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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Ninho dos Folhadais

28.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Minha casa é meu ninho
Na árvore dos Folhadais
Onde pousa um passarinho
Volta e meia nos beirais.

Minha casa dá carinho
Se sofro de alguns ais
Fica à beira do caminho
Nela verso um pouco mais.

Bem-vindo a quem vier
Ao lugar do meu casebre
E que o ninho não se quebre.

Cada verso que eu fizer
Na árvore da cortesia
Faz-se ninho de alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao comentador José Fonseca de Sousa (e Legados de Terra e Mar)

27.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Lisboa 26-03-13

 

Começa assim o comentário:

Cara Amiga Rosa Silva (Azoriana),

Na consulta que, assiduamente, faço ao seu blog, nele encontrei mais umas relíquias que devem ser guardadas num "baú" das melhores composições poéticas que tem realizado.

Assim deve guardar a "ALMA DO VERSO", "QUADRA POR QUADRA" e especialmente "A PROPÓSITO DE....


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Eu publiquei o comentário recebido, via eletrónica, porque apraz-me referenciar este bom comentador amigo que não se cansa de elogiar o que vou escrevendo ao sabor da inspiração que brota em ocasiões díspares. Agora pergunto eu: - Será que há explicação para esta infinidade de escritos que brevemente farão, se Deus quiser, nove anos consecutivos?!

 

Legados da Terra e Mar

Mesmo que de foice a talho
Venha algo me abater
Confesso que o meu trabalho
Alguém o há de guarnecer.

Mesmo que não tenha vida
O que a vida me dotou
Não me fará esquecida
Quem aqui me comentou.

Mesmo que a noite vença
O dia que é tão feliz
Há de haver quem dê sentença
Aquilo que sempre quis.

Mesmo que o eterno leito
Me cubra de terra fria
Há de haver sempre um defeito
No muito que a mente cria.

Mesmo que não tenha ajuda
Para seguir meu caminho
Há de haver quem me aluda
Numa linha de carinho.

Mesmo que a terra cante
O que o mar não ondeou
Não será um dia errante
O que Azoriana deixou.

Finalizo este meu canto
Que na bruma matinal
Se fez em mim um espanto
Para o bom continental
Dizendo que gosto tanto
Do sabor do seu aval.

Venha à ilha tão querida
Terceira da Região
Venha enquanto Deus dá vida
E um sorriso, então,
Lhe darei feliz sentida
Na nova ocasião.

Nossa terra é uma flor
A boiar em tons de anil
Coroada pelo amor
Duma fé que é o perfil
Que inspira o cantador
Ou quem rima por abril.

Porque abril já vem chegando
Com as Petas a içar
O dia que, vez em quando,
Alguém me há de cantar
Tudo o que eu vou amando...
Legados da TerraMar!

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Nota: Legados da Terra e Mar corresponde exatamente a legados da minha mãe (Terra) e do meu pai (Mar). A Terra porque minha mãe nasceu bem perto da pequena serra da ilha Terceira, freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo; e Mar porque meu pai nasceu bem perto do mar, na freguesia de Santo Amaro, concelho de S. Roque, da ilha do Pico. Tomem nota disto porque é o ponto fulcral de toda a minha atitude escrita. Terra e Mar sempre serão o cerne de quem vive na terra rodeada de um mar inteiro, como diz o benjamim, Paulo Filipe Silva Borges, irmão de Aida Alexandra Silva Borges (única filha) e do primogénito Luís Carlos Silva Borges. Os meus filhos são as boas ondas que resultaram do meu viver. O resto são pedaços, pedaços de vida...

Quadras a propósito de direitos de autor

26.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Cada quadra que se cria
De uma forma natural
Tem de ter nome e dia
Para ser original.

Veja-se como funciona
Os direitos de autor
Nem deixemos nada à tona
Demos crédito e valor.

Há quem viva repescando
Coisas lindas de alguém
Se não as for assinando
Inda perde algum vintém.

Eu gosto de assinar
Sempre na devida altura
Não vá alguém repescar
E lesar a escritura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Quadra por quadra (à solta) e mais o que vier...

24.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

A terra é para o chão
O que a água é para fonte
Quando se cruzam estão
Coroados por uma ponte.

 

Uma flor é para o jardim
O que o sol é para o dia
Mas eu tenho cá pra mim
Que sem ele não florescia.

 

A saudade é um mistério
A dor é uma paixão
Uma e outra caso sério
No caminho da emoção.


Se gostas da minha escrita
Nem notarás os enganos
Dia de Petas acredita
Melhor será pra quem faz anos.

 

Não há melhor panorama
Para animar a escuridão
Deitada na minha cama
E o mundo na minha mão
Ao alcance tenho a chama
Duma tecla e dum botão.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia Mundial da Poesia - ALMA DO VERSO

21.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Alma do verso é a rima
Florescendo com estima
Nas margens do coração
No dia em que é mundial
E se faz em festival
Com maior satisfação.

Dia Mundial da Poesia
É mote para quem cria
A rima da humildade
Cada flor que a compõe
Com sentimento depõe
No canteiro da amizade.

O mundo todo celebra
Cada mote que não quebra
A doçura de um canto
Cada vez que o içamos
Ao mundo inteiro legamos
Algo que causa encanto.

Vivam todos melhor sonho
Seja real e risonho
O lado que traz magia
Sejam todos mais felizes
Seguindo as linhas matrizes
Que de amor se faz Poesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

(Uma imagem)

Louvor aos Bombeiros Voluntários dos Açores

14.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Nesta quinta-feira, 14 de março de 2013, o temporal que assola o grupo oriental e central já fez vítimas pessoais e inúmeras perdas materiais, principalmente nas freguesias de Faial da Terra, na Povoação, ilha de S. Miguel e Porto Judeu, de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, pelo que se vai sabendo pelas notícias regionais.

 

Três pessoas perderam a vida e outras estão desalojadas, com as suas moradias invadidas pelo caudal de água em alvoroço.

 

No meio de todo este desastre pelas forças da natureza há outras forças que se levantam e agem para salvar o mais que puderem: são os Bombeiros Voluntários, verdadeiros heróis do salvamento. Para todos eles o meu louvor sincero. Nossa Senhora da Conceição os proteja sempre e lhes dê as guias necessárias para também sobreviverem aos inúmeros perigos a que estão sujeitos.

 

Bombeiros Voluntários

 

 

Sóis brasão de salvamento
Com coragem e perícia
Sóis anéis de fogo e vento
Evitando a má notícia.

 

Sóis os guiões da cidade
Do campo, do céu e mar
Sóis forte da humanidade
Vosso lema é salvar.

Não importa qual a meta
Novo alerta se projeta
Em qualquer situação.

Voluntário soldado
É guia do teu machado
Senhora da Conceição!

 

 


Rosa Silva ("Azoriana")

Ma-til-de = mãe (o significado do nome é simplesmente mãe)

14.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")
Matilde = Mãe
 
Se cá estivesses estarias em aniversário e completarias 73 (setenta e três) anos de idade. Partiste fará 10 (dez) anos, aos 63 (sessenta e três). Lembro que gostavas da cor verde. Lembro que eras muito crente e devota. Lembro que sofreste para que agora fosses feliz onde quer que estejas. Lembro que gostavas de cantoria e do Pezinho. Lembro que gostavas da "nossa" Filarmónica. Lembro que beijaste o Cetro antes de saires de casa para sempre.
 
Inspiras o meu verso e deste-me outro alento para a vida.
 
Angra do Heroísmo, 14 março 2013 (1+4+3+2+0+1+3=5)

Lava de amor

11.03.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sou prisioneira de um tempo reconhecido
Em cada pálpebra que faísca de prazer
Nos retalhos de um lume que quis arder
Na antecâmara do vício que fez sentido.

Sou vagem nua de um tempo adormecido
De aventuras no altar louco do meu ser
Na pedra-mó que a vida então me quis tecer
Lava de amor num corpo de amor tido.

Mirante da palavra, nudez da minha essência
No arco do triunfo da alma em hortência,
Afago cristalino na pele, palco e doçura...

No seio de um corpo prisioneiro de amor
Salpicando emoções no fogo do sabor
Sou lava em flor, lume de branda loucura.

Rosa Silva ("Azoriana")

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