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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Apetece-me escrever muito, muito...

27.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Entre quatro paredes, entre pensamentos aos molhos, entre ideias enclausuradas na mente, entre um não sei quê de não sei quantos, apetece-me escrever letras sem rumo, sem tarelo, sem nada... Vazias de tudo e cheias de nada. Não consigo talhar nem um parágrafo sequer que tenha essa virtude: ser. O nosso ser é tão minúsculo que mete dó a quem o olha. A vida é uma montanha russa, uma corrida desenfreada para não sei onde. Nascemos, fomos criados, desenvolvemos capacidades, perdemos alegrias e abraçamos algumas tristezas... No fim, apenas vemos o filme todo de uma só vez, sem intervalos nem publicidades. As palavras emudecem hoje nas teclas que per si sabem tonalizar a frase sem lágrima alguma. Secaram as fontes, as ribeiras, as arquinhas de uma vida de tantas vidas. Secaram momentos tingidos de longevidade amarga. Secam-me as palavras que não consigo reanimar. Quero recordar, apenas, as orações da minha avó…

 

"Com Deus me deito, com Deus me levanto, com amor e graça do Divino Espírito Santo"

 

Com Deus te deitaste?! Com Deus terás acordado?! Pelos que deixaste talvez terás chorado?! … … …

Entre laços, luzes e fitas

26.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Há canções tão bonitas
Que o Natal ressuscita
Entre laços, luzes e fitas
Faz a quadra favorita.

A terra se ilumina
E festeja o Redentor
Puro de graça divina
Verdade, luz, vida e amor.

 

Pede-se tanta coisa a Ele
Entre cânticos natalícios
Pois toda a gente vê nele
O Rei de tantos ofícios.

 

Dedilhando a guitarra
E nossa viola da terra
A palavra não se amarra
Solta-se do mar à serra.

 

Solta-se também a voz
Nos terreiros da alegria
Festeja-se Deus entre nós

S. José e a Virgem Maria.

 

São momentos joviais
Alegrias renascidas
Crianças entre os demais
São estrelas coloridas.


Rosa Silva ("Azoriana")

Às "Memórias de Portugal" de Manuel Ivo Cota e sua equipa

26.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

COTALIVE.COM

 

Saudade é dor imensa
Que se prende ao coração
E torna ainda mais intensa
A insular saudação.

Saúdo a nossa comunidade
De saudosos emigrantes;
Devem saber que a saudade
Aproxima os mais distantes.

Dou graças ao Deus Menino
Pela data que se festeja...
Seja qual for o destino
Rogo que connosco esteja.

A todos em especial
Bem-haja e um Bom Ano
Às "Memórias de Portugal"
Meu louvor açoriano!

Nesta bela ocasião
Que maior saudade chama
Na margem do coração
Vai rimando quem vos ama.

O amor pelo improviso
Na escrita repetente
Vai para onde for preciso
Num abraço a toda a gente!

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao João da Agualva

22.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quero deixar gravado neste blog um comentário que deixei no Facebook de um amigo da nossa cultura popular: João Mendonça, conhecido pelo João da Agualva. Ele presenteou-nos com um "Presépio" feito de maravilhosas sextilhas que ornamentam qualquer mente que as leia e perceba o quão maravilhosa é a sua arte e sabedoria, seja qual for a sua ação. Eis, então, a minha resposta:

Caro amigo João
Boas Festas aqui estão
Quase, quase nesse dia
Parabéns te quero dar
Teu "Presépio" gabar
Tua arte e sabedoria.

Lembro que a tua Agualva
Onde brota água alva
Permanece no coração
Sei disso porque a Serreta
Pode até ser toda preta
Mas é minha clara paixão.

Quando eu era pequenina
E seguia a doutrina
Em teoria e ação
Lembro que o meio da casa
O presépio estava à rasa
Com a minha ajuda então.

Hoje sinto a nostalgia
Nesta época, quem diria,
Que isso ia acontecer
Perdi toda a meninice
E a crise outra chatice
Que deitou tudo a perder.

Às figuras juntava o galo
Da capoeira o regalo
No cimo, bem nas alturas,
Os reis magos e a estrela
E eu volta e meia a vê-la
Mesmo que fosse às escuras.

Tenho pena amigo João,
Dos meus filhos, nesta estação,
Não pensarem como eu...
Fruto desta nova era
Sabem talvez os que os espera
Num "presépio" como o meu.

Abraços a toda a gente
Dos Açores e Continente
E um pouco mais além
Emigrantes saudosos
Desses tempos maravilhosos
Do Menino de Belém.

Desculpem minha ousadia
Mas tocou-me a magia
Do Presépio do João
Este nosso bom artista
Merece que lhe assista
Toda a melhor saudação.

Bem-haja este ilhéu
Que em tudo o que é seu
Merece bravos elogios
Por mim faço o que posso
Por defender o que é nosso
Nos meus parcos desafios.

Para acabar em dezena
A sextilha que acena
À brava população
Fiquem bem nos vossos lares
E cantem pelos altares
Ao Natal do bom cristão.

Rosa Silva ("Azoriana")

E as rosas, senhor.... E as rosas...

21.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Se clicar na imagem nova pétala virá...

 

 

 

Comentário de José Fonseca de Sousa acerca deste meu artigo:

e as rosas, senhor... e as rosas ..., e eu acrescentava e a ROSA (azoriana) senhores... que consegue proporcionar a quem a lê momentos de grande paz de espírito, como é no caso do seu extraordinário "trabalho" que conjugando o seu sublime poema "O Brinde da Natureza" com as interpretações Mariah Carey sobre o Natal, é de um bom gosto incalculável a que é muito difícil ficar indiferente.

Os meus sinceros parabéns.

* Por vezes pergunto-me: Será que a cara amiga dá dimensão devida às coisas extraordinárias que consegue realizar?


José Fonseca de Sousa
Lisboa - 21-12-12

Sentimento ilhéu

21.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu sinto um não sei quê, um não sei quanto,
Pousada numa tarde cinzelada...
Pasmei boquiaberta junto à fachada
Nada vi que me avistasse algum espanto.

Um não sei quê de fim que dura tanto
Sem dar transtorno à sorte rascunhada
Nas linhas breves onde sou amada
Por quem as lê e salva se vê encanto.

Quando eu sinto, sinto porque sinto,
E juro que hoje, enfim, juro e não minto,
Se te disser que foste a minha aurora...

Do tempo que cantei cada palavra
Do tempo que criei como quem lavra
O fim que não o foi e que em todos mora.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Ao lindo "Anseio de Natal" de Clarisse B. Sanches

20.12.12 | Rosa Silva ("Azoriana")

Lindo! Muito lindo amiga!
Deus sorri pra tua candeia
Até a mim essa luz abriga
E a alma me incendeia.


A tua luz brilha ao mundo
Faz esquecer tanta desdita
Verso medido e profundo
Numa quadra tão bonita.

Feliz Natal boa Clarisse
Que o Menino é contigo
Sorrindo em tenra meiguice
Para sempre é teu Amigo.

A todos ao teu redor
Mesmo poucos sejam bons
Viva Deus Nosso Senhor
Benditos sejam seus dons!

Beijos
Rosa Maria

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