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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

Arte

30.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")



Arte ó coisa bela
que até me deixa suspensa
como poderei tê-la
sempre na minha presença?!

Dentro do meu coração
lutam artes duvidosas
é com grande emoção
que as coloco amorosas.

Eu amo tudo o que é belo
mesmo que feio possa ser
há-de haver algo singelo
que me faça envaidecer!

Será que a arte tem graça?
será que tem algum proveito?
olha como cada ser passa
nem sempre tudo é perfeito.

Deixo-me ficar a ver a arte
que seduz qualquer olhar
ela está em toda a parte
haja tempo neste sonhar!

Azoriana

Um rasto de beleza!

28.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu estou entupida para escrever seja o que for.
A cabeça arrasta os restos da festa... Linda!
Sinto-me como uma farpa a tecer acolchoados alvos de neve
e que depois ficam adormecidos
num fundo de gaveta que cheira a saudade;
É verdade!
As saudades de mais... festa!
Há, ainda, um rasto de beleza...

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Azoriana

Uma nova corrente - Música

25.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Aceitei o novo desafio que me foi enviado pelo simpático amigo de Parada de Gonta.

Espaço ocupado no pc por música:

0.0 Não costumo guardar músicas no pc.

O último cd que comprei:

"Quiquinmanda" - Música dos Andes EQUADOR

A música que estou a ouvir no momento:

Sons d’Aldeia – ROMARIA - Cantando a Terra e as Gentes e
Sanjoaninas 2005 - Angra, Baía de Encanto

As cinco músicas que mais ouço e/ou Grupos Musicais:

A Romaria; Scorpions; Vários Artistas (Colectâneas); Pedro Abrunhosa; João Pedro Pais.

Passo o desafio a:

Frases e Poemas porque é de um amigo de longa data que não me vai deixar ficar mal.

II Aniversário do Blog "foguetabraze"

25.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Foi a explosão d'uma típica frase
Que fez nascer atento blog - diário,
Nuno Barata o seu signatário
Confina-se ao eco "foguetabraze".

A festa do segundo ano é quase
Aplausos por mais um aniversário
Veste de brio qualquer comentário;
Foi bom comentador numa outra fase.

Sucesso estampado em leves cores
Atento aos olhares do dia-a-dia
Num abraço reune blogs dos Açores.

Uma homenagem feita com alegria:
Sorrisos irradiam das nossas flores
Parabéns! Este um postal de simpatia!

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Índice temático: Desenho sonetos

Quadras a São João - 2005

24.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Colectânea de quadras a várias mãos:

"Lua e Sol beijem o mar
que banha a Ilha Terceira,
São João é p'ra reinar,
dia afora e noite inteira."
Autor: AbGalvão

"Santo António casamenteiro
Olha pra mim, quero casar,
Mas não é com o primeiro
Que me apareça a cantar."
Autor: Biazocas

"Santo António casamenteiro
eu tambem quero casar
pode ser com a primeira
que um dia me saiba amar"
Autor: Robes_27

"Vem aí o S. Joao
meu Santinho casamenteiro
vê se trazes um bom casamento
para todas as azoreanas"
Autor: UncookedTony

"É linda a nossa Terceira
Vestida dos seus lindos festejos
serás a vida inteira
uma rosa cheia de beijos.

O padroeiro São João
abencoe os namorados
Passeando mão na mão
um dia serão casados."
Autor: Francisca

Nota: Por favor junta a tua quadra no comentário que depois será listada no artigo. Muito Obrigado e eis a minha:

Viva o amigo São João
Nesta festa de encantar
E se tens bom coração
Vem p'ra rua cantar!

Azoriana

É dia de São João!

24.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

JOÃO DOS OVOS, OLÉ!

I
Chamava-se João. Não era santo.
Apenas foi figura popular,
Daquelas que o povo ama tanto
E guarda como herança de estimar.
Nascido nesta ilha engraçada,
Arraçado de um salero sem medida,
Formado na escola da tourada,
Foi na rua que aprendeu o que era a vida.

II
Mais prosa que fidalgo sem dinheiro,
Mais livre do que ave em viagem,
João foi o capinha derradeiro
Do passe ao nosso toiro da coragem.
O guarda-sol no braço era o selo
De um estilo que jamais foi esquecido.
Tão lindo! Pois o toiro, só em vê-lo,
Já sabia que o João era atrevido!

III
A graça que esbanjava no caminho,
Assim como se dava em amizade,
Faz, dele, esta memória de carinho
Deposta no palanque da saudade.
Corsário que a gente admirava
Quando alguém lhe puxava p'la veneta.
Mas era assim que o povo o amava.
Com João, quem não pode não se meta.

Refrão:
Este senhor,
De nome João,
Quem é? Quem é?
Diz o povo desta ilha
A gritar do coração:
João dos Ovos!
Olé! Olé!


Texto: Álamo Oliveira
Música: Carlos Alberto Moniz

Este é um dos temas que faz parte do CD - Sanjoaninas 2005.
Tive esta linda oferta da Comissão. Já agradeci pessoalmente e agora agradeço publicamente.

E a vós digo: - Viva! Viva!
Que a alegria estampada em cada rosto
Traz-nos um ano bem disposto!
Viva a mui nobre cidade de Angra do Heroísmo
Em festa tão bem vivida
Mão cheia de amor e patriotismo,
Foi por vós assinalada com gosto,
Neste que é um lema muito bem posto,
Álamo de Oliveira, com sua poesia tão querida!

Angra, Baía de Encanto

I
Angra, baía de encanto;
Verso tecido ao luar;
Mesa de água onde janto
Ondas vadias do mar;
Sonho por mim navegado
Em noite de São João.
Anda, vem pôr-te ao meu lado!
Tu não me digas que não!

II
A festa desta cidade
É toda feita de gente,
Que veste, por amizade,
Toda a alegria que sente!
E, na varanda, pendura
A sua colcha lilás.
Ó meu amor, quem me cura,
Se nem um beijo me dás?!

III
Marcha com versos rimados
No mar azul da baía,
Como se fossem pintados
À mão p'la nossa poesia.
Vê-la, na rua, passando,
É um prazer sem ter fim.
Ai meu amor, até quando
Vais ser assim para mim?!

Refrão:
Na nossa marcha,
Quem não canta fica mal;
Quem não baila fica igual
E é bem feito!
Anda para cá,
Que o amor, p'lo São João,
É pegar-deixar da mão.
Vai tudo a eito!
Tu não me digas,
Nem sequer por brincadeira,
Que não saltas a fogueira,
Que é toda tua!
Ouve o que diz
Nosso amigo São João:
«Quem tem medo compra um cão
E vem pra rua!»


Texto: Álamo Oliveira
Música: Carlos Alberto Moniz

Notícia (4) - Improvisadores da Ilha Terceira

23.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Os improvisadores da Terceira
Pela Rua da Sé desfilaram
A sua actuação foi certeira
Em frente ao Lusitânia pararam.

Eram oito os cantadores
Cantaram ao antigo Convento
Todos deram seus louvores
À frente de cada monumento.

Eu não consegui rascunhar
A cantoria por inteiro
Apenas aqui vou destacar
As que o ouvido foi certeiro:

Era um convento exemplar
Onde se usava a verdade
Nele deixaram de orar
Foi para comércio da cidade.

Mas o Convento já acabou
Ele ainda era maior
O banco já encerrou
E a TAP esteve melhor.

Neste Convento havia Fé
P'ra quem queria receber
Hoje transformou-se nisso que é
Sem sabermos o que vai ser.

Antigamente se rezou
Quem tivesse devoção
O banco já encerrou
A TAP atrasa o avião.

Seguiu-se a marcha lenta
Rumo à Sé Catedral
Toda a gente fica atenta
Para a quadra triunfal:

És a Mãe de todas as Igrejas
Com riqueza e com valores
E nós lutamos p'ra que sejas
A mais bela dos Açores.

Nesta Igreja se reunem
Os cristãos e irmãos seus
E depois suas mãos unem
Pedindo perdão a Deus.

Olhamos e vemos um Templo
Com duas torres e uma cruz
E lá dentro há o exemplo
E a doutrina de Jesus.

Em setenta e quatro a revolução
Deu ao País a liberdade
Vemos a Fé e a devoção
Reduzida para metade.

João Paulo deixou de ser
Quem pregava docemente
Mas hoje continua a viver
No coração da nossa gente.

Temos a Igreja que tapa
As casas que estão atrás
À frente o busto do Papa
Que foi o Apóstolo da Paz.

Já não anda e já não corre
Já não está à nossa frente
Mas um homem assim nunca morre
Na alma da nossa gente.

Foi o Papa da juventude
E conseguiu mais fiéis
E que Deus dê vida e saúde
Agora ao Bento XVI.


O cortejo prosseguiu
P'ra rua de São João
O Pezinho sempre se ouviu
Esta é nossa tradição.

Os bezerros enfeitados
Deram folia ao caminhar
Os seis bem aparelhados
Os pastores sabem alinhar:

Do Angrense vou falar
Que foi ele casa primeira
Que foi campeão insular
Que deu nome à Terceira.

Eu te canto com ansiedade
Porque tu mostras um bom porte
Já foste orgulho da cidade
Hoje tu procuras a sorte.

Meu coração aqui não sangra
Esta cor não me pertence
Mas como sou natural d'Angra
Sou obrigado a ser Angrense.

Eu não quero ser impertinente
Mas peço a estas almas
Que p'ro senhor presidente
Lhe dêem uma salva de palmas.

Aqui passa-se um bom serão
Mas quem estiver já cansado
E quiser outra diversão
É bater à porta do lado.

Ó João te cumprimento
Por te ter muita amizade
Mas por essa porta dentro
Já não é para a minha idade.


Uma parada se deu
Para molhar a palavra
O Angrense ofereceu
Ânimo p'ra outra quadra.

António Mota o primeiro
José Pereira ao lado ía
Agostinho Simões o terceiro
Helder Pereira logo seguia.

José Eliseu jovem cantor
Marcelo Dias outro elemento
João Leonel é mais um cantor
João Angelo finda o segmento.

Ao cabo de cima da rua
Está a imagem de São João
Cada qual improvisa a sua
Conforme o que dita a razão:

São João teve carinho
Teve poder que se encerra
Foi quem preparou o caminho
P'ro Rei dos Céus e da terra.

São João alivia a cruz
De quem te canta docemente
Se Tu baptizaste Jesus
Abençoa esta gente.

Esta esquina é diferente
De todas as outras esquinas
Porque aqui esteve a semente
Das festas Sanjoaninas.

Que São João neste dia
No seu palanque se segure
Também no seu tempo não havia
Nem pedicure nem manicure.

Mas o que aqui mais se expande
Nem só tua Graça Divina
Na tua alma foste Homem grande
Numa imagem tão pequenina.

São João foi p'ro deserto
Para a alma defender
Pois se ele andasse mais perto
Tinha tanto que fazer.


Praça Velha espera a final
Do cortejo triunfante
Aclama-se este pessoal
Para nós tão dignificante.

Fizeram uma saudação
À Comissão das nossas festas
Tiveram um grande trabalhão
As provas são manifestas:

O Paulo trabalhou bem
E vai ser, diz este povo
Homenageado de quem
Mora no Caminho Novo.

Paulo, eu sei que és capaz
De levar isto até ao fim
Mas há uma semana atrás
Tu não sorrias assim.


À porta da Câmara Municipal
Culminou a cantoria
Os elogios o mote principal
Que cada qual proferia.

O senhor Presidente
A todos cumprimentou
O sorriso era evidente
Sinal de que lhe agradou.

Estas festas são assim
Cheias de encanto e beleza
Agora tem de ser o fim
Gostei muito concerteza.

Tal pena eu não participar
Nesta feliz desgarrada
Será que sabia improvisar
Ao pé desta gente afamada!?

Resta-me agora despedir
A vós deixo uma saudação
Desculpas eu quero pedir
Pelas falhas da publicação.

Aqui deixo um memorial
Do improviso na Terceira
Um louvor muito especial
Nesta quadra derradeira.

Azoriana

Notícia (3) - O Cortejo Etnográfico

20.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Teve lugar no Domingo, dia 19 de Junho, o Cortejo Etnográfico, enquadrado nas Festas Sanjoaninas 2005.
Como sempre, é um desfile que relembra o passado nas suas brincadeiras e afazeres do povo açoriano divertido, honrado e trabalhador.
Eis um pouco do que relembro:

Na primeira parte do desfile
Seguem crianças a brincar com bolas de sabão
Saltam à corda, fazem rodas cantando,

Nas sacas de lona enfiam os pés
E seguem aos saltos por citadino chão.

"A Teresinha de Jesus
Deu uma queda foi ao chão
Acudiu três cavaleiros
Todos de chapéu na mão.

O primeiro era seu pai,
o segundo seu irmão,
o terceiro foi aquele
que a Teresinha deu a mão."

Esta cantiga é antiga
bem como as bonecas de pano;
Galochas ressoam no leve passo
Jogos de arco e pião, carrinho de mão,
Pequenos quadros de ardósia
eram os cadernos da escola.

Depois continua a ilustração
do percurso da aguilhada,
da saca de retalhos,
da lata do leite e do guarda-sol todo preto;
da tourada à corda com pastores a rigor

os destemidos valentes de sempre.

A demonstração do jogo do pau da classe jovem,
em plena Rua da Sé,
defendendo-se agilmente
e se assim não for
levam um paulada num instante...

Os potes de água ao quadril das donzelas,
Ceifeiras desfilam prendadas
forquilha, pá, rodo, grade, celha
cestos de asa, espadana
saca de lona com a erva
o património das nossas gentes!

O vendedor de peneiras
o das laranjas sumarentas
o das socas de milho da ilha Terceira,
o de amendoim, tremoços e favas torradas.

Os pescadores também estão alinhados
com a lanterna da cera na mão
p'ras pescarias de farta escuridão.
Há redes e calças arregaçadas
para não ficarem alagadas!

Os caçador carregado de coelhos,
mais a caixa para o furão;
o cabreiro e o pastor no mesmo andar
levam as cabaças a tiracolo
as cabras e ovelhas vão guiar.

A cena continua na rua
desfila o carneiro puxando a carrocinha,
a lã das ovelhas vai p'ro tear
e as tecedeiras tem aqui aplaudido tecer.

Leiteiros nos seus jumentos,
e a carroça que distribui o leite
sem nunca esquecer o cão-de-guarda
nem tão pouco o comerciante das galinhas.

Moleiro não pode faltar
com punhados de farinha
que vai atirando aos presentes,
outrora eram os devedores,
que temiam estes repentes.

Carro com a rapa do mato,
para cozer o pão alvo
que o distribuidor, no seu carro de mão
levava aos mais de perto
e se fosse para mais longe
servia-se do carro do pão puxado pelo cavalo
para a clientela das freguesias.

É então que surgem os cavaleiros trajados
e com seus chapéus emplumados
a saudade atinge o nosso olhar,
são assim relembrados os antepassados.

Não podia faltar o típico carro de bois
as carroças puxadas por cavalos,
os trajes tradicionais em cores garridas
e dos tocadores de violas regionais
agora são de grupos folclóricos.

O milho torrado na saquinha de retalhos
p'ros dias de festa em terra brava
riscam os ares vozes e cantares
de uma bela aurora.

Seguem-se os pares
a junta de vacas, quase gémeas;
o casal asseado, de rico traje
leva a escritura da nova casa,
o chapéu e guarda-sol sempre a acompanhar.

As sacas de folha,
os pastores
as alfaias agrícolas a desfilar:
sachadeira, grade, arado,
cangas, sacas de folhada
cestos de vimes e de costas
e outras coisas mais...

E para a hora da refeição
a mulher leva o farnel
na cesta suspensa no braço.

A muda de casa, cena hilariante,
o pote da água, a panela de ferro,
a cama, colchão, o berço,
a celha, uma variedade de cestos,
as caixas de madeira para medir:
rasoira, meio alqueire, quarta,
meia-quarta e maquia
era tudo o que havia;
peneiras, até as ratoeiras,
as latas de leite, o regador
a pá do pão,
o varredor do forno de lenha,
e até o pau com mexedor;
luz de petróleo, griseta,
pratos e jarro de vinho,
e até desfila o penico
também entra no "bailarico"!

Passa-se agora à vindima
sem esquecer nenhum pormenor:
os cestos de costas e de asas
o lagar e o afamado garrafão
as canecas de barro e o canjirão;
a pipa do vinho de cheiro
em cima do carro de bois
e a cantoria do rodado lisonjeiro.

As meninas risonhas o dão a beber
e fazem nos rostos o sorriso brilhar
ao ouvir este cantar:

"O vinho é sangue de Cristo
Para quem o bebe à tabela
Mas a água está mais que visto
Não se pode passar sem ela!"

Vem agora o porco bem criado
prontinho para a sua matança
e os apetrechos estão alinhados:
o banco, as facas, as canas
as pedras, a salgadeira,
a panela de ferro e a trempe
alguidar para lavar as tripas
com folhas de milho, rama de cebola
e o sabão "macaco" para esfregá-las;
a salsa e as limas para aromatizá-las.

Outro alguidar já vai cheio
dos ingredientes para as morcelas
tudo isto aos quadris de donzelas,
e outras que levam os brindes
queijo, figos passados,

biscoitos, bolachas e coisas boas.

Não pode faltar o mata-bicho
licoroso e a angelica
aguardente num cantar a preceito
e "Vai tudo a eito".

Por fim fez-se representar
a união dos noivos à moda antiga
padrinhos e convidados tudo ali à maneira
e as sacas de retalhos com as ofertas.
A tradição desfila aos pares
a dama de capote não faltou
nem o padre, o sacristão
e o bispo benzendo com a mão
compenetrado nesta missão!

A camada nobre da sociedade
em vestimenta deslumbrante
segue em cores de alegria festiva
sorriem para toda a gente!

O Charabã é transporte colectivo
puxado por vistosos cavalos
a abastança de outros tempos
encerra este belo desfile:
os usos e costumes regionais,
deste povo Terceirense.

Fecha então o cortejo
o terceiro Charabã, de maior beleza,
digno de qualquer realeza...

Fecho este expositivo
de mais um dia significativo
das festas Sanjoaninas 2005.

Bem hajam a todos!

Azoriana

Notícia (2) - Sanjoaninas 2005

19.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Aos dezoito dias do mês de Junho do ano de dois mil e cinco, pelas vinte e duas horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, foi divulgado o resultado do Concurso Jogos Florais, promovido pela Comissão das Sanjoaninas 2005, pelo Chefe do Protocolo Hugo Pereira. Foi feita uma introdução pelo Dr. Marcolino Candeias e foram apresentadas as modalidades premiadas perante a assistência, na presença da Rainha das Festas e o restante séquito real.

Abaixo, encontra-se uma capa improvisada para o efeito bem como o soneto do pseudónimo Cidália Miravento, Cântino ao Divino, da autoria da azoriana. Logo a seguir, listam-se dois excertos dos certificados atribuídos aos segundos prémios, do Soneto e da Quadra Popular a São João.
Mais se declara que foram lidas as quadras populares, o soneto e o conto premiado e a entrega dos prémios foi feita acompanhada de um sorriso da Rainha Vânia Borges.
O sarau terminou com a actuação do Quarteto de Guitarras José Lobão do Conservatório de Angra do Heroísmo, interpretando "Concerto RV 93 - António Vivaldi".
Não havendo mais nada a tratar deu-se por encerrado um dos quadros do segundo dia das Festas de São João da Ilha Terceira, Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5138

Índice temático: Onda de Sonetos

 


São João és tão festeiro
Que não poupas a ninguém
Para mim és o primeiro
Nem que fique sem vintém.


Cidália Miravento

1º Dia das Festas Sanjoaninas

17.06.05 | Rosa Silva ("Azoriana")

Boa sorte é o que vos desejo
Em Angra há Festa com jeito
Na abertura vem o Cortejo
Séquito Real segue perfeito!

Nas varandas da cidade
Cheira a búzios e a mar
Montras em solenidade
Medusas velam no ar!

Está na hora de ir ver
Vânia Borges, jovem Rainha

O desfile vai acontecer
Quero estar bem à beirinha!

E aconteceu lindo, lindo que só vendo!
Adorei! Não tenho palavras para tanta beleza.
Angra está feliz!
Parabéns a Todos.

(Leia a notícia do Jornal "A União", seguindo o link).

Lema dos carros alegóricos do desfile de abertura das Sanjoaninas 2005:


  • "À Conquista das Ilhas",
  • "Saudação aos Descobridores",
  • "Templo Encantado",
  • "A Defesa da Soberania das Ilhas"
  • "Angra à Conquista do Futuro" (A Rainha).
Azoriana

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