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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Na prosa e na poesia me embrulho, quem diria?!

30.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

“Começaste com versos e, agora, já “embrulhas” tudo com mestria, ou seja, a prosa e a poesia.” Esta expressão de um mestre na revisão linguística, surgiu nesta tarde, do penúltimo de julho, após a sua aturada leitura de um dos meus escritos, à laia de vista de olhos em revisão. Não me senti vaidosa nem exultante, mas percebi que os milagres continuam nas eras atuais e isso dá-me força para continuar a zelar pela freguesia que consta da minha naturalidade.

 

Ontem, no dia da freguesia da Serreta, percebi um dos milagres. No meio da efeméride, na vegetação nobre da nossa Mata, houve uma espécie de reunião entre dois elementos da comissão das festas de setembro, um colaborador e eu, também convidada a colaborar num dia muito especial da festividade. E qual foi o milagre? A Nossa Senhora mostrou-me, ali bem de frente, como não há distância para quem quer ajudar, não há fronteiras para quem quer ser útil e há laços que se desatam numa milésima de segundo: cumprimentei um indivíduo que vim a descobrir pertencer a uma Associação Grupo de Jovens Arcanjos da Vila das Lajes, que há muito venho seguindo através do seu blogue. Não me passava sequer pela cabeça ser esta pessoa, em causa, membro de tão prestimosa Associação, mesmo que já tivesse visto várias imagens no blogue. Encantou-me pelo facto de ser humilde, risonho, benfazejo, altruísta e capaz de pôr em prática os mandamentos de Deus – ajudar o próximo como a si mesmo.

 

 

 (Eu queria ser como tu...)

 

Não posso revelar o assunto que nos pôs frente a frente mas posso assegurar que foi tudo por uma magnífica causa, que verá a luz no futuro próximo.

 

Até lá, fico à espera de outro milagre: que estes jovens com objetivos sérios e AMIGOS DA SENHORA DOS MILAGRES, tenham possibilidade de expressarem a sua arte, o seu Amor, a sua musicalidade, no dia que fazem a sua caminhada desde as Lajes até à Serreta, sempre com uma atitude benévola e risonha. Permiti, Senhora, que eles te ofereçam o que tem de melhor e nada lhes perturbe a sua juventude criativa. Assim espero.

 

 

Ó Senhora Milagrosa

 

Que viveste na Fajã

 

És nossa mais linda rosa

 

Que floresce na manhã.

 

Teu sorriso incendeia

 

De amor todas as flores

 

E o Povo o Altar recheia

 

Com ramos de belas cores.

 

 

Angra do Heroísmo, 30 de julho de 2012.

 

Rosa Silva (“Azoriana”)

Dia da Freguesia da Serreta 2012/07/29

29.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

A Serreta viveu hoje mais um dos seus melhores dias. Reuniu na Mata os residentes locais, os amigos e emigrantes que a tem no coração, como a raiz da maior devoção à Virgem Nossa Senhora dos Milagres.

Um pouco molhado o início festivo, durante a Missa Campal, após a consagração, o milagre deu-se: a tarde continuou com alegria comum a todos, durante a partilha da refeição comunitária, oferecida pela Junta de Freguesia, coroada pela ação valiosa do seu presidente, Sérgio Cardoso, família e colaboradores.

Senti a emoção à flor da pele e após ouvir a homilia do Reitor do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, sinto, sinceramente, que a raiz, o lugar onde temos a naturalidade é inviolável e tem de ser preservado, custe o que custar, em nome dos nossos antepassados que deram alma e coração por ter uma freguesia de oração, unidade e amizade comunitária.


Até as crianças são as flores humanas que enfeitam o altar deste centro de vivência, de veraneio e de passagem obrigatória para quem quer aclamar ou agradecer a quem orienta o seu dia-a-dia: a Mãe!

Viva a Serreta e obrigada por este dia que se vem cumprindo anualmente, conforme manda o entendimento. Parabéns por todo o trabalho em prol dos serretenses e amigos.

Podem ver algumas imagens que ilustram o Dia da SERRETA 2012/07/29


Rosa Silva ("Azoriana")

O jornalista caminhante (Nuno Ferreira)

21.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

À descoberta das ilhas, por Nuno Ferreira , o jornalista caminhante.

2012/07/21. 13:00
Sábado de calor e humidade q.b.

É com elevada consideração que registo este comentário. Andar é fazer caminho. Caminho é descoberta infalível de novidades com olhar subjetivo. Cada palmo de terra percorrido dá a este homem, curioso da insularidade, uma autêntica enciclopédia ilhoa de conhecimento ilhéu.


Agradeço, reconhecidamente, o facto deste Aveirense ter aceite o meu convite para confraternizar connosco partilhando o pouco que sabemos ao grande manancial de informação que o mesmo é possuidor.


Desejo, sinceramente, que todos os seus ideais sejam concretizados e que esta viagem pelas nove ilhas, a pé, seja inesquecível para ele, para os habitantes da Região A. Açores e para quem partilha deste bom hábito.


Da minha parte, só tenho a elogiar tudo o que fazem a favor destas nove ilhas de encanto onde a natureza é o melhor espanto.


Terra e Mar sempre hão de estar a par.


Abraços


Rosa Silva e família


Canada dos Folhadais - São Carlos - Angra do Heroísmo

Ronda matinal

18.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Pelas ilhas açorianas in AzoresGlobal, porque não? O resto só vendo! Venha de férias aos Açores e terá ILHAS à escolha... Dourada, verde, lilás, alva, acastanhada, cinzelada, azul, rosa e negra ave de encanto, nomeadamente, Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo. E traga um amigo ou mais...

 

Angra do Heroísmo, meados de julho do ano de dois mil e doze.

Canto à solta

17.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")
A vida tem fase certa
Por todos é distinguida
Tem sempre a porta aberta
Para o dia da partida.
 
Para saberes da razão
Pergunta ao pensamento
Pois perto do coração
A razão não tem assento.

-Rosa Silva/AH-
 
Post Scriptum
 
Se servir para ser trova
Isto que ora eu canto
Deixo e ponho à prova
Se me derem outro tanto.

Cada canto que eu faço
Bordado em tom de raiz
Que seja visto um abraço
Por tudo o que já fiz.
 
Se achares cousa pouca
Aquilo que em mim poisa
Podes chamar-me de louca
Ou pequena grande coisa.
 
No entanto se gostares
Do pouco que já te dei
Faz favor de abraçares
As rimas que te cantei.
 

-Rosa Silva/Angra do Heroísmo-

Bordado de bravura

16.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu não sei precisar com termos técnicos tudo o que se relaciona com o Touro e a Festa Brava tão tradicionais na ilha Terceira e com prolongamentos para algumas ilhas aderentes ao modo de lidar com o gado bravo.

 

Também não sou propriamente uma aficionada ferrenha mas sempre que vou a uma tourada gosto de avistar o bicho e apreciar a desenvoltura dos capinhas que são propriamente os únicos a fazer um arraial feliz, não fosse essa a intenção principal de uma tourada à moda da ilha mais taurina do mundo.

 

Quis fazer esta resenha porque, mesmo que tenha um verdadeiro medo do animal bravo, aprecio as suas investidas e até já nem procuro paredes bem altas mas prefiro estar nas pontas onde o risco tabela a distância legal de brincar com o bravo.

 

Chamarei a isto tudo um bordado de bravura porquanto todo o conjunto taurino-turístico está recheado de pontos emblemáticos: cor, movimento e alegria misturada com alguma arranhadela ou nódoa negra se a cousa der para o torto e o animal conseguir mostrar que quem manda é ele, nesta questão de investida e corrida com a bênção da corda. Na estrada caso falte uma corda já não se chama tourada mas largada de touros, o que não é tanto frequente, exceto pelas festas Sanjoaninas ou nalguma festa improvisada nas freguesias mais populares.

 

Isto tudo para vos dizer que fui à tourada da Ribeira Manuel Vieira, em Santa Bárbara, do concelho de Angra do Heroísmo. Gostei! Um mar de gente no caminho da bravura fazia o tal bordado rico de tradição, fazendo lembrar um passado recente. A cada foguete um misto de curiosidade e espanto: quatro bravos puros de quatro ganadarias diferentes. É cousa rara! Vimos dois na ponta de cima, um no meio do arraial (para lá do risco), e outro na ponta de baixo (o 3º que achei bonito fugindo à cor habitual e com manchas brancas). Penso que não houve incidentes. Houve, sobretudo, sol, alegria e a magia de ser-se terceirense de raiz e emigrante de regresso às festividades de verão.

 

Quem me dera que nunca interpretassem esta paixão como um sacrifício mas como um retemperar de ânimo para os dias seguintes onde a bravura é muito maior que a de um toiro perante o mexer de um trapo qualquer ou de um guarda-sol de amizade.

 

É por tudo isto que há uma Tertúlia, letras e melodias de marchas de São João, artigos de revista, jornais, blogues, programas televisivos, fóruns, fotografias, aficionados, pastores, capinhas, forcados, cavaleiros, etc. e todo um bordado de gente que vive e sobrevive com os BRAVOS DE CORAÇÃO.

 

Terceira ilha vistosa
Tertúlia de aficionados
Sejas pra sempre ditosa
Taurina por todos os lados.

 

Há Festa Brava de encanto
Do povo que amansa a vida...
Solene em cada canto
De rubro, a cor garrida.

Defendo toda esta Festa
Uma chama regional
Não há terra como esta
No que toca ao arraial.

 

Vivemos de braço dado
Com a força da natureza
O toiro nos é legado
Num brinde à sua braveza.

Rosa Silva ("Azoriana"). 2012/07/16

À minha terra (em co-autoria)

15.07.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

 



Basalto na fileira de ternura,
Rumando nas pedrinhas da calçada,
Talhando de amor a pedra dura
Da rua onde mora a minha amada.

Calcetei a minha vida insegura
Que de novo se viu coroada,
Fugindo ao abalo da desventura
Voltei à minha cidade restaurada.

Moldo a rua na valsa das raízes...
Decoro o cinzelado dos meus passos
Que escureceram [ruínas do sismo].

E do céu caem lágrimas felizes,
Cantando na certeza dos meus laços
À cidade de Angra do Heroísmo!

Rosa Silva & Fred Freitas

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