Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana).
Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1
Pus-me a rever o Atlântida Nessa terra prometida Onde a fama se agiganta; João Ângelo e Eliseu Poetas de S. Bartolomeu Homenagem nos levanta. As "Velhas" e as cantorias Fazem história na Terceira Quem sentisse tais maresias Na voz de uma cantadeira.
Sua memória não é fraca Não confunde e não ataca As cantigas de improviso; Nesta hora vos escrevo A cantar faço o relevo Ao que me chega ao juízo. Se fosse nessa plateia Seguia a voz do vento Se tivesse a casa cheia Testava o que agora tento.
Dois tercetos e uma quadra Com uma pausa s'enquadra P'ra chamar a atenção; É ali que vem a graça Que faz rir a populaça Em aplausos de explosão. Mas depois é que são elas Se a coisa dá para o torto São piadas amarelas E o verso fica morto.
A todos os emigrantes Que agora estão distantes Da sua terra natal: Mando abraços de emoção Canto ao vosso coração... Sóis um povo sem igual. A Terceira é a rainha De festas e desgarradas, Na Atlântida caminha Com essas lindas toadas.
Parabéns, «Atlântida»!
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Próximo sábado o Atlântida é na Praia da Vitória por volta das 15:30.
Estive a rever o programa que foi para o ar no dia 12 de Abril p.p. sobre "João Angelo e Jorge Arruda - o melhor da tradição açoriana".
Dedico estes versos a todos quanto produzem este programa e levam as nossas tradições até longe. Um agradecimento especial ao apresentador Sidónio Bettencourt por se dedicar de alma e coração a estas maravilhas.
Uma simples oferta ao poeta da rádio que hoje me entrevistou durante o programa "Inter-ilhas", com o meu sincero agradecimento extensivo ao Sr. Luís Bretão que é um entusiasta por cantorias e improvisos à nossa moda.
A Sidónio Bettencourt
Gosto de improvisar
O que a cabeça dita
Para a Rádio vou levar
Um pouco da rima escrita.
A Sidónio Bettencourt
Agora muito agradeço
Porque nossa gente curte
Sua graça com apreço.
Com voz bela e sonante
Acarinha os seus ouvintes
E leva ao emigrante
A tradição com requintes.
”Deserto de Todas as Chuvas”
Quero um dia conhecer
Decerto vou usar luvas
Pelo que ouvi dizer.
É poeta de talento
Na verdadeira essência
N’Atlântida tem acento
Toda a sua eloquência.
Inter-ilhas p’la matina
Num convite lisongeiro
Faz-se sentir pequenina
Perante o mundo inteiro.
Sobre o programa Atlântida
feito pelas Sanjoaninas em Angra do Heroísmo:
Ao lado da nossa Sé
N’Atlântida do adro
Dali não arredei pé
Mui atenta a cada quadro.
’Inda quis falar consigo
À roda dessas marés
Calada fiquei comigo
Para não haver revés.
Mas eis que verso na hora
Da honrada ocasião
Não o deixo ir embora
Sem lhe prestar gratidão.
Gratidão pelo momento
Pioneiro da minha vida;
Sidónio com seu talento
Não me deixa esquecida.
Dezanove de Dezembro
É o seu aniversário
Só não diz “Se bem me lembro”
Nem diz nada em contrário.
”Lá vão” meus versos de vento
Na chama do improviso
Da Serreta fui rebento
Em Angra sou improviso.