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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

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Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

Há "Lições de Amor"

19.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

E vestidos de ternura
Estão todos os seus versos...
Vejo, além, tanta doçura
Nesses actos já dispersos.
São dispersos do actual
Viver da humanidade;
Deus abençoe afinal
Toda a nossa sociedade.

Os avós, pais e irmãos,
Sejam fonte de lembrança,
Dêem todos suas mãos
Se na vida têm esperança;
A labuta em que se vive,
Não dá para muito mais,
Há ainda quem sobrevive
Em doses desiguais.

Haja a oportunidade,
De zelar pelos velhinhos,
Que na sua tenra idade
Tiveram melhores carinhos.
Há que dar-lhes atenção,
Pese embora a precaridade,
E a falta de vocação
Em seguir com a caridade.

Eu não estou a criticar,
Porque também o mereço;
Eu também não vou ficar
Eu também desapareço;
E meus filhos seguirão,
Com alguma inquietude,
Pois também não manterão
Sempre ares de juventude.

Rosa Silva ("Azoriana")

Neblinas

19.02.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Com um nó na garganta

Manhã sombria. Pensamentos à solta. Preocupação. Vontade de chorar. O silêncio é poderoso e, hoje, tinge por completo. Há notícias que se fossem de pessoa VIP dariam toneladas de texto... Mas há quem não mereça sequer um quilo de texto. Aceita-se o que é justo mas discorda-se do que o ser humano tem de passar para alcançar o tal "reino eterno". Porquê uns passam tanto e outros tão pouco?! Porque não há equilíbrio na balança da humanidade? Ou será que há e muitas das vezes nós é que não sabemos. Há tanta gente a sofrer na pele o resultado de anos e anos de "mau" viver, ou melhor, as consequências de uma vida sem grandes oportunidades. Porquê tanta desigualdade? Enquanto que uns passeiam no oásis da vida, outros padecem amarrados ao seu fraco estado... Ainda bem que há quem vai socorrendo nem que seja nas instituições públicas. Mas aos velhinhos, Senhor, porque lhes dás tanta dor?! E às crianças porque lhes tiras a companhia de uma mãe? E porque padecem tantas mães deixando filhos sós?

Com um nó na garganta me sinto e permaneço...

Rosa Silva ("Azoriana")