Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

No dia 7 de Março

26.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
lava_de_sentimentos.jpg

Este convite é uma honra para mim. Vou fazer tudo por tudo para estar presente neste magnífico serão de lançamento do livro "Lava de Sentimentos", da autoria de Hélio Costa, o poeta das Danças e Bailinhos à moda da Ilha Terceira. Estou crente que este livro atingirá o coração de muita gente. Resta-me agradecer, publicamente, o simpático convite. Bem-haja!

Os post's por telemóvel e as Cinzas

25.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Começo por desabafar que a Quarta-feira de Cinzas faz-me alguma inquietação, que vem desde a infância, mas isso não interessa sequer colocar em artigo bloguístico porque era capaz de se acinzentavar. Deixo essa parte para os bastidores do meu pensamento que, hoje, insiste em me atormentar.

Os artigos dos dias anteriores foram postados através do telemóvel, recorrendo ao e-mail do SAPO e mediante o pagamento mensal de uma tarifa mínima (nem chega aos oito euros) que não permite grandes efeitos na edição. Após ter acesso, noutro local, ao computador é que consigo reeditar o mesmo e fazer-lhe os ajustes necessários (inclui colocar as "tags" e editar as "Opções").

O que não me conformo, nos dias de hoje, é eu não conseguir sequer um mísero computador, já que o portátil dizem não ser a melhor opção porque está mais sujeito a intempéries. Eu não concordo pois um portátil vai connosco para todo o lado e tendo a bateria carregada torna-se um bloco de notas ambulante... Mas o caderninho e um lápis serão os objectos a que terei de me sujeitar (mas não gosto de escrever) ou, então, o recurso ao telemóvel desde que eu tenha paciência para usar o teclado minúsculo que nem acompanha o meu pensamento e, certas vezes, lá se vai a inspiração ou cai a linha.

Isto tudo para vos revelar que o prazer está mesmo é no directo, i.é., digitar em directo no editor do blog. Mas a esse nunca mais tive acesso em condições porque dá sempre mensagem de erro, inclusive no telemóvel. Portanto, vou continuando a postar com a codificação html que já decorei. Sabem o que me faz fazer isto tudo? Pois eu digo-vos... É o facto de gostar tanto de blogar... Estou quase a completar o lustro (espaço de cinco anos)... Será muito? Valerá a pena o esforço? Acho que sim porque nem que seja por mim e por quem me visita, tudo vale a pena.

"Lembra-te mulher que és pó e que em pó te hás-de tornar"... Eu sei disso e talvez por isso é que tenho receio de tantas letrinhas serem devastadas pelas cinzas do equipamento. A verdade é que a vida é uma passagem e nada é nosso, tudo nos é emprestado. Mesmo assim gostava de ter uma cópia, em papel, intacta do meu blog... Quando chego a casa e fecho a porta de entrada é que me ocorre que não imprimi, ainda, o meu blog tal como ele é... Quase cinco anos de papel é muita coisa... Este o pensamento que me ocorre numa Quarta-feira de Cinzas em que, simbolicamente, tudo parece uma "máscara de vida". Por fora tudo é belo, majestoso, colorido, radiante, vistoso; por dentro, há um panorama que evoca o pensamento que se queda um tanto turbulento. O que me vale é olhar a terra tal como ela é, após ter usado a enxada para lhe tirar as ervas daninhas. Esse é outro dos gostos que eu tenho: sachar. Hoje não posso pensar nisso mas sim reflectir:

"A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos (que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semana de março. - Fonte: Wikipédia.

Adeus, adeus

24.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Adeus, oh lindo Carnaval
Rico de brilhantismo,
Para mim és especial
Carregas nosso heroísmo!

Despedida traz tristeza
Ao coração da nossa gente
Mas no rosto há beleza
Que se mostra sorridente.

Ó minha linda Terceira
De Danças e mais Bailhinhos
Vou amar-te a vida inteira
Dar-te rimas de carinhos.

Adeus até para o ano,
Minha pérola da poesia
Neste chão Açoriano
Plantado de cortesia.

Uma lágrima piedosa
Já se solta nesta hora
Para me fazer saudosa...
O Carnaval foi-se embora...

Parabéns a todos!
Foi um lindo Festival
Andou alegria a rodos
Nesta ilha em especial.

Rosa Silva ("Azoriana")

Na véspera do "Pó"

24.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

O Carnaval chega ao fim,
Há que fazer o balanço,
Mas eu tenho cá pra mim
Que não se terá descanso.

Já se pensa para o ano
Noutro montão de cantigas
Em que fulano e beltrano
Contarão outras espigas.

É que a crise mundial
Está ferrenha de tal jeito
Que se houver Carnaval
Vai ser só botar defeito.

"Lembra-te Homem que és Pó"
Mas não vives sem vintém,
Tudo está de meter dó...
Venha Cristo do Além!

Rosa Silva ("Azoriana")

Carnaval

24.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Por Bailinhos embalada,
Nesta ilha encantada,
Onde floresce a poesia.
A rima que me abraça
E que por mim esvoaça
É fruto dessa magia.

No rosto de uma canção
Há sempre a saudação
Com laços de amizade;
O povo a festa ordena,
A alma não é pequena...
E o verso nasce à vontade.

À tona vão as cantigas,
Lembrando quadras antigas
Que correm a ilha inteira;
Parece que um vulcão
Se apodera da canção
Que nos anda sempre à beira.

E se cantar assim é bom,
Mais feliz será o tom,
P'ra agradecer a Cristo,
Que fez o céu e a terra
E na pena nos descerra
A beleza de tudo isto!

Na senda do Carnaval,
Que por cá é desigual
De qualquer uma outra parte:
Com doçura e engenho,
Com brio e muito empenho
Vê-se brilhar pura arte.

A rima é do nosso povo,
Que cantando é sempre novo
E sorri com mais encanto;
Na volta da quadra certa
Deixa sempre a porta aberta
Ao Divino Espírito Santo.

É essa força e mestria
Que esta onda me guia
Com a rima em oração:
Assim agradeço a Cristo
Do meu amor não desisto,
É a luz do coração!

Rosa Silva ("Azoriana")

O Carnaval Terceirense

20.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")



É tão linda a nossa gente
A cantar e a dançar
A paixão está presente
Com o mote a pulular.

O valor da nossa Gente
Traz o timbre são na voz;
É um gosto que se sente
No coração de todos nós.

E vibra a diversão
De quem o faz e recria
E brilha o verso-canção,
Com o calor da poesia.

E Viva o Carnaval!
É riqueza terceirense;
Viva o grande Festival
Onde a alegria vence!

BOM CARNAVAL!

Rosa Silva ("Azoriana")

Eu cá gosto é do nosso Carnaval...

20.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu adoro o Carnaval Terceirense. É genuíno, pioneiro e é rara a pessoa que não se envolve nesta maré de Cultura, da mais requintada, cantada e celebrada por toda a ilha e que já atrai outras ilhas. Mas Carnaval de Danças e Bailinhos recheados de poesia, teatro popular e muita musicalidade é mesmo na Ilha Terceira. Desculpem as outras ilhas mas o nosso é diferente, sem dúvida. Cada ilha com seu uso e o nosso é único.

Fiquem com os versos que me despontaram ao ouvir a apresentação de extractos de alguns Bailinhos, através da reconhecida Rádio Horizonte Açores, que leva a peito esta grandiosa inundação de amor carnavalesco.

Alô Joanina da Califórnia, dedico-te estas:

É tão linda a nossa gente
A cantar e a dançar
A paixão está presente
Com o mote a pulular.

O valor da nossa Gente
Traz o timbre são na voz;
É um gosto que se sente
No coração de todos nós.

E vibra a diversão
De quem o faz e recria
E brilha o verso-canção,
Com o calor da poesia.

E Viva o Carnaval!
É riqueza terceirense;
Viva o grande Festival
Onde a alegria vence!

BOM CARNAVAL!

Rosa Silva ("Azoriana")

Há "Lições de Amor"

19.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

E vestidos de ternura
Estão todos os seus versos...
Vejo, além, tanta doçura
Nesses actos já dispersos.
São dispersos do actual
Viver da humanidade;
Deus abençoe afinal
Toda a nossa sociedade.

Os avós, pais e irmãos,
Sejam fonte de lembrança,
Dêem todos suas mãos
Se na vida têm esperança;
A labuta em que se vive,
Não dá para muito mais,
Há ainda quem sobrevive
Em doses desiguais.

Haja a oportunidade,
De zelar pelos velhinhos,
Que na sua tenra idade
Tiveram melhores carinhos.
Há que dar-lhes atenção,
Pese embora a precaridade,
E a falta de vocação
Em seguir com a caridade.

Eu não estou a criticar,
Porque também o mereço;
Eu também não vou ficar
Eu também desapareço;
E meus filhos seguirão,
Com alguma inquietude,
Pois também não manterão
Sempre ares de juventude.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pág. 1/3