20.03.11 | Rosa Silva ("Azoriana")
Do virtual já corre pró real. À solta se vê na mão de uns tantos; Dou graças a Deus que não me dê prantos E dê alegria ao meu festival.
Açoriana, de Abril floral, Louvando a cultura e bastos encantos, Que da ilha nascem, pelos verdes mantos, Na senda de um regaço fraternal.
É corpo e alma do verso rimado; É força que grita na foz do luar, Teatro de uma vida sem quebrar.
Decifro agora, à luz do passado, O que dita a minha felicidade: É a Serreta na intimidade!
Rosa Silva (“Azoriana”)
Em imagem
Índice temático: Desenho sonetos
20.03.11 | Rosa Silva ("Azoriana")
Nasci da Terra pró colo do Mar Amei a vida sorrindo e chorando Enquanto a lava de mim foi regando O vulcão que um dia há-de parar.
O nevoeiro que me embalou no lar Deu lugar ao Sol que, de vez em quando, Me beija e abraça no ruma que ando E a Lua canta comigo a rimar.
Assim, vão os dias e noites beijadas Pela rima do meu sentir todo ilhéu Na curva do tempo de palavras dadas.
No palco da ilha a ode descerra, As musas se juntam e bradam do céu: - Tu louvas o mar que amou a Terra!
Rosa Silva (“Azoriana”)
Em Imagem
Índice temático: Desenho sonetos
20.03.11 | Rosa Silva ("Azoriana")
Os Confrades da Poesia Corações de prosa e rima Em doce confraternidade Elevam a nossa estima Criam laços de amizade. Os Confrades da Poesia Com escritos a toda a prova Em completa harmonia Onde corre a minha trova. E juro que o meu assento Tem o lacre dos Açores Da ilha onde o talento É tecido de brisa e cores. Somos irmãos em testemunho Das cores do coração Das letras que ora rascunho Selo a lilás saudação! Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo, 20 de Março de 2011