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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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1º Centenário do Santuário da Serreta

31.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Primeiro Centenário
em 31/08/2007
da Bênção da Igreja Serretense
a 31-08-1907
Elevada a Santuário
em 07/05/2006



Serreta é linda
Bordada de cor
Trazes na ideia
A Mãe do Senhor
Salvé o dia
Que fazes cem anos
No Santuário
Renovam-se planos.


Foi em mil novecentos e sete
Que em pedra viva quiseste nascer
Tua história ora se repete:
Hei-de cantá-la enquanto viver.

Tão pequenina lá perto da serra,
És heroína, és a Mãe de Deus,
És uma flor que nos brota da terra
Onde adormecem tantos filhos teus.

És coroada pelo nevoeiro
Apenas brilha Teu rosto no altar
E no teu adro sempre hospitaleiro
Unem-se vozes num doce cantar.

Serreta amiga nos dás um abraço
Sempre vestida de tons verdejantes
Cravos e rosas pintam teu regaço
De mil saudades dos teus emigrantes.

Rosa Silva ("Azoriana")

Destaque

30.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Notícias de Angra do Heroísmo

Notícias da Serreta

Destaque:
Recordação do Centenário da Igreja de Nossa Senhora dos Milagres da Serreta
1º Centenário paroquial


31 Agosto
1907-2007


Memorando (a minha oferta)


Festa de N. Senhora dos Milagres de 8 a 13 Setembro 2007




O programa da Festa de N. S. dos Milagres estará disponível quando tiver conhecimento. Por enquanto é provisório.

Julgo que a festividade religiosa de Sábado, Domingo e Segunda-feira é da forma habitual e tal como aconteceu em Setembro de 2006. O que irá ser diferente é a parte profana.

 

Actualidade:

 

A renovação da página do Jornal "A União" com uma linda notícia sobre Centenário de abertura ao culto da Igreja Paroquial da Serreta, com uma expectacular imagem. (siga o link, por favor)

Passado e presente

28.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu sou uma mera cidadã com direito a “cartão de cidadão” (que já possuo) e que trabalhou durante algum tempo no GAR, numa secretária, com toda a dedicação que talha o primeiro emprego. Todo o valor que eu possa ter é na emoção que certas coisas me causam. Quem passa por mim na rua, não se apercebe desse meu lado sentimental. Cá dentro da minha cabeça e coração anda um redemoinho disparado de pensamentos e emoções.

Li numa crónica de Joel Neto, um escritor que na minha opinião é excelente e atraiu-me a sua crónica, que idolatra a “cidade dos heróis”, e em especial um dizer de Jorge Forjaz: «Éramos um exército. Cada um de nós era ao mesmo tempo general, capitão, sargento e soldado. E o nosso campo de batalha era a Ilha Terceira, sobretudo Angra do Heroísmo», isto aquando da reconstrução pós sismo de 1980 que destruiu tudo quanto pôde.

Para não maçar os leitores e/ou fugirem de me ler, apenas vou acrescentar: - Quem me dera ser como eles para saber escrever sobre a “minha” Serreta, que também pertence ao concelho de Angra do Heroísmo.

Fui escrevendo este artigo enquanto lia a crónica de Joel Neto. No fim já chorava às escondidas para não me verem assim. Joel Neto é um escritor excelente e naquela crónica idolatra a “cidade dos heróis” e o trabalho de senhores ilustres deste torrão, que de vez em quando é abalado.

A razão de me emocionar?! – Descobri que o Dr. Francisco Reis Maduro-Dias “casara-se no Porto pelos dias do sismo e, ao regressar a Angra, encontrou destruída a casa que passara dois anos a restaurar com as próprias mãos”. Lembrei-me do meu pai que também reconstruía tudo com as próprias mãos – casas, alfaias agrícolas, etc. e sabia fazer de tudo mesmo após ter ficado sem os dedos da mão esquerda. Do meu pai apenas posso eu escrever porque mais ninguém se atreve. Nas suas mãos um bocado de madeira virava uma obra, sob o meu olhar atento na loja das ferramentas da nossa casa. Adorava passar algumas horas olhando a sua forma de trabalhar com o lápis sempre atrás da orelha, que traçava por “golpe de vista” todas as medidas de todos os trabalhos que lhe pediam ou fazia, sem contar com a recompensa. Por vezes, ouvia-se uma palavra mais alta enquanto o suor escorria pela sua face, mas no fim via-se o brilho do seu olhar azul como o mar que o viu nascer em Santo Amaro do Pico. Este homem nasceu com o sal e na terra se quedou, bem longe do mar, ficando sepultado na freguesia da Serreta.

O que dirá o Dr. Jorge Forjaz da freguesia da Serreta? Será que na sua obra recente, lançada segunda-feira (2007/08/27), na Pousada de São Sebastião, em Angra do Heroísmo, intitulada “Genealogias da Ilha Terceira”, num total de 9 volumes, 900 páginas cada, 400 capítulos, 1500 sub-capítulos e 15 mil notas tiradas por Jorge Forjaz e António Ornelas Mendes, tem alguma família serretense?! Pesquisei na internet e já encontrei as famílias que reconheci mas tenho de confirmar de perto (Cota, Correia, Costa, Rocha, Silva, etc.). Além destas 5 tem mais 438, o que perfaz 443 famílias.

Quem me dera sentar-me a conversar com ele (seria mais um monólogo em que ele teria o dom da palavra), nem que fosse à mesa de um café da cidade…

Sempre que ouço, leio ou sei de novidades a respeito deste historiador com títulos que honram a cidade de Angra do Heroísmo, fico sempre à espera de uma oportunidade para o cumprimentar. Ele usa uns óculos que deixam adivinhar as horas que passa a cuidar da sua cidade e das suas gentes para que nada se perca, nem os nomes das famílias.Honras lhe sejam dadas, aplausos e que ele consiga as melhores homenagens pelo tempo que dedicou à sua cidade.

Se eu pudesse convidava Joel Neto para uma crónica sobre “O mestre Carlos, o picaroto” e Jorge Forjaz para saber os antepassados do meu pai. De onde teria ele herdado o gosto pelo trabalho e aquele saber sem qualquer curso superior ou ensino específico, apenas o olhar e vontade de tudo fazer. Fico sem saber o resultado...

Rosa Silva (“Azoriana”)

Para o dia 31 de Agosto - Ao Luís Nunes

27.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quando eu soube da elevação a Santuário Diocesano da Igreja da Serreta de Nossa Senhora dos Milagres, tive a grata surpresa de ser o amigo Luís Nunes a dar-me boleia até esta freguesia para que eu pudesse presenciar “in loco” a grande novidade que me tinha sido dada pela minha afilhada Cláudia Dinis.

Tomei conhecimento com o Luís Nunes através dos comentários dos nossos blogues e a partir de então, a amizade é pura e cristalina. Ele também ficou muito amigo da Nossa Senhora dos Milagres e da freguesia da Serreta. Já o era mas agora noto a sua presença de uma maneira mais participativa e amistosa.

O Luís é um artista e tem colaborado com algumas das suas inspirações para abrilhantar aquela que é a Nossa Mãe celeste. Basta ler-se a página que publiquei sobre o assunto, com fotografias e uma oferta de um cartaz alusivo à efeméride.

Foi também o Luís Nunes que foi o organizador do I e II Encontro Bloguista da Ilha Terceira junto comigo. Sem a força, o trabalho e o entusiasmo dele e da esposa, Elisabete Nunes, não teria conseguido levar a ideia adiante. Graças a eles tomou forma e até foram os autores das lembranças para os convidados deste encontro que foi pioneiro na ilha Terceira e certamente terá continuação.

O “ilhas”, “nickname” de Luís Nunes, é o autor da Dança de Espada - “Vidas Traídas” - que embelezou os palcos da ilha Terceira, no ano de 2007, e onde mostrou o seu talento para esta arte tão querida. Dediquei-lhe, nessa ocasião, umas quadras, escritas enquanto assistia a uma noite de ensaio da mesma dança.

Por tudo,

Bem-haja!

Para o dia 31 de Agosto

23.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

(...) O último impulso ao processo foi dado por Sérgio Ávila, eleito para a presidência da Câmara em 1997, quando tinha apenas 28 anos. Com a obsessão de que era preciso «voltar a cidade para o mar», o então menino-prodígio do PS-Açores dividiu muita gente durante muitos anos, mas é hoje capaz de receber os mais rasgados elogios de alguns dos «refundadores» da cidade, todos da área do PSD. «Ao nível municipal, a única pessoa que soube agarrar nisto com força foi o Sérgio. Só ele e mais ninguém», diz Álvaro Monjardino, que foi presidente da Assembleia Regional aos primeiros mandatos de Mota Amaral. (...)

E a cidade, hoje no centro de um concelho com 19 freguesias e 36 mil habitantes, prossegue o seu caminho: inaugurou parques de estacionamento nas extremidades e colocou carreiras grátis à disposição dos cidadãos (as «Serginhas»), criou um Centro Cultural e de Congressos, tem dois novos hotéis de harmonia paisagística reconhecida e acaba de comprar o edifício da Caixa Geral de Depósitos, um mamarracho sem escola que há vinte anos choca quem chega à Praça Velha pela primeira vez. «Entregámos a obra ao arquitecto Miguel Cunha. (...)


In "JOEL NETO - Work In Progress", «A CIDADE DOS HERÓIS» - GRANDE REPORTAGEM 152, 6 de Dezembro de 2003

O excerto acima vem a propósito do artigo de hoje, que é a minha homenagem aos motoristas dos mini-autocarros no circuito angrense e serretense.

Como gosto que me chamem de bloguista, talvez o Dr. Sérgio Ávila também goste das carrinhas do Município (mini-autocarros) terem ficado baptizadas por «Serginhas». Honra lhe seja feita por ter colocado ao serviço dos angrenses este meio para livrar a cidade de outras viaturas no circuito diário porque os parques disponíveis para estacionamento resolvem, em grande parte, essa libertação.

Um dia, ia eu (RS) num destes "mini-buses" e lembrei-me de colocar ao motorista (HV) algumas questões, a título de curiosidade, que já há muito gostava de obter resposta. Eis o resultado:

RS: A que horas começam e terminam as viagens das "Serginhas" e quantas viagens por dia?
HV: Têm início pelas 07:45 e terminam pelas 18:45. No meu horário são 29 viagens por dia.

RS: Quantos funcionários fazem parte deste percurso?
HV: São 6 funcionários da E.V.T. - Empresa de Viação Terceirense no percurso da cidade e 1 no percurso do Corpo Santo.

RS: Quantas pessoas utilizam, em média, por dia os mini-autocarros?
HV: Normalmente de 350 a 450 pessoas, mas depende do mês, e se há escolas ou não. Exemplo: No mês de Agosto se têm 200 pessoas por dia em cada autocarro é muito.

RS: Qual a hora de maior afluência de utentes?
HV: A hora de maior afluência é de manhã, às 09:00; às 15:00 a visita do hospital e às 16:00 a saída dos alunos da escola.

RS: Quais os pontos de paragem?
HV: As paragens são as seguintes: 1ª - Praça de Toiros;
2ª - em frente à EVT;
3ª - Hospital;
4ª - Bombeiros (Guarita);
5ª - Praça Velha;
6ª - Sé;
7ª - Bailhão
e vice-versa

RS: Em que ano começaram a circular na Serreta, pela festa de Nossa Senhora dos Milagres e com quantos mini-bus?
HV: Na Serreta começou em 2005 inclusive com 2 autocarros. Este serviço começa por volta das 20 horas e termina entre as 2 e 3 horas da manhã.

Terminaram assim as perguntas e respostas. Confesso que aqui residia a minha principal pergunta e satisfez-me a resposta. Certamente que este ano irão continuar com esta excelente prática que é de grande utilidade para quem vai à Festa de Nossa Senhora dos Milagres, onde acorrem milhares de viaturas que ficam estacionadas em parques/cerrados disponibilizados para esse efeito.

Foi graças à ideia do Dr. Sérgio Ávila, que esteve durante quase 7 anos como Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que este sistema para a cidade foi implementado. Depois o novo Presidente, José Pedro Parreira Cardoso,continuou com esta boa prática, que é digna de todo o nosso reconhecimento/agradecimento.

A freguesia da Serreta é uma excepção e, sem sombra de dúvida, merece tal porque se trata de uma freguesia com uma Festa grandiosa, com enorme movimento de viaturas sobretudo no Sábado e no Domingo, porque as pessoas vão pagar suas promessas e/ou visitar aquela que é a Virgem Santa Maria, Mãe Milagrosa, cujo histórico remonta ao século XVII. É quase impossível quantificar o número de viaturas que por ali passam mas tenho a certeza que os seus donos e acompanhantes agradecem por lhes ser facilitada a chegada junto do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres.

 


(Clique na imagem para ampliar)
In página da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo


Circuito dos Mini-Bus na Serreta

 

Resta-me agradecer imenso a preciosa informação que o motorista Henrique Vieira me forneceu e que a Nossa Senhora dos Milagres o ampare sempre, bem como aos seus colegas na mesma função.

Bem haja!

Rosa Silva ("Azoriana")

Para o dia 31 de Agosto

22.08.07 | Rosa Silva ("Azoriana")

A minha homenagem vai além fronteiras. Destina-se aos emigrantes que tiveram o seu berço na freguesia que foi delineada a partir de 1862 e que, por circunstâncias várias, tiveram de escolher outro local para viver. Também me ausentei da Serreta mas continuei na mesma ilha e volta e meia apareço naquele cantinho que, tendo pouca área geográfica, tem muita área sentimental.

Tenho cá para mim que, nesta altura, praticamente todos os emigrantes que ali nasceram vão lembrar-se que faltam nove dias para o início da novena de Nossa Senhora dos Milagres, que este ano coincide com o dia do 1º Centenário da Paróquia.

Alguns desses emigrantes sei que me visitam porque o contador de visitas apresenta-me resultados oriundos, sobretudo, dos Estados Unidos da América, do Canadá e do Brasil. Já recebi algum correio electrónico de alguns mais saudosos.

Ser emigrante é, por vezes, uma necessidade, por outras, uma aventura ou uma escolha subjectiva.

Ser emigrante é levar no coração a ilha e deixar a lembrança enquanto houver alguém com laços de família e/ou amizade.

Ser emigrante é aprender o que é a saudade.

Ser emigrante é um misto de sentimentos que se revelam na hora de regressar ao torrão natal, principalmente, na hora dos preparativos para a festa maior e que apela ao coração.

Duvido que fiquem indiferentes ao chamamento de Maria. O que pode acontecer é ser impossível a presença física mas de certeza que estão sempre com o coração na freguesia que os viu nascer e partir.

Um abraço para os meus familiares e às pessoas que colocam "Um olhar" à página serretense.

Ofereço-lhes o resumo histórico recentemente actualizado com recurso a algumas fontes de informação.

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