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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Obrigada, Kathie Baker, Dr. Chamberlain and blogue "Comunidades"

31.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

"'TRINTA ANOS DEPOIS', as rimas de Rosa Maria Silva (English translations by Katharine F. Baker and Dr. Bobby J. Chamberlain)" é publicado hoje no blogue da Direcção das Comunidades:

http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/comunidades/index.php?k=TRINTA-ANOS-DEPOIS-as-rimas-de-Rosa-Maria-Silva-English-translations-by-Katharine-F-Baker-and-Dr-Bobby-J-Chamberlain.rtp&post=20239

 

 

Não tenho palavras para agradecer tamanha gentileza que tiveram para comigo. Agradeço reconhecidamente à amiga Katharine F. Baker e ao Dr. Bobby J. Chamberlain, bem como à Dra. Lélia Pereira S. Nunes, do blogue "Comunidades".

 

Foi graças ao convite de Tibério Dinis, do blog "In Concreto", que esse artigo nasceu. Veja...

Desafiando o Desafio

30.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

Da cantoria sou fã
Na Terceira tem raiz
Com a doçura da manhã
Nosso cantar é feliz.

Dois José's ao desafio
Da Terceira e São Miguel
Quase que me contagio
Pra me ver nesse papel.

Duas ilhas, pura rima,
De cantares cordiais,
Onde salta ao de cima
Que não se querem rivais.

Peço agora humildemente
Que me cantem algo mais
Quero ficar muito contente
Com vossos versos jograis.

Se convosco fosse cantar
Perante plateia amiga
De certeza iria dar
Com gosto uma cantiga.

Cantiga de mais carinho
E feita de coração
Com um cálice de vinho
Faria a uma saudação.

O que escrevo de improviso
Acompanha a melodia
E vou aquecendo o juízo
Com a vossa cantoria.


Um abraço na despedida

Quero deixar aqui no ar

Quem me dera 'inda em vida

Convosco, um dia, cantar.

Rosa Silva ("Azoriana")

http://www.youtube.com/watch?v=yYc3lPorHUM

A amizade tem um nome: A. F. Costa

29.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

A vinte e três de Janeiro
Do ano dois mil e dez
Tive um gosto verdadeiro
Que conto agora a vocês.

 

Uma oferta excepcional
Para me fazer sorrir
Duma amiga especial
Que se foi mas torna a vir.

 

Meu blog posso editar,

À noite e dias feriados,
No SAPO já posso estar
Com artigos alinhados.

 

É grande a felicidade

Com internet ligada

Fruto da boa amizade

Que me quis ver animada.

 

Até quando eu não sei

Vou conseguir a ligação;

Palavras não encontrei

Para tanta gratidão.

 

Os meus versos aprecia

E conhece o meu dom

Na ilha alva maresia
Subiu neste meu tom.

 

Obrigada! Deus te proteja
E te livre dessas dores

Tudo o que minha almeja

É voltares aos Açores.

 

A tua ilha materna

Te espera com um sorriso

E também "vais ter à perna"

Cantigas de improviso.

 

2010-01-23, sábado

Rosa Silva ("Azoriana")

Palco do coração

28.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

DSC00015.JPG

Amizade semeia vida

É flor sempre em botão;

É uma frase erguida

No palco do coração.

 

Dia de Amigas é usual

Costume maravilhoso

Antecede o Carnaval

Que pra nós é glorioso.

 

A vida não tem sentido

Se não houver amizade:

O meu verso é tingido

Com abraços de verdade.

 

Para ti que és amigo

Ou amiga da simpatia

Deixa que este artigo

Seja prenda de alegria.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia de Amigas

28.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje canto em surdina
No meu canto especial
Lembro-me da Angelina
Cantadeira sem igual.

Digam lá o que disserem
Nos Açores e mais além
Façam tudo por lembrarem
Quem cantava tanto bem.

Este blog, amigos meus,
É uma dádiva ilhoa
Que eleva São Mateus
Berço da nobre pessoa:
Turlu com versos seus
Provou que era mulher boa.

Vinte e oito de Janeiro,
Registado em diário
Com um toque verdadeiro
Enfeita o calendário
Com um verso lisongeiro
Num abraço planetário.

Rosa Silva ("Azoriana")

Memorando ao Charrua

27.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

O Charrua (José de Sousa Brasil) e a Turlu (Maria Angelina de Sousa) casaram a 8 de dezembro de 1973, ele com 63 anos e ela com 66 anos de idade. Ambos faleceram num dia 5 e mesmo dia da semana (segunda-feira), com distância de 4 anos, embora a idade deles, por morte, fosse de dois anos apenas; isto porque ela sendo mais velha morreu primeiro: Turlu faleceu com 79 anos (5 de janeiro de 1987) e Charrua com 81 anos (5 de agosto de 1991). Ela ficou sepultada em Toronto, no Canadá e ele na freguesia das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, Açores.

 

A 24 de junho de 2010 será o centenário do nascimento de Charrua. Em 5 de novembro de 2007 foi o centenário do nascimento da Turlu. Dois anos e meio de diferença.

 

Charrua nasceu na Ribeira do Mouro, das 5 Ribeiras, a 10 km de Angra do Heroísmo (10 a dividir por 2 dá 5).

 

Turlu nasceu a 5 km de Angra do Heroísmo, na Canada da Francesa, em S. Mateus da Calheta, a 5 de novembro de 1907 e faleceu a 5 de janeiro de 1987. Anote-se bem: se colocarmos um 8 (oito) no lugar do 0 (zero) do ano de nascimento da Turlu dá o ano da morte: 1907 tira 0 coloca 8 dá 1987. Portanto, o 8 é também o mês de agosto quando faleceu o Charrua. Pode-se, então, afirmar que foram almas gémeas que vieram ao mundo para serem nomeados os poetas populares açorianos, sobejamente conhecidos e homenageados. O 8 volta a aparecer no DIA do casamento deles, em dezembro de 1973. Estava-se a quatro meses do 25 de abril de 1974.

 

O número 5 é, sem dúvida, um marco histórico para este dois cantadores ao desafio e amantes do improviso. Após ler, mais que uma vez, o livro de Mário Pereira da Costa, sobrinho da Turlu por ter casado com a sobrinha Lúcia Sousa, é que me dediquei a estes detalhes à laia de memorando.

 

No fundo, todos temos um número que nos marca... O meu é o 4, tanto para o bem como para o mal. Eis o que vos lego e podeis divulgar:

 

Memorando ao José de Sousa Brasil (Charrua)

 

Nas 5 Ribeiras nasceu / (24-06-1910, sexta-feira. Centenário do nascimento em 2010, quinta-feira)

A 5 de agosto partiu; / (05-08-1991, segunda-feira, com 81 anos)

A 5 de janeiro morreu / (05-01-1987, segunda-feira, com 79 anos)

Turlu que a 5 do onze surgiu. / (05-11-1907, terça-feira. Centenário do nascimento em 2007, segunda-feira)

 

A 13 estreia cantando / (13-01-1927, quinta-feira, com 16 anos - Charrua)

A 5 de março vida militar / (05-03-1931, quinta-feira, fazia 21 anos em Junho)

Com gosto improvisando

Com a Turlu foi cantar. / (1931 - Em S. João de Deus - Santa Luzia - Angra do Heroísmo)

 

Sina de "amor impossível"

Era a Ribeira do Mouro

O dele foi compatível

Com um brilhante tesouro.

 

Foi a Turlu sua "Aurora",

E ele seu "Sol Nascente"

Cantando cá e lá fora

O que vinha num repente.

 

Após sua viuvez

Charrua, por fim, casou;

Dezembro foi sempre o mês

Que ao amor se entregou.

 

Com a Turlu, cantadeira,

Paixão duns cinquenta anos,

Veio casar à Terceira / (08-12-1973, sábado, com 63 anos - Angelina com 66 anos)

Com S. Mateus nos seus planos. / (Na paróquia de S. Mateus da Calheta - Angra do Heroísmo)

 

Treze anos de casados

Unidos pela Poesia,

Eternamente guardados

Nos Anais da Cantoria.

 

Que seja no tempo certo

Lembrado por nossa gente

Que ouviu cantar de perto

Seus versos de Sol Nascente.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Turlu

 

Aos 5 anos, órfã de pai;

5 De março canta na América;

A 5 de fevereiro cai

A mãe, que lhe era rica.

 

Tomava conta do filho
E do marido na ilha;

Faleceu, ficou sem brilho

E causa mais dor à filha.

 

Francisco Borges, o marido,

Henrique, o filho amado,

Da terra tinham partido...

Fica ela só deste lado.

 

5 foi bom e fatal

Para a Turlu cantadeira
Que se tornou imortal

Pela rima pioneira.

 

Dia 5 para nascer,

Dia 5 para encantar,

Dia 5 para morrer

E no Canadá ficar.

 

Charrua foi seu amor

Alma gémea da cantoria;

Dia 5 segue o Cantador

Para o lado de Maria.

 

Cantam junto lá no Céu,

Com Anjos em harmonia,

Enquanto o povo ilhéu

Os aplaude em sintonia.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Memorando ao Charrua

 

Um vazio enorme

27.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

Enquanto Janeiro ficar
No ar,
Paira-me na mente
Insistente
Um vazio enorme.

Não mais te verei,
Não mais me sorrirás,
Não mais saberei
Porque já não estás.
Foste cedo embora
[Já não me visitas
Tanto tempo fora
Nunca mais me fitas...]

Dou por mim pensando
No teu riso brando
Que bem me fazia
Agora partiste
Deixaste-me triste
Muito mais vazia.

V
A
N
I
A

O mundo é pequeno (o resumo de um Dia de Amigos)

22.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

JoseSantos,Mar.jpg

http://www.adiaspora.com/_port/musica/biografias/joaopimentel.htm

 

Na imagem encontrada em http://www.venuscreations.ca/viewMa.asp pode ver-se, da esquerda para a direita, José Santos, Maria dos Anjos e João Pimentel. O primeiro, José Santos, tive o prazer de ouvir cantar ao desafio, no Snack Bar do Sr. Medeiros, da Vinha Brava, no dia 21 de Janeiro 2010, ontem, com o Sr. José Fernandes. Foi um sucesso! Aplaudi entusiasticamente.

 

Eu também estive presente a convite do Sr. Medeiros e ao lado do Sr. Fernando Alves Fernandes, da freguesia da Ribeirinha, estreei as Cantigas de Amigos perante uma sala com olhares ávidos por presenciar a "surpresa" da noite. Pela manifestação de simpatia, com palmas, sinto que me dei bem nesta primeira experiência com pouco treino, ainda, no que toca ao afino da voz com a melodia tradicional da Cantoria ao Desafio. Não lembro do que cantei exactamente mas senti, na ocasião, surpresa por mim própria.

 

Percebi que a(s) minha(s) mãe(s) me deram apoio. Cantei-lhes no dia da amizade, como se de uma oração se tratasse. Numa pesquisa que fiz pela internet, encontrei o Sr. José Santos que, ontem, me veio cumprimentar após terminar a sua actuação. Um encanto de pessoa. Mal sabia eu que o iria encontrar numa página fabulosa de grandes cantores. Maria dos Anjos e João Pimentel merecem todo o meu respeito e admiração, têm vozes de ouro. Parabéns!

 

Mais uma vez fico a pensar: como o mundo é pequeno, meu Deus! Estamos todos ao alcance de um toque de tecla. Que Deus proteja a todos e continue a bafejar com o sucesso que, de certo modo, já alcançaram. Por mim, não tenho palavras para expressar, na totalidade, a emoção que senti neste serão de um punhado de amigos da Cantoria e das quadras de improviso. Bem haja Sr. José Medeiros e todos os que participaram, incluindo os TOCADORES de viola e violão - José Henrique Rocha, da freguesia da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo e Paulo Cota, do Pico da Urze, freguesia de São Pedro do mesmo concelho.

 

Os cantadores que se seguiram à minha actuação, foram: José Fernandes e José Santos; José Medeiros e Valadão, este da freguesia das Doze Ribeiras, vizinho da Serreta, sobrinho de um cantador que já faleceu, meu antigo vizinho, o Barbeiro da Serreta. Outros cantadores lá estavam mas a hora já estava adiantada e tive de rumar a casa... Na despedida levava uma saudade...

 

21 de Janeiro de 2010

Rosa Silva ("Azoriana")

 

P.S. Lembrei-me das amigas Joanina, Kathie Baker, Chica Ilhéu e Clarisse Barata Sanches...  Imaginem estarem lá a apreciar tudo isto. lol

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