Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Partilha com no

Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

Cena carnavalesca

20.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Julgo que não se levará a mal que se trabalhe pouco nos dias de Carnaval.

 

Logicamente, se o lema é divertir, que nos divirtamos, cada um à maneira que melhor lhe convier. Há quem se divirta cantando e dançando pelos palcos da ilha e, muito mais, nos ensaios preparativos das diversas atuações. Acredito que, após os ensaios e com tanta repetição das mesmas cantigas e enredos, acabe por se tornar rotineiro o que, inicialmente, seria motivo de largas risadas.

 

Afinal o que mantém o divertimento?

 

Não sendo eu perita em crítica carnavalesca, tenho a impressão que o que continua a fazer parte do divertimento contínuo, ao longo de sábado, domingo, segunda e terça-feira, são os esquecimentos momentâneos que dão lugar a novo improviso para que o público quase não perceba que houve uma pausa ou “falha” no discurso. O que, a meu ver, não pode pausar é o canto ou o pé de dança. Se a nota principal quebrar fará com que o grupo derrape para uma pausa difícil de recuperar. Para quem sabe tornear as situações, há sempre um jeito ou um gesto de recuperação imediata para que o bailinho ou a dança prossiga de forma a lançar um novo sorriso, ou mesmo, risada espetacular, quer entre os atuantes quer no público exigente. É sobretudo neste que está a crítica acentuada. De ano para ano, noto que estou mais criteriosa para as cantigas de saudação, de assunto e despedida. O “teatro” ou enredo surte melhores efeitos quando os atores têm perfil adequado ao papel.

 

Cantigas de saudação

 

Uma boa apresentação é, em parte, o que salva a fachada do bailinho ou dança. O guarda-roupa, os bailarinos, os instrumentos musicais, o amor à arte têm peso e medida mas, na minha simples opinião, as cantigas de saudação são o ponto de partida para todo o resto. Sabe tão bem aos nossos ouvidos o desfile de autênticos poemas coloridos pela magia de vozes e melodias de fazer arrepiar o coração. Não desprezando a diversidade de escritores/poetas que vão surgindo atualmente tenho a destacar um que já reconheço mesmo que esteja num cansaço momentâneo … o nosso poeta por excelência: Álamo de Oliveira! Ele preenche toda a categoria que se quer numa cantiga de saudação. O meu aplauso surge com vivacidade e maior alegria. É sublime a sua arte de poetar. Bravo! Bravo! É nosso, é ilhéu. O bailinho do Raminho disso foi prova, entre outros, com cantigas altaneiras.

 

O enredo

 

Depois da maravilha de cordas vocais e instrumentais, passa-se ao momento que tantos esperam: a crítica social, política ou de factos da atualidade coloridos de sátira estratégica para atingir objetivos concretos. Chamar a atenção para o que de pior (ou de melhor) se foi fazendo no antecedente ato real dos dias, meses e ano é comum. É como trazer a revisão do tempo que fomos passando. Sem dúvida que a crise, os impostos, os políticos são o prato forte para um manjar de risos que nos fazem iludir a atualidade numa fuga ao desânimo, à perda e à tristeza. Há quem crie verdadeiros pergaminhos dignos de preservar. Hélio Costa e João Mendonça continuam a ser os meus eleitos em matéria de mexer com risos e aplausos, entre outros que, porventura, vão dando notas altas ao teatro popular itinerante, que percorre praticamente todos os palcos da ilha onde se junta povo do nosso povo.

 

As transmissões audiovisuais

 

Sendo o Carnaval um tema universal que é lidado com diferentes máscaras há que salientar o Carnaval da ilha Terceira, sem dúvida alguma. Ao invés do que acontecia noutras décadas, agora é possível visionar qualquer atuação por via da captação in loco e transmissão direta pela rádio/internet, e, também, por via televisiva selecionada. Temo que, por via disso, alguns se fiquem pelo monitor ou pelo ecrã, mas é de louvar esta faceta que possibilita que todos possam alegrar-se portas para dentro com o que se faz a bem da saúde mental e física. Nada melhor que o Carnaval para levantar o ânimo e o da ilha Terceira é prova singular de arte e magia.

 

2012-02-20. (ver imagem)

Rosa Silva (“Azoriana”)

Apetece escrever algo intrínseco

20.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Significado de Intrínseco

adj. Que é próprio e essencial: qualidade intrínseca.
Que existe por si mesmo, fora de qualquer convenção: o valor intrínseco de uma moeda é o seu valor conforme o peso do metal precioso à cotação comercial.
Interior, interno. (Antôn.: extrínseco.)

Sinônimos de Intrínseco

Sinônimo de intrínseco: âmago, íntimo e profundo

Definição de Intrínseco

Classe gramatical de intrínseco: Adjetivo
Separação das sílabas de intrínseco: in-trín-se-co
Plural de intrínseco: intrínsecos

 

Fonte: Dicionário online de português

 


 

Apenas para vos revelar isto...

 

Sempre ouvi dizer que auto elogiar-se, auto mencionar-se, auto vangloriar-se é deveras feio e de mau tom. Que falar de si mesmo sem alguém para lhe apontar qualidades ou defeitos é monólogo insípido… Mas… mas, hoje apetece-me um autoexame e meter-me nesses auto ditos porque cheguei à conclusão que a profissão de jornalista (ou repórter, comentador, escritor para bom português ler) é deveras aliciante. Sinto que, nesta altura de escritos, me posso considerar apta a ser tida como um desses profissionais, em part-time e sem fins lucrativos, mas com bom aproveitamento.

 

Se antes me escondia atrás do anonimato, agora sinto-me confiante para estar na poltrona da frente porque muito já dei de mim, de outros e outras coisas da ilha ou fora dela, da Região, ao mundo virtual que tende a dar um salto imediato para o real, nem que seja ao fim de algumas semanas.

 

Tenho ou não razão?!

 

Caso não tenha, que me apontem ou atirem a primeira pedra…

 

Vá, digam-me se devo continuar ou simplesmente quedar-me no silêncio das letras. Acreditam que cumprirei esse veredito?

Nada para (antes tinha acento no "á") a gente!

19.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Nosso Carnaval é tudo
É folia de entrudo
É regaço de boa rima
Nem com a brava crise
Nesta FESTA há deslize
E todo a gente a estima.

Eu amo o Carnaval
Esta moda capital
Que a ilha toda encanta
Não há FESTA como a nossa
Jamais haverá quem possa
Fechar a voz a quem canta.

Eu amo o Carnaval
Porque ele não faz mal
Seja a velho ou criança
Levanta todo o sorriso
Num SALÃO que é preciso
Pra alegrar a esperança.

Viva, viva a FESTA assim
Viva o mote que há em mim
Para muito elogiar
Quem durante o ano inteiro
Pensa verso verdadeiro
Para ao POVO ofertar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gente da ilha: Susana Coelho, cantora

15.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

 

 

 
Dedicatória

O que dizer de Susana?!

Susana é ilha em punho
É uma quadra de junho
É solstício de verão
É voz do mar e da terra
É tudo o que da alma descerra.

Susana é a voz da Terceira,
Ilha brava e festeira,
Porto de abrigo e luar
Onde a música é salutar.
Susana por ondas navega
E a voz toda entrega
No regaço de cada dia
Numa doce maresia...

Teu canto é açoriano
Chega longe é veterano
Esvoaça qual gaivota
Neste céu que não desbota.

É a ilha que nos cria
... Essa eterna melodia...

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Tradução de Xana Du

 

What about Susan?!

Susana is an island in hand
It is a court in June
It's Summer Solstice
It is the voice of the sea and land
That's all the soul unlocks.

Susan is the voice of the Third,
Island and wild partying,
Haven and moonlight,
Where music is salutary.
Susana wave surfing
And the voice of all delivery
In the bosom of every day
In a fresh sea air ...

Your singing is Azorean
Comes out is a veteran
Gull flits which
In the sky that does not fade.

It builds on the Island
... this eternal melody ...

Futre, do Futrebol (A Noite do)

07.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

 

Futre, de Futrebol!

Futre o grande Campeão
Homem de maior valor
Futebol é o seu Brasão
Num sorriso de Amor.

Seu berço é Portugal,
Sua palavra é fiel
Seu nome é universal
Seu sorriso como mel.

Seu olhar inconfundível
Tem alma de patriota
Seu valor reconhecível
E sempre com ar janota.

É Homem entusiasta
Pleno de tão boa ação
Um abraço só não basta
Dou-lhe o meu coração.

Rosa Silva ("Azoriana")



Parabéns pelo programa "A Noite de Futrebol", às terças-feiras.

Dou por mim...

07.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

A vasculhar o que escrevi no mesmo dia (7) de fevereiro de outros anos...

 

Em 2006 - três artigos; 

Em 2007 - 1 artigo; 

Em 2008 - 1 artigo (Lembram-se da pandemia da gripe?); 

Em 2009 e 2011 - nada; 

Em 2010 - 2 artigos;

 

E hoje?

Hoje, dei por mim a reler o sol da vida, a luz da arte... e nada me consolou, nada me tirou este negrume do peito, nada me tirou os males de um mundo que se dilacera pela quantificação e não pela qualificação, por um inferno de atitudes em vez de olhar como se governam os pássaros, as borboletas, as aves todas do mundo... O que será que uma ave, se pudesse falar com o Homem, diria?!

- Tenho asas e tu não tens
Tenho penas iguais às tuas
Para onde vou tu de lá vens
Ando no céu e tu nas ruas.

- Tenho um bico e umas garras
Tens uma boca e a moral
Se muito apertas pouco agarras
Só me reservo do temporal.


- Da liberdade tenho usufruto
No meu voar não me condeno
Enquanto que tu estás de luto
Envolto estás no teu veneno.

- Sou ave livre no meu voar
Pouso aqui e pouso além
Às vezes até te vou cantar
A melodia que te faz bem.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Deparei-me com o estado de...

03.02.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Emergência?! nos "Destaques" do nosso amigo "SAPO".

 

 

 

É verdade, senhor Coelho. Não tarda nada (aliás ao tempo que andamos nisso) temos todos de fazer as malas e ala, que se faz tarde, para um lugar qualquer que aceite a gente. Parece-me é que não vão querer velhinhos, doentinhos, mirradinhos, criancinhas de colo, analfabetos e outros inhos que há, porque os há, que embora tragam uma fatiota apresentável, se formos a explorar internamente não se encontra nem um inho para contar ou fazer história.

 

Senhor, senhores e senhoras, caríssimos:

 

Enquanto a receita mensal for inferior à despesa mensal não vamos a lado nenhum.

 

Não sou política, financeira, economista, gestora, nem sequer governo o que quer que seja, porque normalmente tenho é que obedecer a portugueses, chineses e outras línguas que possam abancar no nosso território, mas sempre ouvi dizer que "Quem tira e não põe, minga e não cresce". Ora bem!

 

A gente, que é tábua rasa, tira para:

 

a renda ou prestação da casa,

prestação do veículo(s),

prestação das ofertas que às vezes são preciosas para desencalhar alguma necessidade importante,

água,

luz,

televisão em condições

acesso ao mundo atual (que está de bradar aos céus),

mercearia,

sapataria (só quando já se sente o chão a magoar o pezinho),

produtos de higiene pessoal cíclica e frequente,

higiene doméstica e dos respetivos animais de estimação,

refeições do pessoal e dos ditos bichanos e cães de guarda (para evitar que nos levem o pouco que nem é nosso, mas, enfim...),

surpresas que aparecem sem a gente prever mas que estão sujeitas à medicina geral e familiar e/ou à veterinária.

 

E quando vamos verificar o saldo.......... ?! Ena, já se foi tudo e ainda falta tanto para o pay day!

 

Podia até crescer as linhas e paragráfos deste desabafo (que oxalá o senhor Coelho espreitasse, se lhe sobrar uma milésima de segundo dos debates que ainda não decidiram que a eutanásia é ponto assente para os casos moribundos por esse mundo fora (já há lista?), e que Deus me perdoe esta leiva) mas não vou escrever mais nada sobre politiquismo porque para mais escrever teriam de me arranjar uma cadeira para me sentar junto dos senhores da República para ir dando umas cotoveladas meiguinhas cada vez que saísse "estamos num estado de emergência" e, ao mesmo tempo, acrescentava muito pianinho, que "eu não disse que assim como está e com este bendito euro não vamos sair de estado algum" e nem os outros lá de fora estão para aturar as nossas carinhas murchas e um montinho de malas a sair da bagageira de qualquer comboio ou avião que chegasse a um destino incerto.

 

Eu só não escrevo uma palavra feia porque seria malcriada e isso não quero ser, mas que me apetecia, apetecia MESMO.

Rosa Silva ("Azoriana")