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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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100.000 visitas no contador

31.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Aqui há uns post's escrevi sobre uma surpresa para o(a) visitante nº 100.000. Lembram-se?
Pois bem... Já sei qual vai ser o prémio para o(a) contemplado(a).

Então é assim:

Neste mês que entra daqui a bocado, Agosto, terei todo o gosto de oferecer algo bom a quem me provar ser esse número. Para isso, basta que ao entrar no meu blog e ao olhar para o contador veja 100.000 e se registe em comentário. O(a) primeiro(a) a registar-se em comentário dizendo que atingiu a meta farei a devida entrega do prémio.

O problema é se for de longe porque pode partir-se. Fico a aguardar ansiosamente por esse momento.

Não esqueça de se registar em comentário e depois irei conferir se realmente há coincidência com a contagem no contador.

Faltam 44 visitantes...

Um abraço
Rosa Maria "Azoriana"
Nota:
Em 1 de Agosto de 2007 - 100.000 visitantes
Prémio - Um doce de alfenim, típico da ilha Terceira

Entre festas e surpresas...

31.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

As festas continuam, mas...

Quando acabarem não me deixam pena. É caso para escrever que estou um bocado saturada deste rebuliço, desta azáfama e, sobretudo, da diferença entre o campo e a cidade. Talvez seja esse o verdadeiro problema. No campo todos se conhecem e vivem a festa doutra forma e a devoção é outra (ou já foi outra e para melhor).

Hoje em dia a devoção é muito maior por outros factores que nem tenho pachorra para enumerar. Nunca tal me tinha acontecido antes, cansar-me de festas, mas cheguei a esse ponto de saturação. Por mais que tente afastar esse pensamento e alegrar-me com uma nova noite de festa, volta sempre um desencanto. Afinal, para mim, até que rimar a vida ao sabor de versos feitos espontaneamente é relativamente fácil, o difícil é enquadrá-los na realidade. Mas, adiante...

No meio deste desgaste físico e psíquico aconteceu-me uma coisa muito boa: recebi um livro que veio da Ilha das Flores acompanhado por uma colecção de postais do mais belo que há e em cada um o encanto de um poema. O excelente livro foi para mim uma enorme surpresa e autografado por Gabriela Silva, uma poetisa que nasceu na Ilha das Flores e que fiquei a conhecer através da delícia dos seus poemas. Já lhe agradeci por "SMS" mas faço-o de novo neste "post", e publicamente, porque o seu "ILHA" bem merece. Posso, ainda, ler a sua arte através do blog http://sol.sapo.pt/blogs/luana no jornal O Sol.

Confesso que não estava à espera desta beleza mesmo sabendo que já estava editado, através de outra amiga da Califórnia - Katharine Baker - e que já me habituei a visitar no http://www.janaogostodechocolates.com. (Tenho um pressentimento que ela teve algo a ver com esta surpresa.) O facto é que o seu nome também consta do livro porque foi ela a tradutora dos poemas e muito bem. [Um abraço muito apertado para ti, Kathie!].

Mas ainda há a Sandy Ventura, que também faz parte desta preciosidade, de Ontario - Canadá, e que tem raízes nas Flores. Ela é autora dos blogs http://scentandcolour.blogspot.com e http://sol.sapo.pt/blogs/essenthia, com fotografia e poemas de encantar.

São 3 mulheres que defendem a «ILHA» pela poesia e pelo asseio especial das imagens perfeitas numa colecção toda ela perfeita. Volto a agradecer com a maior satisfação.

Quem me dera retribuir, em vida, com os meus sonhos em escrito e saber o que sentem os escritores na hora da edição e da partilha. Acreditem ou não, a minha alegria e paz também passa pelos momentos de escrita, ancorada no silêncio, em que me debruço para dentro de mim e deixo fluir o que é meu nesta gigantesca tela de emoções.

Se estas três senhoras da poesia viram o meu blog e se recebi o produto acabado de tanta e boa inspiração, então isto deve querer dizer alguma coisa... Vou depositar fé, pelo menos numa delas, para que me acene do lado de lá e me diga para continuar com esperança de alguém me colocar sorrisos aos molhos, tal como colocou na Gabriela Silva.

Muito obrigada às amigas: Gabriela Silva, Sandy Ventura e Katharine F. Baker. Viva! Viva! Viva! Parabéns!

Rosa Silva ("Azoriana")

O Anjo, a Pomba e o Altar da Guarita em festa - Angra do Heroísmo

24.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")


Digam lá o que disserem mas este Anjo e esta Pomba exercem em mim um fascínio indescritível e tanto um como outro são símbolos de Paz que nos chama a olhar o céu, pela indicação do braço do Anjo, e a saber que a Guarita é apaziguada pelo voo da alva pomba que observa os transeuntes.



Sempre que por ali passo, o meu olhar prende-se a estes lindos símbolos do Espírito Santo e, agora que decorrem as festas, também se prende ao Altar que vi ser ornamentado por mãos especialistas de uma jovem senhora da freguesia do Porto Judeu. Ei-lo belo e convidativo:



O Grupo de Jovens de São Mateus terá mais um momento de louvor ao Divino Espírito Santo, na recitação do Terço, acompanhado com cânticos lindíssimos, em frente à Coroa e à Bandeira, que apresento abaixo (clique na imagem para ver a seguinte).



Encontro com a terra (VIII) - Foi por milagre...

18.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")
Nesta minha ronda pelos jornais locais, numa atitude isolada e quase silenciosa, deparou-se-me o jornal com um artigo intitulado "Serreta de ontem e de hoje" cuja data - 2 de Janeiro de 2000 - não coincide com a data inscrita no topo da página com este artigo da autoria de Francisco Oliveira que, certamente, é das Fontinhas, freguesia da nossa ilha Terceira. Que me desculpe a ignorância mas não conheço, só vi a foto que encabeça uma prosa que me encantou e que guardo uma cópia e que irá ficar religiosamente emoldurada na página que fiz para idolatrar a querida freguesia - Serreta - que enregela os ossos mas aquece o coração de quem por lá passa, principalmente se for de inverno. É um cantinho da ilha Terceira muito fresquinho.
Se outros autores e outros artigos me fazem sorrir, este, confesso, fez-me acudir a algumas águas temperadas pela saudade que me escorriam ligeiras destes olhos que leram num fôlego só o brilhante e descritivo histórico-poético do que foi e é a pacata freguesia da Serreta, vista pelos olhos de quem viu e sentiu a vida das gentes e daquela paisagem talhada pelas delícias divinas.
Nossa Senhora dos Milagres o abençoe e lhe dê sempre a inspiração poética que nos faz querer ir lá, de novo, e seguir as mesmas pegadas para rever e sentir o que o escritor viu e sentiu.
Até o meu coração ficou mais quente ao ponto de escaldar o teclado com que fui dedilhando estas linhas no intuito de agradecer a quem tão bem descreve aquele cantinho que até tem uma "estrelinha", que foi uma novidade para mim, que vivi lá bem perto dela e nunca sequer a vi e que agora percebi que é um pássaro apaixonado pela Lagoínha e que cativa quem consegue por a vista em cima, descobrindo-o na timidez do seu canto de "água tão pura, tão fresca, tão cristalina!", conforme descreve o autor, que por incrível que pareça, nunca consegui lá chegar.
Imploro, por favor, levem-me à Lagoínha e a mais alguém que se associe nesta "Caminhada à Lagoínha", com direito a tomar depois um aperitivo no restaurante, novinho em folha, do "Ti Choa".
Garanto que a Lagoínha ia acolher as minhas lágrimas de alegria e felicidade por estar a visitar as águas dos meus antepassados.
Rosa Silva ("Azoriana")

Mais um rico dia de férias

17.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")
Que dizer de uma sala onde se encontram emudecidas oito pessoas, contando comigo, e nenhuma se sorrir (ou quase rir em surdina) se não eu? Decididamente vão pensar que sou a única que enlouqueceu (em surdina) e ainda por cima, se vos revelar o local deste curioso acontecimento...

Gosto de silêncio e escolhi o silêncio da sala de leitura de jornais que são as únicas coisas que barulham o ambiente no folhear jeitoso para pesquisa dos anos que já lá vão mas que trazem, por vezes, sorrisos. (Um aparte: é que estar de férias e não sorrir não devia constar do plano de ninguém nem nesses dias de repouso de outras salas).

Já adivinharam onde eu passei mais uma tarde? Eu ajudo...


Foi na Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo, enquanto posso porque daqui a nada tenho as festas que vão ocupar-me o cérebro e as restantes peças do corpinho, salvo seja.

De repente, olhei para a porta e vi uma criança dirigir-se a mim repleta de sorrisos e ri-me. Era o meu filho que já apanhou o tique da mãe... biblioteca com ele :)

Ele a ver revistas, eu a vasculhar maços de jornais do ano 2000. Até que enfim que encontrei o sublime, o invejável "Folhetim" que me deu a sensação de ser o primeiro, cujo título era "Quem não trabuca, não manduca", assinado no canto superior direito, da página 7, do «Diário Insular» de 4 de Junho de 2000, na Crónica de Domingo, que me alegrou na sala de leitura da autoria de Luiz Fagundes Duarte (Luiz com "z" - ainda hei-de perguntar o porquê).

E pronto, fico por aqui pois ainda é muito cedo para contar a razão desta minha dedicação à arte do bem escrever de um conterrâneo. Já que não consigo falar com o próprio, vou escrevendo e quem sabe um dia ele coloca o olhar neste blogue e comenta qualquer coisinha.

Ah! Outro aparte:

Pelo que vou lendo e vendo nos jornais, que são o nosso património com um valor incalculável, quem ocupa cargos políticos por todo o lado, nomeadamente no arquipélago dos Açores, muito trabalho tem em inaugurações, cerimónias aqui e acolá, opiniões, satisfações e outras impressões que lhes dão mais aflições, etc... É caso para finalizar com este pensamento: Ó quanto custa governar por terra e por mar!

Rosa Silva ("Azoriana)

Ao poeta Fernando Reis Costa - Coimbra

17.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")
1º aniversário de "Ventos que passam"

"Ventos que passam" festeja
O primeiro aniversário:
Desejo que a alegria esteja
No encanto do seu diário.

Na brisa amiga que mando
Envolta do melhor carinho
Chegue ao poeta Fernando
Não se engane no caminho.

Aceite esta humilde oferta
Pétalas que vou desfolhando
Se a inspiração desperta
Um pouco de vez em quando.

Resta-me deixar o abraço
Com a maior satisfação
Porque este seu espaço
É lindo, cativa o coração.

Parabéns! Parabéns!
Dos Açores, ilha Terceira para o amigo, poeta de Coimbra.

Deixo o link para um dos poemas que me atraiu entre tantos outros que são lindos.

Andei à cata do "Folhetim" do Serretense - Luiz Fagundes Duarte

17.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Outro título que convinha para o meu artigo de hoje, e que não lhe ficava nada mal, seria: "As homenagens querem-se em vida", ou ainda, "Os sorrisos que vos dou". Fiquei-me pela primeira ocorrência do dia, desde que a cama me espantou o sono. Não obstante e todavia cá vai a minha inspiração que combina com o primeiro título, sem obedecer a regras porque a regra do coração é a que tenho sempre à mão para homenagear as pessoas que de alguma forma têm o seu valor e cuja simpatia presenteia um e qualquer dia.

A primeira pessoa é o mote deste artigo e trata-se de Luiz Fagundes Duarte, licenciado em Filologia Românica (1981), mestre em Linguística Portuguesa Histórica (1986) e doutor em Linguística Portuguesa/Crítica Textual (1990); é professor associado, com agregação, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; oriundo da freguesia da Serreta e que nunca a esquece. Eu já o conhecia antes disto tudo por também ser natural da mesma freguesia que bastante já chamei à cena bloguista. Pese embora termos tido poucas conversas, só o seu sorriso me basta porque ele volta em cada "Folhetim" que leio da autoria dele. Entretanto, o que pode acontecer se algum dia ele ler este artigo é sorrir-me de novo ou, então, responder-me com outro artigo a criticar os erros de linguística da "piquena" da Matilde.

Adoro a escrita do Fagundes Duarte e sobre ele não escrevo mais porque não convivi com ele. É que eu morava cá para a ponta da Serreta e ele no centro e raramente falavamos. Avistava-o na frente da sua casa em dias festivos e recentemente trocámos cumprimentos mesmo à berma do caminho, que antigamente se chamava valeta: os sorrisos estiveram mais perto.

A outra pessoa que também é importante neste artigo é o director do jornal "Diário Insular", Dr. José Lourenço, que teve muita paciência para me ajudar a ir ao encontro do Fagundes Duarte bem antes de 13 de Abril de 2003, data da inauguração da revista domingueira deste jornal.

Faço agora a homenagem aos dois, ao meu estilo:

 

Entre sorrisos

Num misto de sorrisos grandes,
Com saudade e muita ternura
Por ti, onde quer qu'inda andes,
Dediquei um tempo à leitura.

E com a ajuda do doutor,
Que prestou o amável serviço:
José Lourenço é o director,
Que tem muito a ver com isso.

Nas páginas do seu diário
Rolam mil e uma ideias;
Desta vez o calendário
Não precisa de mais candeias.

Sim! Fez-se luz na minha mente,
Quando consegui o(s) "Folhetim"
Do Serretense sapiente
De letras com gosto d'alfenim.

Foi muito boa esta colheita,
No jornal da nobre cidade,
Que da sua janela espreita
O Porto da nossa vaidade.

Depois da gentil simpatia,
Cabe-me agora agradecer
Pela prestação deste dia
D'alguns artigos me fornecer.

Pois são do Fagundes Duarte
Que é zeloso p'la Serreta;
E com o toque da bel'Arte
Nunca a deixará na gaveta.

E nestes versos sem medidas
Com que talho a fraca rima,
Faço agora as despedidas
A razão virá ao de cima.

Nem importa se é mal feita
Uma rima de ocasião:
Sinto-me muito satisfeita
Com meus versos de coração.

E adeus que me vou embora
Adeus que embora me vou:
Ao Diário canto agora
Que em alegrias me deixou.

Rosa Silva ("Azoriana")

Arminda Alvernaz, fadista picoense em São Bento - Angra do Heroísmo

16.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")


Domingo à noite foi o momento do fado na voz da fadista picoense, Arminda Alvernaz, que deu um tom alegre e entusiasmou as pessoas, presentes no Largo de São Bento, a acompanhá-la nos belos poemas, muitos deles já bem conhecidos.

Não sou muito apreciadora de fado, mas na voz de Arminda Alvernaz é impossível ficar indiferente. Gostei e dou os parabéns e elogio a artista que veio da ilha que conheço bem.

Mas há uma outra melodia que me ficou no ouvido e após uma pesquisa na internet encontrei um vídeo com imagens e a canção que foi colocada pelo assistente de som. Basta seguir este link para ouvirem.

Hoje, após um dia de limpeza minuciosa, ainda tive vontade de escrever o que se segue:

Como é linda cada ilha

Na doce voz que a partilha:

É feita de amor e saudade

Com um hino de verdade,

“Estudante ilhéu” e seu refrão

Sempre me toca o coração.

 

Quando a noite chegar

E a saudade apertar

Fecha os olhos e sonha então

Com a lua e o mar

Com a terra e o lar

E adormece ouvindo esta canção.

 

Nossa terra é uma maravilha

Vista do mar quase em quilha

Com o sorriso da lua

A brilhar em cada rua

Quando disso te lembrares

Canta, canta p’ra não chorares.

 

Quando a noite vier

E eu ainda cá estiver

Quero ouvir-te de novo a cantar

O hino do estudante

Saudade itinerante

Que viaja entre a terra e o mar.

Coroação do Divino Espírito Santo em São Bento - Angra do Heroísmo

15.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")


Festas do Império do Largo de São Bento
Coroação do Divino Espírito
2007-07-15



Ó Espírito paráclito,
Que desceste a São Bento,
No Teu Largo eu te fito
C'o mais nobre sentimento.



No Teu Amor acredito
E nas Graças do momento;
Teu rebanho tão bonito
No Domingo deste evento.



No Império do Largo,
Que ostenta um centenário,
Teus filhos prestam bom cargo.



Mas... As crianças, Senhor,
No divino relicário,
São tão puras na alva cor!



Rosa Silva ("Azoriana")
 
Índice temático: Desenho sonetos

 

Podem ver todas as fotos da Coroação seguindo o link.

 

Mas ainda me resta anunciar a bonita surpresa com que me deparei nesta festividade religiosa:

 

O Domingo nasceu calmo após uma boa noite e nem tinha pensado sair de casa mas algo me impulsionou a seguir rumo ao Largo de São Bento após ouvir o chamamento do foguete a anunciar a concentração das crianças para a Coroação que seguiria para a Igreja, acompanhada pela Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.

 

Levei a máquina fotográfica pois era minha intenção captar algumas imagens para vos apresentar e para ficarem para recordação... Nestas manobras, de repente, olho para o lado e meu olhar ficou caído na fisionomia de um senhor que não me era estranho, se bem que só o vira através do monitor do meu computador... e sabia que gostava de publicar as coisinhas que vou escrevendo, por mero achado do acaso... Mas estava com receio de estar equivocada e decidi aguardar mais um pouco não fosse parecer incorrecta se fosse falar com ele... Afinal não tinha certeza se era quem eu pensava que era...

 

Fui até perto da porta da Igreja de São Bento e toquei de leve no ombro do senhor que estava entusiasmado tirando algumas fotos... "Olhe... desculpe... o senhor não é o senhor José Ávila?"... A resposta foi imediata: - Sim, sou eu...

 

Cá dentro senti a emoção e logo um sorriso larguei e disse: - Eu sou a "Azoriana"...

 

Nem precisei de mais palavras, o nickname foi o suficiente para descobrir/saber que estava perante José Ávila, da "Tribuna Portuguesa". Escusado será escrever que depois dos cumprimentos alegres, a conversa foi até quase ao recolher das Coroas e à distribuição das merendeiras de massa sovada às crianças e à população que, apesar de não ser muita, se acercou dos dons do Divino Espírito Santo... Talvez por tudo isto nasceu, repentino, o mote para o começo deste artigo porque é intencional: dedico-o ao ilustre senhor José Ávila que veio da América visitar esta e outras ilhas.

 

Muita coisa mudou nas nossas ilhas e quem por cá passa nota isso sem grande esforço... Mas nunca mudará o sorriso de alegria quando se vê alguém que nos aperta a mão olhando olhos nos olhos com simpatia e partilha dos mesmos gostos ilhotas.

 

Bem haja caro amigo e que o Espírito Santo vá contigo!

 

Atrás de um sorriso há emoção neste dia da Coroação...

 

Obrigada!

«Só Fórró» canta e encanta em São Bento - Angra do Heroísmo

15.07.07 | Rosa Silva ("Azoriana")
Mesmo sem saber cantar
Quero dar os Parabéns
P'ra também elogiar
«Só Fórró» o dom que tens.

Esta foi a quadra que me saiu, repentina, após a grata surpresa que José Fernandes, o vocalista do conjunto açoriano "Só Fórró", me fez ao dirigir-me uma cantiga para eu lhe responder.

Tive pena de não gravar na memória a quadra dele mas como não esperava esta saudação especial não a consegui reter, apenas lembro que me pedia uma cantiga. Apesar de não ter boa voz foi o que consegui na noite de sábado, 14 de Julho, que também fica na minha recordação e neste blogue bem como no blogue que trata de "Futebol, Gente e Toiros", que esteve presente nesta actuação bem ao jeito popular. Agradeço também o cumprimento do Cláudio que se dedica de alma e coração ao blogue que tenho muito gosto em visitar.

Mas as surpresas não ficam por aqui. No próximo artigo darei conta de uma outra excelente surpresa nas Festas do Império do Largo de São Bento 2007.

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