que as vacas são felizes ali... não se aborrecem com a rotina, são obedientes e não sabem de quaisquer leis a não ser a lei da voz: "Ei, vaca p'ra diente" - já não ouço este eco da voz do "titio", que há muito partiu; já não bebo do copo aquele leite acabadinho de sair das tetas da vaca submissa. Lembro-me que todos os dias corria direitinha ao curral onde o "titio" reunia as poucas vacas para encher as latas de leite... como era saboroso aquele leite quentinho! Eu permanecia do lado de cá da parede, não fosse a vaca espernear. Nesse tempo, eu era uma criança e só hoje percebo o quanto fui feliz. Houve algo que me impedia, agora, de ver bem a paisagem... marejava o olhar da saudade!
Tentei, então, alegrar-me de novo. Estava lindo demais para deixar entrar a tristeza, preferi convidar a alegria e deslumbrar-me na tarde com vista para as ilhas de São Jorge e Graciosa, bem ali na minha frente, uma à esquerda e outra à direita, respectivamente.
Deste terreno-chão eu podia tocar as duas ilhas com a minha mão. Agora e ali, nada me impediu este encontro com a terra da minha alvorada - Serreta "terreno alto sobranceiro ao mar".

Azoriana

Poetas em Destaque - Florbela Espanca

28.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

in Diario de Mulher

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus braços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca



















Sorriso do Amor

27.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

No brilho de uma estrela, eu mando
um alerta, um beijo em forma de flor
espero que o recebas com tal amor
e que olhes o céu de vez em quando.

Os anjos decerto zelam por teu dia
Deixam um recado na nuvem de prata
A Lua me acenou de forma tão grata
Trás promessa que me enche d'alegria.

Apaga lágrimas do tempo passado
Não sonhes com futuro por descobrir
Faz com que agora fiques a meu lado.

O teu olhar pousará no meu a sorrir
Tudo será esquecido, perdoado
Para que o sonho se possa cumprir!

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5134

Índice temático: Desenho sonetos

A moldura que nos dás...

27.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

(dedicado a "Eterno Enamorado")



Não cabe no coração prazer de te ler
Lembro-me que em qualquer ocasião
Sempre que te visito é pura emoção
Não cabe na visão a beleza que espelhas!

Oh! Imagens de veludo resplandecente
Quantas maravilhas doces acarinhadas
Deixas voar em palavras enamoradas
Oh! Ternura feita amor, bela poesia!

"Como é gostoso gostar de alguém"
Mesmo sendo a nossa própria mãe.
Feliz do ser que tu beijas e bem queres!

"Eu estou feliz por te ter conhecido"
Neste mundo não podes ser esquecido
Feliz da tela onde tu bem escreves!

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Índice temático: Desenho sonetos

Ensaio p'ra São João

26.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Na Baía o São João
alegre vai a cantar
colorido é o balão
para o porto enfeitar.

Venham todos à Terceira
Embalados pelo mar
Um baile feito n'areia
E nas fogueiras saltar.

Vamos, toca a marchar
pelas ruas da cidade
Angra é amiga do mar
ao leme vem a saudade.
Vamos, toca a sorrir
pelas ruas da cidade
Brava Gente a colorir
este jardim d'amizade.


Foguetes riscam os céus
a lua beija a Marina
o reflexo vem de Deus
Encanta a nossa Rainha!

Angra bela cidade
entre festas e arraiais
ternura em qualquer idade
embeleza o nosso cais.

Azoriana

Entrelinhas

25.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Carrego a pena de não ver
um livro plantado na minha mão
com o meu cunho pessoal...

nasce-me uma vontade
é simplesmente a vontade de querer
ser como tu... livro!

eu sou apenas
a escrita dos dias que percorro
entre quatro paredes vestidas de branco...

gostava de ter um sonho
vestido de branco e linhas negras...
até já o tenho alinhavado
mas falta tanto... o resto!

Azoriana

CdG é hoje...

24.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")
align=justify>Num dia que começou chuvoso e tão cinzento, resta-me esperar que o CdG - Choque de Gerações nos traga boa disposição na sua 27ª emissão padronizada para hoje. Basta aceder ao seu blog oficial para deixar o comentário a condizer com os temas para discussão:
1) balanço dos dois primeiros meses e meio de governo de José Sócrates; 2) as novas ameaças à ordem internacional, vindas nomeadamente do extremo-Oriente.
Estou sempre atenta ao Programa e resta-me enviar cumprimentos cordiais a toda a equipa.

height=135 alt="será que há uma para mim?" src="http://www.photoblog.be/carmen/images/001/430/1430970.jpg" width=180 border=0>

Até logo se Deus quiser.

Azoriana







De cá para lá...

23.05.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Nesta ilha onde pernoito,
Algures num vasto oceano,
Trago a certeza no pensar,
Que és um ser sempre afoito,
Sinto que aqui não há engano...

Nestas linhas de ternura,
Envio-te o Sol, plena luz,
Quando chegar ao teu lar,
Lembra-te que é aragem pura,
O que esta mensagem conduz...

Espreito o dia que virás,
Nas asas de tão grande ave,
Uma viagem entre nuvens,
Sei que no Monte pousarás,
Ninguém colocará entrave...

Numas quintilhas emotivas,
Brinquei com algumas letrinhas,
Desenhei ao som deste sentir,
Rabisquei com cores bem vivas:
- Abraço nestas poucas linhas!

[O abraço da Ilha]

- para ti que ainda me lês -

in Canalacores.com
in Canalacores.com

Pág. 1/3