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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

Carnaval - «Olh'á dança rapazes!!» - Parte I, II e III

31.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Saudação

I
Boa noite ou Bom dia,
Saúdo com alegria
Nobre povo abençoado
A cantoria regressa
No Carnaval que começa
Com a R
ima do seu lado.
II
Um abraço cordial
Para todo o roseiral
Que simboliza este povo
Que enche nossos salões
Fazendo das tradições
Um teatro sempre novo.
III
Às ilhas açorianas
Devotas e ou profanas
Fonte das melhores graças
Desejo que neste Entrudo
O riso seja sortudo
E mascare as desgraças.
IV
As famílias emigrantes
E aos amigos lá distantes
Nunca se esqueçam de nós
São palavras de carinho
Que os une a este cantinho
Do tempo dos seus avós.
V
Um apreço fraternal
Para todos em geral
Nesta hora de alegria
O Carnaval festejando
Em cada verso levando
A força da cantoria.
VI
Segue agora a prima parte
Improviso que reparte
Ecos da vida actual
Anda a circular correio
Enchendo este novo meio
Com remessa sempre igual.

Parte I
Ecos da vida actual

VI
Anda aí uma Marcela
Com um "Oi" e fotos dela
- Um alvo de largo espanto -
Se receberem tal missiva
Não deixem que sobreviva
Pois do mal saberão quanto.
VIII
A mim não vai enganar
Porque agora 'tou ensaiar
A mente p'ro Carnaval.
A ventania sobrevoa
E atira qualquer pessoa
Para o canto habitual.
IX
Para as Danças pouco falta
E as luzes da ribalta
Já brilham nas entrementes;
Folgo no dia que chega
E que a rima aconchega
Os sentidos bem mais quentes.
X
Está um frio de rachar
P'ra nosso povo dançar
Com o toque do pandeiro.
Desta vez dançam mais cedo
P'ra ninguém já é segredo:
Entrudo abre Fevereiro.
XI
Se continuar assim
Não sei que será de mim
Com doces a toda a hora;
Mal acaba o Natal
Entra logo o Carnaval
Tentações não vão embora.
XII
São os pratos especiais
Nos moldes tradicionais
De iguarias portuguesas
As filhoses e coscorões
Vão connosco p'ros salões
Enfeitam as nossas mesas.
XIII
E por muito que se diga
Há sempre nova cantiga
Pronta p'ro palco subir;
O Carnaval da Terceira
Atravessa a ilha inteira
E seu eco faz-se ouvir.
XIV
Carnaval, ó Carnaval,
Que não me leves a mal
Por gostar tanto de ti:
Fazes tremer de alegria
Quer de noite, quer de dia
Cena igual eu nunca vi.
XV
Agora vou terminar
Esta moda vai parar
Dando lugar ao artigo:
Na minha mente a preceito
Levei a cantiga a eito
Para ti, bloguista amigo.
XVI
A dezena consegui
Neste cantinho segui
P'ra lembrar o Carnaval
O assunto que vier
Seja o que Deus quiser:
No Entrudo tudo vale.

Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
À solta pelos salões

Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Marejada de emoções.

Parte II
O euro está de jejum...


XVII
Agora na actualidade
Fala-se da obesidade
E doenças incomuns,
Mas para vos ser sincera
O que agente mais espera
É a chegada dos jejuns.
XVIII
Não há dinheiro p'ra nada
O euro vai em debandada
Nas carteiras dos mortais;
Querem comprar pão e leite
Artigos e algum enfeite
E os preços altos demais.
XIX
Já não sabem que fazer
P'ra então sobreviver
Neste mundo de fantasias;
Há que ter bom pé de meia
E forrada a algibeira
E encher bem as maquias.
XX
Há quem se vai regalar
Quando o Carnaval chegar
Nas mesas das Sociedades
Vão comendo aqui e ali
Vão seguir pr'ali e pr'acoli
Folgando as obesidades.
XXI
Amigos prestem atenção
Quando à boca do Salão
Surgir alguma Comédia:
É que as danças deste Entrudo
Já gastaram quase tudo...
Cada um que faça a média.
XXII
Na verdade o que interessa
É a Dança que começa
Sem que a porca a vá comer;
O dinheiro que se gasta
Há-de vir nalguma pasta
Com papéis para preencher.
XXIII
O Carnaval cá da terra
Confio que nada o emperra
E seguirá com mais valor:
Juntam-se pessoas amigas
A um role de cantigas
Cada vez com mais amor.
XXIV
Um conselho vou apregoar
Que não deixem acabar
A nossa boa tradição:
Se o dinheiro for escasso
Não tenham sequer embaraço
P'ro subsídio da Canção.
XXV
As cantigas sempre abrir,
Ao palco vai-se exibir
O traje mais interessante;
Lá longe vai estar atento
Aquele que neste momento
Não se quer como emigrante.
XXVI
É para ele que mando agora
Uma carta sem demora
Espero que não leve a mal:
Tu que amas a tua ilha
Podes mandar uma bilha
De apetrechos p'ro Carnaval.
XXVII
Acredito que és bondoso
E da ilha 'tás saudoso
Ao ponto de cá voltares:
Na Dança podes entrar
E connosco festejar
A alegria destes ares.
XXVIII
Se queres algo diferente
Que anime toda a gente
Seja velho ou criança:
Manda casacos, vestidos, chapéus
Na lilás cor dos ilhéus
E faz-se a letra da Dança.
XXIX
Munido de alguns foguetes
Que se fazem alegretes
Anuncias tua passagem
Pelas nossas freguesias
Que em monte nestes dias
Te fazem rica homenagem.
XXX
É assim no teu torrão
Em cada canto e Salão
Não te sentes isolado
Tens sempre a porta aberta
P'ra quando a saudade aperta
Teres alguém do teu lado.
XXXI
E no fim vem o Adeus!
E levas aos Filhos teus
Uma onda de encanto:
Na América ou Canadá
Quando te lembras de cá
Há, de certeza, algum pranto.
XXXII
Afasta de ti a tristeza
Porque tenho a certeza
Que reinas em felicidade,
Abundância a toda a hora
Só nesta terra ancora
A lembrança da tenra idade.
XXXIII
Peço a todos desculpa
Nas falhas por minha culpa
No assunto em improviso
Segui a compasso a mente
Quis assentar num repente
Tudo o que veio ao juízo.
XXXIV
No lápis foi a toada
No caderno rabiscada
"Olh'á dança rapazes!"
Trago isto no meu ouvido
Ecos do pai falecido...
Imitá-lo sóis capazes.

Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
Num teatro popular

Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Em cada canto ao luar.

Parte III
Despedida


XXXV
Estou toda arrepiada
Chega a hora atordoada
Do bote da despedida,
Em cada ponto ilhéu
Há um olhar para o céu
Velando lágrima sentida.
XXXVI
A vós todos eu desejo
Saúde e muito ensejo
P'ra seguir a desfilada
E que Deus vos acompanhe
E a mim sempre desenhe
Outra dança improvisada.
XXXVII
Sóis o cálice dos Açores
Sóis nove ilhas de mil flores
Rodeadas de mar e luz,
Mas p'ra dizer a verdade
O prazer da Sociedade
Está na Ilha de Jesus.
XXXVIII
O prazer 'tá nas cantigas
Que já sabeis ser antigas
Num leque de bons autores;
De bom grado Hélio Costa
Viu qu' Azoriana gosta
Da rima com nossas cores.
XXXIX
As sextilhas lhe dedico
E mui contente ora fico
Se ele p'ra elas olhar
Nos Salões por todo o lado
Seu nome elogiado
Por tanto à ilha dar.
XL
Agradeço de coração
Nesta minha ovação
Ao grande Autor de Danças
Foi graças ao incentivo
Que me deu o gosto vivo
P'ra me ver nestas andanças.
XLI
No meu blog fica feita
Esta peça imperfeita
O que p'ra mim é normal...
Bem no fundo do meu ser
Nunca pensei escrever
Assim no meu carnaval.
XLII
Carnaval visto à distância
Do meu tempo de infância
Tais folguedos muito via.
Corria pela estrada
P'lo foguete era chamada
Ao Salão da freguesia.
XLIII
Adeus pessoas amigas
De belas cores garridas
Visitantes amiúde:
É p'ra vós tudo o que faço
No presente o meu abraço
Com um voto de saúde.
XLIV
Que alastre a toda a terra
Muita paz e pouca guerra
Saúde que seja mais;
P'ra aquele que é ausente
Maior cura p'ro doente
Que se vê nos Hospitais.
XLV
P'ra quem 'tá no cativeiro
E p'ra todo o desordeiro
Venha a paz por cortesia;
Para adultos e crianças
Sejam dadas esperanças
De vida com mais valia.
XLVI
Neste final o que resta
É o gosto pela festa,
Brava gente hospitaleira,
Alegre eu me despeço
E no Carnaval só peço:
- Canta, canta, ilha Terceira!

Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
Brindando os Açorianos
Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Vai e volta todos os anos.

Rosa Silva ("Azoriana")

No "Porto das Pipas" - o blogue e uma sugestão

30.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Costumo ler as Crónicas do Azevedo (é assim que eu lhes chamo) mas desta vez o olhar foi direitinho para uma imagem postada ontem, dia 29 de Janeiro, e que vos convido a apreciar (sobretudo para quem gosta de imagens do género, como eu gosto).

Obrigada ao Azevedo, do «Porto das Pipas», que é um blogue que já passou a barreira das 150 mil visitas, bem merecidas.

E a sugestão:

Aproveito esta ocasião para postar que o nosso amigo SAPO é espectacular porque nos dá a oportunidade de postarmos na hora e minutos que bem entendermos. Um artigo (post) pode ser escrito pela noite dentro (ou fora) e ser posto à vista num horário completamente aquém (ou além) do manuscrito ou do pensamento.

Tenho por hábito "escrever" os meus artigos quando lavo louça, quando estendo roupa, quando limpo a casa, etc. e muitas vezes ali por volta das 5 e tal da manhã quando o sono dá lugar ao sonho acordado. É que ultimamente acordo, mais coisa menos coisa, por volta desta hora e depois vejo-me a "cantar", "editar" e sei lá mais que "manuscritos" que me acertam em cheio e, logicamente, vou postando mais cedo ou mais tarde, conforme me apetece (ou não posto).

Qualquer dia até posso re-datar os postes antigos e fazê-los vir à tona de novo e alguns até posso apagá-los porque já prescreveram.

Agora tenho um pedido a fazer (consequências de sonhar acordada) aos que estão sentados ao lado do amigo SAPO, que é o seguinte:

- Haverá forma de obter (obtermos) um ficheiro, de forma rápida, com o conteúdo dos postes publicados ao longo destes anos que me associei (associámos) a esta "edição" on-line? Era necessário algo na parte da "edição de blogues" que tivesse o título: Exportação / Exportar Blog.

Será que dá para isso? Veremos se é útil para todos os bloguistas do SAPO. Dava cá um jeito que nem vos conto.

Obrigada, desde já, pela vossa atenção e agradeço também ao Azevedo pela bonita imagem que postou.

Em nome da amizade

30.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

A tua dor destemida
Na corda bamba da vida
Merece o olhar de amiga
E por seres como és
Neste mundo de lés-a-lés
Ofereço-te esta cantiga.

Cobre-me a inspiração
Fruto preso ao coração
Que conheces muito bem
Para ti neste momento
Um elogio ao talento
Do teu coração também.

Hoje, mais que uma vez
Senti por mim, talvez,
Cada sextilha que faço.
Agarro o tom que é da ilha
No lilás cor maravilha
Que coloco neste abraço.

Um abraço fica aqui
Ele é todo para ti
Ancorado à amizade
Que sejas muito feliz
Foi o que eu sempre quis
Pró amigo de verdade.

Pelo nosso Carnaval
Salutar e especial
Fica atento à cantoria
Se quiseres participar
Comigo podes cantar
Em qualquer parte do dia.

Adeus que me vou embora
A saudade ainda mora
Nestes meus lados ilhéus
Estou feliz como convém
Pese embora se provém
Algum cinzento nos céus.

Nesta moda a cantar
Para sempre a rimar
No tom da minha maresia
Aproveito a ocasião
Qu'os dedos da minha mão
Dançam com mais alegria.

Alegria por saber
Que ainda te posso ler
Com pensamento profundo
«Frases e poemas» são
Tua força e inspiração
Que navega neste mundo.

Azoriana

«Ilhas» e «Azoriana» não falham uma...

29.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Ninguém nos travou, o «Ilhas» assim continuou:
328
Em véspera de Carnaval
Ainda apetece cantar
É a época mais natural
Para andar por ai a rimar
329
Este ano ao palco não vou
Vou ficar apreciar
A minha poesia até dou
Alguém a irá cantar
330
Ali para o cantinho
Já estão a ensaiar
O que com carinho
Lhes pude com gosto dar
331
Também o Porto Judeu
Minha rima vai cantar
É mais um orgulho meu
Que terei para escutar
332
Também na imigração
Minha alma será cantada
Decerto com o coração
Minha poesia será escutada
333
Não tens que agradecer
Palavras que te dirigi
Só as digo por entender
Ser verdade o que senti.
334
És uma sã mensageira
Da Serreta tanto amada
E toda a ilha Terceira
Por ti está divulgada
335
Por aqui se celebrou
Amizade sã e verdadeira
Bastante se festejou
Em cada Quinta-feira
336
As comadres se divertem
Nesta semana invernal
Quintas-feiras se despedem
Até próximo Carnaval

29/01/2008
"Ilhas"

E assim continua a cantoria virtual, já que ninguém leva a mal:
337
Picada pela cantoria
Que entre nós veio p'ra ficar
Até que chegue algum dia
Que alguém mais queira entrar.
338
Quintas-feiras quase em quebra
P'ra dar asas ao ritual
Da quadra que se celebra
Cujo vício é Carnaval.
339
Ninguém lhe fica alheio
Actuando ou a assistir
Há Tourada pelo meio
P'rós Estudantes divertir.
340
A onda contagiante
Fez-me noutra letra pensar
Com lápis foi num instante
Para ela desenhar.
341
A minha foi brincadeira
Comparada com as tuas
Tu levas à ilha inteira
As belezas com que actuas.
342
Ao "Cantinho" fico atenta
Dá-me sinal logo na hora
Que na Serreta ela assenta
Para vê-la sem demora.
343
E a Dança do Porto Judeu
Também quero ver se vejo
Reconhecer o traço teu
Aplaudir com muito ensejo.
344
Tu e eu a divulgar
A Terceira de Jesus
Nossas freguesias a chegar
Mais longe que a própria luz.
345
Bem ou mal assim cantando
Sentindo muita emoção
Dos olhares amealhando
Um pouco de atenção.
346
"Olh'á dança rapazes!"
Não me sai do pensamento
Se quiseres também fazes
Sextilhas que lh'acrescento.

Bom Carnaval!
29/01/2008
Azoriana

Arte por um Canudo 2... (arteagostinho)

29.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Data a relembrar:

A 29 de Janeiro de 2008 o Agostinho deu-me a feliz notícia de que chegara a Parada de Gonta a minha oferta para CAH, Agostinho e os membros do Grupo do Tacho, que, peço, no próximo convívio façam a leitura do seguinte, que acompanhou tal oferta:

Aos amigos de Parada de Gonta
1
Uma prenda p’ra Parada
De Gonta, a geminada,
Seguiu com muito carinho
Na proeza do caminho.
2
Um caminho fora de mão
Mas dentro do avião
Seguiu o mote com atraso
Que às alegrias vai dar aso.
3
Aos amigos paradenses
Dos amigos serretenses
Recebam o novo CD
No tributo que se lê.
4
Assim, voou com tal gosto
Esse CD bem disposto.
Ao Carlos será entregue
E que um sorriso lhe pregue.
5
Agostinho o ouvirá
E concerteza divulgará
A beleza serretense
Fruto do torrão terceirense.
6
São treze temas escolhidos
Alguns serão conhecidos;
Mas o Hino é especial
Da Padroeira sem igual.
7
Tendes tudo o que preciso
Para alargar vosso sorriso.
Se chegar em condições
Do «Tacho» virão opiniões.
8
Quando em confraternização,
Em qualquer uma ocasião,
Falem da bloguista Azoriana
Que deseja boa semana.
9
Estes versos cheguem bem
E peço à Santa Mãe,
Dos Milagres, protectora,
Que seja vossa auxiliadora.
10
Ao Carlos mando um abraço,
Ao Agostinho também lhe faço
Agradecimento e boa cortesia
Extensiva a toda a Freguesia.
11
Parada de Gonta portuguesa
Uma Aldeia com beleza
Que se liga com a Serreta
Dois pontos deste planeta.
12
Celebra-se nossa amizade,
E creio que assim há-de
Continuar alegremente...
Mil abraços junto ao presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota:

Estas quadras foram talhadas em Angra do Heroísmo - Ilha Terceira - Açores, a 9 de Janeiro de 2008 e agora publico aqui com algumas actualizações, uma vez que o CD já chegou ao destino.

Oxalá que todos gostem e cá fico à espera de alguma palavrinha vossa.

Um abraço

Dica fresquinha - «Código de Conduta para Bloggers»

28.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
1. Somos conscientes da responsabilidade das nossas próprias palavras e reservamos o direito de filtrar comentários no nosso blog que não estejam conforme os padrões básicos de civismo.

2. Não dizemos nada online que não seriamos capazes de dizer em público.

3. Se quaisquer conflitos aumentarem de intensidade, entraremos em contacto pessoalmente antes de responder publicamente.

4. Sempre que nos apercebermos que alguém está a ser vítima de um ataque, tomaremos uma providência.

5. Não permitiremos comentários anónimos, mas permitiremos comentários com pseudónimos.

6. Ignoramos os trolls*
*Troll: designa uma pessoa ou grupo cujo comportamento tende sistematicamente ofensivo ou que provoca, destrutivamente, as pessoas numa discussão. Os Trolls costumam deixar comentários provocadores ou difamatórios em blogs.

7. Incentivamos as plataformas de blogs para a imposição mais rigorosa dos seus Termos e Condições de utilização de serviço. Caso estejas a cumprir todas estas 7 sugestões, parabéns, és um bom blogger. Caso contrário, estás sempre a tempo de corrigir alguns pontos e ajudar a Blogosfera a manter-se fiel ao seu desígnio: um universo de conversas livres, francas e abertas.

Agora, digam-me, estou a cumprir ou não com os 7 mandamentos do blogger?

Doce quadro

28.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Olhei serena imagem e sonhei
Quando outrora então peguei
Ao colo os meus filhos um a um.
A ternura do sorriso com desvelo
Parece que me vi nesse novelo
Doce e meigo como não há nenhum.

Amor de mãe faz-se em sorriso
Como se fora anjo do paraíso
A olhar outro anjo mais mimoso.
O sonho desse filho abençoado
Sorri ao colo que lhe foi doado
No tempo que se faz tão amoroso.

Agora a saudade com que fico
Faz nascer os versos que dedico
Aos frutos da árvore de primavera
E quanto mais avança o pensamento
Mais doce e meigo é esse momento
E mais a saudade me dilacera.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ontem e hoje...

28.01.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Ontem, Angra do Heroísmo, estava pintada de cores frias e lindas. O pequeno sismo que a fez estremecer um pouco não lhe tirou a beleza contagiante e manteve-se serena.

Os sentires são diferentes: há quem sintiu o chão mexer-se num ir e vir rápido; há quem ouviu as peças de mobiliário mais frágil darem um estalido; há quem viu algum objecto mais leve mover-se e voltar a quedar-se no mesmo sítio.

Hoje, o céu enferrujou e bradou alto nuns berros que fizeram cair lágrimas fortes da chuva que é tão natural como a sede. Hoje há trovoada e sou eu que me quedo silenciosa com o receio menor. Antes o berro dos céus que o sentir da terra (ou nenhum dos dois).

Tenho medo... Acho que este foi o último berro para acalmar os meus medos.

Afinal a manhã até foi boa para mim.

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