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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

«Sorte da Canastra», na mira de André Pimentel

30.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Uma imagem vale ouro

Quando captada com gosto:

Fica muito bem o touro

Quando nos alegra o rosto.

 

Vi n"Os Bravos" do André,

Em Novembro dois mil e nove,

A Canastra, sempre em pé,

Que em Setembro o touro move.

 

É bonita a brincadeira

Que remonta ao passado:

São os Bravos da Terceira

Em folguedo no Cerrado.

 

Sorte da Canastra é

Verdadeira atracção

E num valente "Olé"

Que faz rir a população.

 

Parabéns pela imagem

No "Cerrado" da Serreta,

Ao André faço homenagem

Por esta sua faceta.

 

Têm imagens de valor,

Preza a fotografia,

Instantâneos com rigor

Louvando a Tauromaquia.

 

Rosa Silva ("Azoriana)

 

Nota: Muito obrigada pelo comentário deixado no meu blog e por esta linda foto da "minha"/nossa Serreta. Brevemente colocarei os comentários à vista mas no momento não me é possível, por questões técnicas.

 

Na minha opinião acho que devias editar um livro e/ou cd porque tens bom material.

 

In http://osbravos-andrepimentel.blogspot.com/2009/11/pico-da-sereta-140909-sor te-da-canastra.html

Ao amigo Tripeiro

28.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
Bom dia, caro amigo,
Dei pela tua presença
Que comentaste o artigo
E a soltura está suspensa.

Esta coisa de blogar
Torna-se uma inquietação
Nem te posso comentar
Nem aceder à edição.

Em casa estou barrada
E noutro local também
Sem a net instalada
Só edito com vintém.

Mensagem por telélé
E por e-mail enviada
Espero e tenho fé
Que no blog seja içada.

Tenho gosto nas visitas
E no que vais escrevendo
E certamente acreditas
Que o vintém está tremendo.

Oxalá o Pai Natal
Libertasse a internet
Grátis de acesso geral
Porque esta via promete.

Um abraço querido amigo
Tripeiro com bom sorriso
Te dedico este artigo
Com a rima de improviso.

Rosa Maria

Blog da Grilinha fez 6 anos - 24/11/2009

26.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns, grande bloguista!

Viva, viva a irmã Grilinha
Com seu blog em festejo
Como gostas de cozinha
Vamos a bolos e queijo.

"Grilinha" é blog antigo
Da amiguinha Fernanda
Que reúne o povo amigo
Ao redor da sua banda.

Todos cantam Parabéns!
Sorriem à tua beira
De longe também os tens
Da bloguista da Terceira.

Como ando atarefada,
Com a minha casa cheia,
O SAPO logo de entrada
É que me abriu a ideia.

O atraso é pequenino
O tempo é que é maior:
Vem aí o Deus Menino
P'ra festejar seu Amor.

Agora para findar
Esta hora de festejo
São seis anos a blogar
Tudo de bom te desejo.

Abraços

Rosa Silva ("Azoriana")
http://grilinha.blogs.sapo.pt/128764.html

2 textos da TSF e a minha nota e outras notas...

25.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
a) Laboratório aconselha suspensão da vacina no Canadá
2009-11-25
Hoje às 15:06


O laboratório GlaxoSmithKline, que produz a vacina contra a gripe A,
aconselha a suspender a vacinação no Canadá. O aviso surge depois de se
terem registado vários casos de alergia à vacina naquele país.
O laboratório GlaxoSmithKline decidiu aconselhar a suspensão da vacinação no Canadá, depois de terem sido registados vários casos de alergias naquele
país, desde problemas de pele a problemas respiratórios e cardíacos.
No Canadá já foram suspensas cerca de 170 mil doses da vacina contra a gripe A que é também usada em Portugal.
O laboratório garantiu que o lote que causou reacções alérgicas não chegou à Europa.


Fonte:
 

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1430311

b) Alergias graves à vacina contra gripe A registadas no Canadá
2009-11-24
Ontem às 11:09


A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, esta quarta-feira, que foram registadas alergias graves em pessoas que tomaram a vacina contra a gripe A no Canadá.
Um número pouco habitual de reacções alérgicas «graves» à vacina contra o vírus H1N1 foram registadas recentemente no Canadá.
O lote em causa pertence ao grupo farmacêutico GlaxoSimthKline, a mesma marca que é utilizada em Portugal, foi retirado, anunciou esta quarta-feira a OMS.
Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Intern

Nota: Precisamente nesta quarta-feira foi ministrada a dita cuja vacina do dito cujo lote na minha pessoa por estar integrada num dos grupos de risco.
Será caso para alarme?
Entretanto ouvi dizer que a Agência Europeia do Medicamento já divulgou nota sobre não haver causas/efeitos.
Não me apetece é ler mais nada sobre o assunto...acional/Interior.aspx?content_id=1428961

Já voa pelo mundo o cartaz das "Sanjoaninas 2010"

24.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
"Angra Jóia do Mundo"

Pedra preciosa
Alma voadora
Ametista glosa
Lilás sedutora.
Venham todos ver
Terra, Mar e Céu,
E o bem-querer
Deste povo ilhéu.

És Jóia encantada
Que te fica bem
Angra engalanada
Do melhor que tem.
Angra "Borboleta"
De cores garridas
Bela silhueta
Pedras coloridas.

Saltando a fogueira
Nosso São João
Faz a ilha inteira
Dar-lhe sua mão.
É um mar de gente
De dentro e de fora
Que vê sorridente
A Jóia que adora.

Angra de mil cores
Formosa e festiva,
Sofreste horrores
Agora estás viva;
Canta povo angrense
Ao teu São João
Jóia Terceirense
De alma e coração!

Voa minha flor,
Voa meu amor
Jóia e balão
Do meu São João!

Rosa Silva ("Azoriana")

Uns versos feitos ao correr da tecla após ver o cartaz da autoria de Bruno Fontes (
http://www.cm-ah.pt/showNT.php?Id=62) e ler o que está exposto em http://festas2010.sanjoaninas.com

A Liduino Borba, de São Mateus da Calheta

23.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
Bom dia, caro artista,
De obras de categoria
E também louvores conquista
Na popular Cantoria.

Da "História de São Mateus",
Ainda só vi uma parte,
Mas julgo que até Deus
Se orgulha da sua arte.

Minúcia, trabalho e amor
A tudo aquilo que produz,
Faz de si o historiador,
Escritor, poeta que reluz.

Não quero ser mentirosa,
A verdade quer-se dita:
A pena aqui, desta Rosa,
É não ser por si escrita.

Olhando sua experiência
Em contar o que o rodeia,
Elogio a paciência
E a ventura que o recheia.

Quem verseja desde novo,
Tem amor pelos versos seus,
E tem a estima do Povo
Cujo berço é São Mateus.

Eu versejo o que me canta
Cá dentro do pensamento:
A Serreta e cousa tanta
Sob a balada do vento.

São macias as baladas,
E os versos do coração!
(Minhas rimas, encalhadas
À espera de edição).

Que alegria deve ter
O autor das flores da vida,
Em folhas que vamos ler
Antes da última partida.

Tão feliz, fiquei então,
Com o comentário seu;
Fui falar-lhe à "2ª Mão"
Mas troca de hora se deu.

Depois fui eu que falhei
Ao contacto p'la tecnologia,
Perdoe se não lhe dei
Resposta no mesmo dia.

Lhe respondo nesta hora,
Ficando à disposição;
São Mateus e a Mãe Senhora
Lhe dêem sempre inspiração.

Faço aqui uma homenagem
A Liduino Borba, escritor,
Continue sua viagem,
Na vagas de Historiador.

E à melodia do mar,
Junto as vozes do mundo
E a minha, que sem parar,
O elogia bem de fundo.

Rosa Silva ("Azoriana")

Veja-se, por favor:
http://www.liduinoborba.com/liduino

Pico é lindo...

20.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

... E negro de mistérios, traz-nos a nostalgia, a saudade e o querer voltar a vê-lo um dia. Altaneiro e vistoso, com seu manto todo branco, como que comandar as outras ilhas irmãs que, à distância, lhe acenam sorrindo por entre dias claros ou nublados. Nem lembro bem, há quanto tempo não vou mas é como se estivesse lá. Fecho os olhos e avisto, sentada na ponta do muro da casa do meu tio Amaro, aquela conchinha beijada pelo mar e pelo cantar forte ou suave das ondas que jamais nos deixam sós. Regalam os dias e embalam as noites...

Naquele cais pequenino mas grande de histórias dos maiores construtores de barcos e traineiras que, infelizmente, nunca vi serem levadas pela primeira vez ao mar numa inauguração feliz e entusiasta. Muito andei para lá e para cá, no Santo Amaro, no Terra-Alta, no Espírito Santo e outros. Tudo se acaba: são as gentes e as coisas... É uma pena mas nada por cá fica a não ser a doce recordação e os descendentes que vão honrando a memória do passado.

Quando eu era pequenina, digo pequenina e sempre avultada de corpinho, e mais tarde, na adolescência, a minha maior alegria era quando diziam cá em casa: - Vamos ao Pico! Nessa altura crescia em mim uma alegria que era difícil de explicar mas fácil de adivinhar olhando o meu rosto eufórico. Toca de fazer as malas, ir para o Porto das Pipas, dizer "adeus" ao Monte Brasil e ala em frente directos para o ilhéu do Topo, deslumbrante na passagem, e até ao porto da Calheta olhando aquelas calmas Fajãs e o escasso casario que mais parecia um presépio acolhedor, até aportarmos um bocado nas Velas. Como a ânsia era tal em chegar ao Cais de São Roque, achava sempre uma demora eterna as paragens e a viagem, muitas vezes com alguns sobressaltos: era só mar dum lado e do outro como que a querer engolir a minha felicidade que tardava em saltar para o cais.

Finalmente, avistava-se a ilha e o seu Pico majestoso e o coração batia tão forte que quase era uma ajuda para avançar mais depressa. A loucura total era o passar do barco para terra. Pensava para mim: "finalmente cheguei, só falta um bocadinho agora"! Às vezes tinha alguém que nos reconhecia mas a surpresa era sempre o nosso anúncio de chegada quando o carro estacionava junto da primeira porta do amor: a casa da Tia Vieira! Gritos de alegria, abraços tão apertados que uniam os corações que há muito não se estreitavam tanto...

E depois? Depois era um nunca mais parar, era largar-me por aqueles caminhos e atalhos a procurar todos os rostos de família... Num instante se colocavam as notícias (de cá e de lá) em dia entre sorrisos e lágrimas sãs...

Uns anos mais tarde, quando já a morte levara os mais velhinhos e doentes, eu fazia sempre uma visita ao cemitério para abraçar o silêncio dos entes falecidos e só depois ia ver o Santo Amaro, que ficava mesmo ali ao lado no seu altar salgado pelas ondas que ficam a espreitar as manhãs e noites picoenses e jorgenses, mesmo ao lado. Aquelas luzinhas do casario nocturno jorgense parecem velas a iluminar o Santo que saúda de cá o grande cavaleiro São Jorge, esguio, espraiando-se pelo mar em cânticos de júbilo e companhia melodiosa.

Quando era para voltar para a Terceira começava uma lágrima teimosa a querer saltar para se ir juntar ao mar que também se exaltava com o nosso regresso. Cheguei a ver da janela da casa da minha querida tia Margarida, a que dizem que eu sou mais parecida com ela, o mar a galgar o muro e vir lavar o caminho. Contavam-me que certos dias de tempestade, ele entrava pela porta da frente e saía pela que encontrasse mais próxima, que na verdade era a cozinha onde o cheiro a torresmos, salsichas, linguiça e inhames me fazia sair de cada refeição com o paladar regalado e agradecido. De certeza vinha de lá sempre com mais uns quilinhos... Ai que ricos doces de fruta, que queijos deliciosos, o bolo-tijolo, as vésperas, a angelica, o espirituoso vinho, uvas, figos e o manjar de deuses que sempre nos preparavam em cada convite, à vez e sempre numa casa diferente. Voltar para a Terceira era uma tormenta, um choro de abraços, lágrimas compridas que não estancavam mais... Quando já não via a minha "conchinha de amor", porque o barco já se ia afastando do cais da Ilha Maior, o meu coração perdia-se em tristeza e amargura... Pensava "deixei-me ficar em Santo Amaro..." mas tal nunca foi possível.

A vida continua e a minha residência estava fixa na ilha que me vira nascer, naquele quarto perto dos ares da Serra de Santa Bárbara, na pequenina freguesia da Serreta, com a janela voltada para o alto-mar que abarca o trio das ilhas que já visitei, felizmente: Graciosa, São Jorge e o Pico (até dizem que quando se vê surgir claramente a pontinha acima de São Jorge é sinal de que chove dali a três dias).

Queria tanto voltar aquela metade do meu coração mas há sempre algo que me impede. A vida modificou-se de tal forma que raramente há lugar a viagens de encontro à saudade. O dia que eu conseguir lá voltar, sei que muitos já nem saberão quem eu sou, apenas os de mais idade e os familiares vivos. Tantos que já se foram e tantos que ainda me esperam sempre com o grito de amor à chegada.

Querida amiga nova, Margarida, que Deus a proteja nessas Américas junto de sua família, que seja sempre muito feliz e, tal como eu, sinta o pulsar da Montanha no seu coração de ilhoa.

Nunca gostei das partidas... gosto sempre mais das chegadas porque nos tiram as lágrimas tristes e dão-nos as alegres.

Até outro dia que a prosa se solte ou a rima favorita.

Abraços da Rosa Maria

Heróica Pesca do Bacalhau

19.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")

Bacalhau passa em revista
Contada e bem cantada
Por Amália, grã fadista,
Torna-se muito honrada.

Debaixo de esforço humano,
Trabalho e tanta saudade,
Em grande parte do ano
Sós no mar da imensidade.

Lembrando das suas gentes
Rendidos à sua missão,
Com lágrimas pendentes,
Mas para a frente é que vão.

Pescando o pão do mar,
Esse nobre e honrado povo;
Que as mulheres viam regressar
Com choro e um riso novo.

Oh, valente marinheiro,
Marujo de honradez,
Num mar nem sempre fagueiro
És heróico português
Meio ano dás-te inteiro
Trazendo de cada vez
O bacalhau verdadeiro.

Rosa Silva ("Azoriana")

A leitura faz-nos bem...

17.11.09 | Rosa Silva ("Azoriana")
Desabafos pontuais.

Cansei-me da luz da tarde,
Do dia e da manhã,
E daquele fogo que arde
À boquinha da sertã.

É que a vida, meus senhores,
É uma luta até à morte
A pacatez dos Açores
Já não é mais o seu forte.

Que saudade da verdura
Que pingava matinal
Com a água da doçura
De um véu celestial.

Hoje tudo é martírio
E o mal torto e a direito
E raramente um lírio
Povoa o último leito.

A paixão que me domina
Talvez nunca vá morrer
Faz parte da minha sina
Ver nas rimas o prazer.

Li as "Crónicas Terceirenses" (1)
Do ilustre Victor Rui Dores,
Recorda os seus pertences
E dá-lhe melhores valores.

De que serve bater no peito
Persignar, rezar, orar,
Se raramente é perfeito
O que se faz sem pensar?!

Deus está em toda a gente,
No campo e na cidade,
E no coração ardente
Dos Homens de boa vontade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: (1) Tribuna Portuguesa 11/15/09 in
http://tribuna.npgproductions.com/news-26.html - página 5 - Crónicas
Terceirenses - "Recordação da túnica vermelha". Victor Rui Dores

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