04.08.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
Minha querida amiga,
Através desta cantiga
Venho agora te avisar:
Que logo pela matina
Em entrevista pequenina
Vou na Rádio estar.
Sidónio, do “lnter-Ilhas ”
Que por nós faz maravilhas
E p’la cultura regional,
Vai levar-me à estação
E durante a emissão
Me chamará por sinal.
Na “Érre_Dê_Pê”-Açores,
Que versa as nossas cores
Para luso e emigrante
E pelos nossos canteiros
De jograis aventureiros
Com origem no Infante.
Quis dar-te a novidade
Bem fresquinha de verdade
Ao cair cá da noitinha:
Põe-te junto do canal
Para ouvires o sinal
’Inda tu estás na caminha.
Rosa Silva ("Azoriana")
Em 2008/08/05
09:30 Hora local
http://195.245.168.16/EPG/radio/epg-dia.php?datai=&dia=05-08-2008&sem=e&canal=7&gen=&time=
04.08.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
Muito obrigada a D. Clarisse Barata Sanches, autora do blog "Cânticos da Beira - Poesia e Prosa ", pela sua gentileza para comigo. Já li as “Cartas para o Céu ” e vou a meio das “Quadras do Meu Outono ”, leitura que recomendo a quem gosta de poesia e bons pensamentos.
Depois destas leituras surgiu-me a inspiração que coloco abaixo.
Laços de Mãe Não lembro da minha mãe Com a saúde perfeita. Dela não faço desdém Porque de Amor foi feita. Se amar é querer bem, Disso sempre foi sujeita Pois uma mãe sempre tem O bem-querer à espreita. Gosto tanto de viver Mesmo que em fado triste; Pena maior é morrer... Sem saber se lá existe Ou se a vou encontrar Sem pranto no doce olhar. Rosa Silva (“Azoriana”)
Índice temático: Rosa e rimas do coração
04.08.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
Não me travem as loucuras Nem as peças turbulentas Porque das loucas ranhuras Preencho minhas sebentas. Sebentas que vão no ar À rédea solta então E me fazem mergulhar Cá dentro do coração. Não me travem os assentos Que raramente acerto, Nem me caçem os cinzentos Que deixo a descoberto. Descoberta intempestiva No fulgor da noite escura Que insiste em manter viva A cor de uma moldura. Moldura d'Azoriana Que se quer à rédea solta Canta a lira sem tirana E o que vê à sua volta. Canta versos amiúde Sem nexo ou perfeição: Enquanto houver saúde Tira dela o teu quinhão. Se te vês em escuridão Com moscas à tua volta Tens decerto algum senão Ou a chuva te escolta. Neste dia violento De sombras e nevoeiros Esbaforida p'lo vento Meus versos vão sorrateiros. Sorrateira é a vida Que não pode ser parada Quanto mais ela é comprida Melhor tem de ser levada. Deus quer nossa alegria, Com cantigas mui felizes Nossa passagem é esguia Traz o selo das raízes. Minha ilha é divertida, Canta e glosa sem parar, Por isso é mais querida E por cá gostam de estar. Há o mar que nos cativa, Há a terra que nos ama, Há uma flor sempre viva Que por um olhar reclama. Há um pé de amor-perfeito Que dança rente ao luar; E há festa sempre a eito Em frente a cada altar. No altar da Virgem pura Cantam-se as Avé-Marias Para nos dar a ternura Que preenche nossos dias. Canta, canta minha gente, Até que a hora se cale, Deixa a tristeza ausente Mesmo que a dor te embale. Chamem de louca então A cantiga predilecta, Devo tudo ao meu torrão Que tem por nome - Serreta! Rosa Silva ("Azoriana") Angra do Heroísmo 4 de Agosto de 2008
04.08.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
A ti, que escreves com alma O que nos fere a visão De contentamento são Bramindo a rica palma. A ti, que lavras de calma As valsas da solidão: O encanto é teu condão, Palavra tua viv’alma. Meus elogios, presentes Nos versos, qual afluentes, De um mar que nos ondeia. Mesmo a natureza morta Um brilho ao verso aporta E o soneto se ateia. Rosa Silva (“Azoriana”)
Índice temático: Rosa e rimas do coração
04.08.08 | Rosa Silva ("Azoriana")
Por Clarisse B. Sanches e Rosa Maria (Azoriana)
SOLIDÃO À LUZ DO FADO
R - Da solidão renasce a luz do fado
C - Na minha porque não quis renascer?
R - Porque a solidão não vem por querer
C - Mas sim pela má sorte a ter criado.
R - Má sorte?! Não a vejo do teu lado,
C - Disse-me alguém, talvez, por não saber.
R - Na dor é tão difícil perceber
C - Que só cada um sabe o seu estado.
R - Um estado que muda num só acto
C - E até poderá ser de imediato
R - Dando lugar ao fado da alegria.
C - Esse fado-canção, lindo também,
R - Por toda a formosura que advém,
C - Enternece de amor que a alma cria!