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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

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Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

A rima é meu consolo

25.03.10 | Rosa Silva ("Azoriana")
Na viagem tenebrosa
De correntes imperfeitas
No leito de dissabores
Fruto de algumas maleitas.
Meu consolo é a rima
Que eleva a minha alma
O verso vem ao de cima
E a tristeza me acalma.

"Não há bem que sempre dure,
Nem há mal que não se cure."
E o meu mal vou curar
Com a força de meu rimar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mesmo doente o sonho é patente

25.03.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

Triste por estar adoentada
E sem vintém para nada
Nem sequer uma cantoria...
Peço a Deus Nosso Senhor
Que me faça o favor
De me dar nova alegria.

Quase ninguém quer saber
Dum aplauso oferecer
Em homenagem sentida.
No dia é que tem valor
Recordar o cantador:
Charrua a todos convida!

 

Sei que sou Rosa Maria
Que abraço a cantoria
Num reduto de amigos;
Por cantar a escrever
Instantâneos podem crer
Nunca tiveram castigos.

 

Hoje sinto na amizade
Uma força de verdade
Pra levar estro avante;
Se não tiver companhia
Serei só Rosa Maria
Com este dom no semblante.

 

Se eu melhorar depressa
Deixo aqui uma promessa
De cantar à luz da lua
Com o fiel cantador
Que siga o meu fervor
Em louvar nosso Charrua.

 

Este fogo que me ateia
É como uma candeia
Que mantém viva a chama;
Mas a dor quando é forte
Transparece a pouca sorte
Se nos prende a uma cama.

 

Meu destino é rimar,
A sorte faz-se a sonhar
Com aplausos de mão cheia;
Com o ouvido obstruído
E o nariz entupido
Sou como um grão de areia.

 

Mesmo que não tenha cura
Se me sentir mais segura
Pra de novo ser cantadeira...
Irei com as mãos unidas,
No coração as batidas
À moda da ilha Terceira.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Anjo doce

25.03.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

Pensei escrever-te o fado de uma vida;
Atalhos eu sondei para te alcançar,
Roseiras desfolhei, sem me cansar,
Após o vil sinal da má partida.

Vi asas pelo céu em cor sortida,
Achei a primavera em teu olhar;
No rosto da palavra o marulhar
Inundou de tristeza a despedida.

Adeus ó anjo doce de bondade
Dos versos que não fiz eis o melhor:
Inunda de amor a eternidade.

Com teu sorriso pleno de bem-querer,
Iluminaste o mundo em teu redor
Soubeste ser maior pró renascer.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16153

Índice temático: Rosa e rimas do coração

 

InLoving Memory Vania Teixeira