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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Entre o último de 2008 e o primeiro de 2009

31.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Os desejos

Lindo é teu coração,
Onde arte e dedicação
Fazem crer um lindo par;
Queira Deus que o Novo Ano
Adoce cada ser humano
No momento de partilhar.

Na nova fase da vida
Seja para sempre erguida
Uma bandeira de paz;
Que toda a humanidade
Seja feliz de verdade
No melhor que for capaz.

Agradeço o sentimento
Que acrescenta ao momento
Em fase de transição:
Avança a Quarta-feira,
Para entrar na Quinta-feira
A bonita edição.

FRI-LUSO sempre acompanha
Com alegria tamanha
Os novos dias mensais:
Este bom luso-jornal
Já faz parte integral
Das leituras mundiais.

Bom Ano!

Rosa Silva ("Azoriana")

Para a amiga Francisca, from Canadá...

31.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Cá chegou a rica prenda,
P'ra tua amiga da ilha,
Que te tem no coração:
Deu gosto a encomenda,
É mesmo uma maravilha
E vistosa é a gratidão.

Com beijinhos e abraços,
À amiga verdadeira,
Que me alegrou o sorriso:
E graças a estes espaços,
Vai agora da Terceira
Ramalhete de improviso.

Perante tal abundância,
Vou até ficar vaidosa,
Por me mirar ao espelho:
Nunca tive, desde a infância,
Dádiva tão amistosa,
Que torna novo o que é velho.

Querida amiga Francisca,
Fico à tua disposição,
Para o que souber fazer;
Vou descansar uma pisca
Pois foi grande a emoção:
Gostei de tudo podes crer.

XOXOXO

Feliz Ano 2009 deseja

Rosa Maria

Agradecimento a Felix Rodrigues, do blog "Desambientado"

30.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Não se perca a felicidade,
Ou os anseios de amizade,
No Novo Ano ansiados,
Mas sempre retardados,
Pela guerra que se faz,
Sob este manto de estrelas,
Sem se perceber que há nelas,
Um desejo de cheiro a paz.


Félix Rodrigues

E porque me deu a conhecer um belo poema
E o Ano da Astronomia,
Respondo-lhe assim:

Cada vez que ali vou
Abraçar os seus poemas,
Louvo o gosto que brotou
Ao cantar os novos temas.

Desta vez, e doutras mais,
É sortida a beleza,
Dos desafios globais
Que ao mundo dão riqueza.

Luz e cor, por noite e dia,
Firmamento de esperança;
2009 da Astronomia,
Em tudo o que a vista alcança.

É tão linda a natureza
Esculpida numa imagem,
Símbolo de paz e pureza
À qual junto a homenagem.

Rosa Silva ("Azoriana")

Elogio

30.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Ao «POEMA PARA O FIM DE ANO», de Euclides Cavaco.

Que bonita ovação
Faz ao nosso Ano Novo:
A sua composição
Toca o mundo e seu povo.

Nestas linhas, em fileira,
Mando-lhe um grande abraço,
Da amiga da Terceira
Que adora o seu espaço.

Sua rima altruísta,
Com o eco dos seus dons,
De quem tem golpe de vista
E critério nos tons.

Ano Novo, vida nova,
Para toda a humanidade;
O amigo com sua trova
Garante a felicidade.

Feliz Ano Novo para si, familiares e amigos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Este ano vou...

29.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

À beira da mudança

De porta semi-aberta
Está o Velho fim de ano;
A saudade se desperta
Já em cada ser humano.

Saudade, direis, de quê?!
Se está tudo na mesma,
Se ainda não se vê
A lebre passar de lesma?!

Em luta desenfreada,
Num rumo ao Deus dará,
Vi pouco ou quase nada...
Muita fome é o que há.

Por favor, vamos mudar,
A dose de cada um,
Ponham mais a trabalhar
A ver se ganham algum.

Tenho um desejo escondido...
Vem à tona poucas vezes,
Se pudesse ser vivido
Dava para doze meses.

Com amor, paz e alegria,
De Janeiro a Dezembro:
Se não fosse uma utopia
Era ideia que relembro.

O amor é como as rosas,
Exige muitos cuidados,
Têm as pétalas formosas
Espinhos por todos os lados.

A paz é um alvo lírio
Que adorna a cantoria,
Cada qual sofre o martírio
Se não o vê por um dia.

E a alegria constante
Não se colhe nem se vende,
Ela faz parte integrante
Do ser que a ela se rende.

Para as três se conseguir,
Há que fazer tentativas:
Novo Ano vem a seguir
Com poucas alternativas.

O Aleixo já cantava,
Com sua sabedoria,
E boa moral ele dava
A quem suas quadras seguia.

"Que o mundo está mal, dizemos,
E vai de mal a pior;
E, afinal, nada fazemos
Para que ele seja melhor".

Que se use o coração
Como leme desta vida,
E ao pobre dê-se a mão
Na sua justa medida.

E para mim a riqueza
Não é ter muito dinheiro,
É ter mais pão sobre a mesa
Por todo o ano inteiro.

E àquele que lhe sobeja,
Um tanto por cada dia,
Se der um pouco que seja
É fruto de mais valia.

O Pão melhor vem de Deus,
Na partilha abençoada;
Mas perante os olhos seus
Faz-se muito pouco ou nada.

E todo aquele que dá
Nem que seja um sorriso,
É como se visse cá
Alegre seu paraíso.

Um sorriso é alimento
Que cura qualquer tristeza,
Mas nunca será sustento
Para quem vive a pobreza.

Este ano vou... pedir,
A Jesus, Nosso Senhor,
Que faça por impedir
A pobreza do Amor.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dizem que é o primeiro...

29.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Concurso "Flor de Jasmim"

Minha quadra já entrou,
Na corrida ao sabão:
Nessa flor ela apostou
E no cheiro, porque não?!

Mas se não for favorita
Ou tiver algum defeito,
No meio de tanta dita
Surtirá algum efeito.

Porque a "Flor de Jasmim",
Tem um cheiro encantador,
Se um dia passar por mim
Dou-lhe verso trovador.

Por ora fico à espera,
De quem for participante;
Do Inverno à Primavera,
Nenhuma quadra é errante.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sincera nostalgia: Um homem também chora...

26.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sinto uma estranha nostalgia após todo o alvoroço natalício. Quedo-me em pensamentos que vão além do meu círculo de vida. Penso em pessoas que partiram e outras cuja partida já conta alguns anos. Ouço dizer: morreu fulana, morreu fulano. Neste tempo de nascer não devia morrer ninguém porque se sente muito mais profundamente. A morte é sempre sentida mas há uma sincera nostalgia que nos cerca neste tempo.

Dou comigo a pensar que "um homem também chora" quando sente a saudade da voz de uma mãe e o mesmo acontece com um filho que vê partir para sempre um pai e/ou mãe...

Não consigo escrever mais nada hoje...

Tenho saudades da voz da minha mãe e da presença do meu filho que não vejo há bastante tempo. Dói muito, muito...

Desejo um bom fim-de-semana a todos os que por aqui vierem.

Com o som da rádio envolvi-me na melodia da voz dos «Il Divo« e uma lágrima teimosa correu pelo meu rosto na solitude de uma tarde isolada.

À amiga Picarota

26.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

À amiga Salomé,
Desejo tudo de bom;
Foi mais um Natal de fé
Cujo Menino é o dom!

E junto com a família,
Tenhas saúde e amor,
E que passes cada dia
Com a bênção do Senhor!


Foi esta a quadra solta
Que "cantei" com mais carinho,
Oxalá ela seja envolta
Da amizade que acarinho.

Do Pico tenho saudades
E de toda a minha gente
Pelo toque das trindades
Sonho um dia estar presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um comentário de D. Clarisse é um novo artigo

26.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

(...)
Que acabe a pobreza,
E as linhas de amargura,
E à alma portuguesa
Voltem cravos de fartura.


De canticosdabeira a 23 de Dezembro de 2008

Minha boa Amiga Rosa Maria.

Venho por este meio agradecer-lhe o seu lindo comentário que teve a gentileza de postar aqui. Queria agradecer em verso, mas falta-me a inspiração. Não tenho andado bem disposta e a minha Internet ainda não está completamente boa. Só o blogue escapa... Hoje recebi um postal de uma amiga e grande poetisa e escritora, do Porto, Maria Ramajal Jorge, a quem eu havia enviado o nosso livro Desgarrada de Além-Mar. Ela disse assim:

Recebi o lindo livro Desgarrada de Alem-Mar e não posso deixar de felicitar as duas Autoras, pela originalidade da ideia que me parece seja única. Bonito à vista, agradável de ler, boas quadras e três belos sonetos a fechar o livro com a chave de ouro! Parabéns e abraços à Clarisse e à Rosa Silva dos Açores.

Como vê, apesar de não dar lucro, esta obrazinha dá-nos algumas alegrias. Ainda agora estive a falar ao telemóvel com um sr. Padre António de Ouca-Vagos, que me disse estar a gostar muito de ler o livrinho.

É uma linda recordação que fica para a Posteridade e jamais será esquecida.

Desejo- lhe e a toda a família um Natal Divino, com muita Paz, Amor e Saúde e que o novo ano seja mais avantajado de graças para todos, mas especialmente para os mais necessitados e que a crise seja debelada com equilíbrio para que não haja poderosos a enriquecer a desfavor dos muitos tristes e doentes que a Terra encerra. Que Deus ponha aqui as suas sagradas mãos, com uma ajuda substancial, tão precisa neste momento.

Ontem à noite liguei para si, mas não estava. Fica um destes dias.

Um grande e afectuoso abraço da sempre Amiga

Clarisse

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Cartas destas é sempre bom receber e fazem-nos sentir que a amizade vale a pena. Bem-haja amiga Clarisse por toda a sua generosidade e as palavras sempre atenciosas. Que no Novo Ano se realizem todas as suas boas intenções.

O Menino de Belém

26.12.08 | Rosa Silva ("Azoriana")

Cada vez que fazemos sorrir alguém
É como se tivessemos dentro de nós
O Menino de Belém.

Ele entrou, de novo, em nossos corações,
E colocou o brilho da estrela
Para atenuar as tristes emoções.

Cada vez que vires sorrir alguém
Retribui porque é a doçura que provém
Do Menino de Belém!

Quem me dera que a felicidade
Fosse espalhada pela humanidade
E ninguém ficasse privado
Do sorriso que afasta o mal
E nos traz a luz do bem
Do Menino de Belém.

O rosto desse Menino
Faz da madrugada um hino
Presente em cada ser
Que comunga o amanhecer.

Rosa Silva ("Azoriana")

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