27.07.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
Peço perdão p'la
ausência Duma féria duração E também a paciência Foge e
leva-me pela mão. Aos poucos vou retomando A escrita que me
alisa E coloca vez em quando Na onda que em mim
desliza. Uma onda repentista Que me ronda as ideias E
também por ser bloguista Ando em paredes meias Com o que vejo no
ar E me inspira tão somente O sonho de elogiar O amigo, poeta
crente. Perante "Sonhos " dos seus, Versos com
categoria, Alerta para que os meus Tenham uma grande
alegria. E desejo que amiúde Deus lhe dê felicidade E junto
da paz e saúde Sonhos sejam realidade. Não sei que me deu
agora P'ra seguir nesta cantiga Há muito que me devora Este
dom que me fustiga. Sonho que estou a cantar Ao lado do meu
amigo Um poeta a brilhar E sorrindo ao que lhe
digo. Abraço Rosa Maria Silva ("Azoriana")
27.07.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
2009.Julho.27 Amanheceu. Pé ante pé
lá vou eu. A cabeça não quer mas a mente empurra-a e tem de ser.
Tem de seguir-se o ritual do novo dia. Na lembrança ficam os
momentos da véspera. Uma festa na harmonia do ambiente verde tocado
pelo azul e pelas gentes. O Sol pisca-me com seus raios e
aquece-me. Tinha frio. Já me habituei a este meu frio. Vou aquecendo
devagar. O dia desponta recortando horizontes de luz e cor. A ilha
está calma e bela. A paisagem transparece radiosa com o Monte
Brasil refastelado na ponta da terra. O mar parece uma estrada de
água pura parada. À minha ideia chegam os meus pais, a
minha avó, o meu passado . É a saudade do que já não consigo ser...
Jovem! Estou precisamente na véspera do dia que se comemorariam os
quarenta e nove anos (para o ano seriam as Bodas de Ouro) que meus
pais uniram suas vidas (28.Julho.1960) e, que agora, estão unidas fora
do mundo dos vivos. Quedo-me na solidão deste pensamento e deixo-me
ficar queda. Quão feliz fui naquele dia (28.Julho.1985) e hoje,
véspera do dia, sou feliz noutra via, quem diria?! Não faço a minha
comemoração mas pensarei na deles. Sofreram demasiado e não deu tempo
de festejar uma data inigualável. Eu também não. Já tive pena, agora
não. As festas só valem quando o coração as acompanha. Ontem meu
coração acompanhou a festa (26.Julho.2009) que se fez na Mata da Serreta . Sinto que eles adoraram tal como eu. A Casa do Romeiro estava requalificada para nos receber e a festa aconteceu tal como eu a imaginei. A entrada em cores arrojadas. As bandeiras formavam o ponto de honra no interior. O cheiro a novo presenteava-nos com uma linda mesa e uma lareira bordando a parede coroada por um tecto trabalhado a rigor. No lado esquerdo da grande sala o projectar de slides regionais. Seguiam-se os compartimentos de lembranças de outrora: a cozinha à moda antiga tradicional com pormenores (forno a lenha e grelhador coberto) que nos fazem vir à tona momentos que jamais voltarão mas que podem ser relembrados. A casa de banho que é a novidade e um exterior de frescura, trajado pelas árvores que se mantém de pé, rodeando um recinto aprimorado e renovado pelas acções de beneficiação levadas a cabo pelo Governo Regional - Secretaria da Agricultura e Florestas - Direcção Regional dos Recursos Florestais - Serviço Florestal da Ilha Terceira . Acredito piamente que a alma dos que cá já não estão e que gostavam da Casa do Romeiro está feliz, na outra dimensão. Talvez se tenha feito a vontade do meu primo Daniel que queria tanto aquela Casa restaurada para os Franciscanos de agora. Servirá para estes e para toda a população que ali queira passar momentos da recordatória serretense. Pode-se dizer com toda a pompa que a Mata da Serreta, composta por uma zona de piquenique, uma casa de abrigo, um parque infantil, instalações sanitárias, um Chafariz (em pedra trabalhada, transladado para o local proveniente da freguesia do Posto Santo) e a Casa do Romeiro , é uma das Reservas Florestais de Recreio da Ilha Terceira que maior alegria me dá. As outras são: A Lagoa das Patas, o Viveiro da Falca e o Monte Brasil, no concelho de Angra do
Heroísmo.
27.07.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
À neta Maria Na
relva a brincar Vi uma estrelinha Deixei-me ficar Porque ela
é rainha. Tinha muito encanto Com aves em torno O sossego
é tanto E o campo é morno. Maria brincava Perto da
Lagoa Sua avó estava Ali em pessoa. Ela é tão
parecida Com sua avó Chica É boneca tecida E que bem lhe
fica. Rosa Silva ("Azoriana")