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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

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Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

Pezinho na Terra-Chã, com Victor Santos

27.04.11 | Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje a todos saúdo
Alegria vale tudo
É bordão pra qualquer hora
Estou na véspera do Pezinho
De cantar com mais carinho
Ao tema que não se ignora.

A grande fé desta gente
Em símbolos está presente
Alegrando a caminhada
Enfeitamos os bovinos
Tidos com Cetros divinos
Pra tarefa abençoada.

Briança na Terra-Chã
Vai seguir-se amanhã
Quinta-feira é seu dia
Se juntam os convidados
E quem vem de outros lados
Que gostam desta folia.

Vai a moda regional
Plo caminho principal
Com muitas saudações
A quem cria e a quem dá
Aos de cá e aos de lá
Que prezam as tradições.

Eu adoro tudo isto
Ó Ilha de Jesus Cristo
Com Igrejas e Impérios
Com a graça do Bom Deus
Coroando os irmãos seus
Que oram os seus Mistérios.

Coroa de prata adornada
Gipsófila abençoada
Pela divina missão
Pomba alva na Bandeira
Que toma a dianteira
Nas alas da Coroação.

Meu Deus, te amo tanto
Sóis todo o nosso encanto
No Império da Irmandade
Victor Santos e família
Louvar-te-ão na homilia
Domingo da Divindade.

Tem a ilha no pensamento
E passam cada momento
Com o berço no coração
Que a Senhora de Belém
E o Espírito Santo também
Retribuam a boa acção.

Rosa Silva ("Azoriana")
2011/04/27

Para o ovo não se partir...

27.04.11 | Rosa Silva ("Azoriana")

O que não se consegue cá dentro, vai-se conseguir com quem vem de fora. É sempre assim: “santos de casa não fazem milagres”, bem dizia o ditado. Enquanto que as medidas tomadas pelos governantes portugueses podem não ser bem vistas pelos governados, a solução passa pelo pente fino de quem chega para limar as arestas de tudo quanto é receita e/ou despesa.

“A cavalo dado não se olha o dente” é mais um ditado que se aproveita para a ocasião deveras séria e melindrosa. Colheremos o que semeámos ao longo de décadas, pois não é tão recente assim a liberdade e a democracia. Eu até já tive sonhos de me candidatar à política (incrível não é?!) só que agora nem pensar. Sujeitar-me-ia a ficar sem despesas de representação, sem outras regalias próprias de quem se senta na poltrona do poder e com muito que pensar e resolver. É muito duro e penoso ser político na actualidade. Ganham-se demasiados cabelos brancos e gesticula-se em excesso.

Tenho deveras pena dos reformados, coitados… Alguns vão ficar a ponto de se deixar ficar à espera do toque de finados e outros, com duas ou mais reformas, vão ver as suas parcas receitas ficarem mais leves.

E agora perguntem: de quem é a culpa, a máxima culpa? É de todos e de cada um de nós. O passado é um ovo podre, o presente está às claras, e o pinto que venha sobre, no futuro nem lhe reparas. É assim nossa jogada, uns com tudo outros sem nada; Quanto mais se quer poupar mais havemos de gastar. Perante este vulcão que expele até mais não, sobressai a cousa nova e a velha está à prova.

Falta de melhores ideias estamos todos em paredes meias. Temos mais é que produzir para o ovo não se partir.

Rosa Silva (“Azoriana”)