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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Quase no fim (das Sanjoaninas)

29.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Tenho a rima enferrujada
De tanta hora na rua;
A Festa quase acabada
Com fogo à luz da lua.

Mesmo que queira não posso
Dizer tudo o que vi
A grandeza do que é nosso
Também foi visto por aí.

Nossa RTP Açores
Bem como o canal 1
Levaram as nossas cores
Ao vosso olhar e mais algum.

Gente que veio de fora
Em completa animação;
Quando se forem embora
Levam boa recordação
S. Pedro veio agora
Juntar-se a S. João.

Rosa Silva ("Azoriana")

Santo Amaro da minha saudade

23.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Se não fosse a travessia
Que me separa do Pico
Eu juro que até ia
A esse lar magnífico.

Peço ao querido Santo Amaro
Com mel e sem vinagre
Que a Deus faça o reparo
De me fazer um milagre.

Uma casinha pequena
Que me agasalhe à noite
Pode ser pobre e serena
Porque sou mulher afoite.

Só Deus sabe a saudade
Que corre no coração
O amor e a amizade
Por esse lindo torrão.

Já não tenho a tia Amélia,
Maria, Odete e tia Helena
Só me resta uma camélia
Com uma sentida pena.

Já não tenho os meus avós,
Ti Amaro que queria tanto bem
E hoje no meio de vós
Penso tanto nos de além.

Quando eu era pequenina
Ia muito a Santo Amaro
Hoje a idade me ensina
Que foi um tempo lindo e raro.

Criou laços às raízes
De uma forma infinita
Hoje choram cicatrizes
Duma saudade tão bonita.

Ó meu Deus se estás a ver
Aquilo que hoje escrevo
Faz tudo para eu resolver
Ir ao altar que tanto devo.

Rezar com fé à capela
Que fica virada à Terra Alta
E depois de sair dela
Ir à maré que me faz falta.

Ver as estrelinhas brilhando
Na ilha em frente de Velas
Ouvir cagarros cantando
Umas serenatas belas.

Tomar o gosto ao mar,
Abraçar o sol tão quente,
E a todos cumprimentar
Em especial minha gente.

Quem sabe talvez cantar
Numa adega lá no Canto
Um serão para animar
O lugar de que gosto tanto.

Santo Amaro tão picoense
Marinheiro de cantigas,
Aceita esta terceirense
Que te dá rimas amigas.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Santo Amaro do Pico

(Clique na imagem para ver o album)

Thank you very much my dear friend Kathie Baker!

Angra, luar diferente

23.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 (Foto de Graça Câmara)

 

Angra é uma praça divina
Coroada de bandeiras
À festa Sanjoanina
Vieram terras estrangeiras.

Cada rua engalanada
Com o tema principal
Rua da Sé a esplanada
De cortesia original.

Se S. João adivinhasse
O que vai nos corações
Talvez hoje atirasse
Mais alto os seus balões.

Pelo céu da nossa ilha
Hoje há luar diferente
Porque é noite da partilha
Dos cantares da nossa gente.

Rosa Silva ("Azoriana")


Angra do Heroísmo, 23 junho 2013

Angra, jardim de poema e prosa

23.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")



Bela Angra do Heroísmo
Que abraça os emigrantes
Foi derrubada por um sismo
Mas está melhor que antes.

Cresceu, deu largas à verdura
E ao branco do casario;
É património, tem cultura
E amor pelo desafio.

Angra é cidade querida,
Trajada de cortesia
Num colorido de vida...

Angra fresca harmoniosa,
Um verso de alegria,
Jardim de poema e prosa.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Angra do Heroísmo, 23 de junho de 2013.

O S. João de Angra (do Heroísmo)

23.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")



O coração já nos sangra
De amor e alegria
O São João de Angra
É folguedo noite e dia.

Angra é luz, cor e folia
Ao colo do manjerico
O balão voa e recria
O festival que é tão rico.

Vasco Pernes, Dulce Teixeira,
Uma dupla de encanto
Vão levar nossa Terceira
Ao mundo e a cada canto.

Terceira ilha lilás
De Marchas ao S. João
Ó que lindo é o cartaz
Que incendeia o coração.

Rosa Silva "Azoriana")

Não vos dei nada de novo

20.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Não vos dei nada de novo
Numa manta de escritos
Para mim que sou do povo
Os versos são os favoritos.

 

Não vos dei nada às claras
Tudo se tinge em linhas
Tecidas em horas raras,
Mortas e às vezes sozinhas.

 

Não vos deixo quando quero,
Nem por querer vos vou deixar;
Se algo de vós ainda espero
Será como espero do mar.

 

O mar, a terra e a lua
O sol e até mesmo o vento
Saíram comigo à rua
Nas linhas de Miravento.

 

Se partir vou com saudade
Daquilo que não criei
Para dizer com verdade
Foi tão pouco que já nem sei.

 

Se gostas do que eu faço
Guarda com muito amor
Preza o que no teu regaço
Te faz lembrar uma flor.

 

Cada página de vida
Construída passo-a-passo
É como manter erguida
A voz que em letras faço.

 

Meu amor foi tudo o que
Vires com o meu assento
Não haverá “mas” nem “se”,
Na mãe que sopra o talento.

 

Rosa Silva (“Azoriana”)

 

P.S. Meu filho mais novo disse: "Ahn, até tá fixe!"

Sanjoaninas 2013

19.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")
 
Até já! Vemo-nos na festa, se Deus quiser e o S. João.
 
Angra bela e festeira!
(num "Mar de emoções")

Vamos festejar o querido S. João
Em mar de alegria acostumada
Seja feliz o retorno do nosso irmão
Que abraça sua Angra engalanada.

Vamos festejar ares de fascinação
Juntando emoção à ilha que, em alta voz,
Canta de alegria em tons do coração
Por quem volta à ilha dos egrégios avós.

Em cada rua vistosa luminária
Do fogo que brota brilho noite e dia
Cidade terra brava imaginária.

Nos trilhos da amizade forasteira
S. João já se adorna de simpatia
Por quem visita Angra bela e festeira!

Rosa Silva ("Azoriana")

"Quem cala consente" e "quem não aparece esquece" (ao estilo azorianino)

19.06.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Dois ditos populares conhecidos que me bailam, hoje, na mente: Se não arcarmos palavra perante um cenário que nos desagrada é o mesmo que o apoiar e quem se fecha a sete chaves no mundo da oral ou da escrita também fica igualmente no farnel do esquecimento.

Mas porquê estas duas setas incómodas a martelar-me a mente?

Assim de caras não sei responder. Talvez se avaliar o cenário pávido e sereno que grassa na escrita do meu blogue, no seu nonagésimo ano de existência, mais ou menos assídua de escritos e com a predominante quadra ao estilo azorianino. Se o dicionário não reconhecer este termo que criei, façam favor de o adicionar porque bem o merece. Se quem cala consente é o primeiro adágio, então que se calem e aceitem um termo que pode bem ser adotado pela linguística açoriana. Se para Manuel é Manuelino, para Nemésio é Nemesiano, para Natália seria Natalino (?!)… então para Azoriana proponho Azorianino. Gosto deste eco fino. Nada como o cântico natural das palavras que brotam do instantâneo diário.

Portanto está encontrada a resposta ao corte da primeira seta imponente.

Penso que já vem a caminho a resposta para a segunda. O meu blogue, nos últimos dias tem estado à mercê da falha de conteúdo que se preze. É um não-sei-quê de marasmo inabitual. É um curto pensamento a tingir as linhas de escrita automatizada por um teclado sonante a compasso certo. Talvez porque os temas não abundem ou porque haja um descanso intemporal da mente criativa.

Se quem não aparece esquece, há que dar corda ao teclado para que se façam notar algumas letras adequadas à quadra festiva que vamos atravessar: o S. João de Angra do Heroísmo (e de outras localizações também sobejamente importantes).

 

Sanjoaninas 2013

Angra do Heroísmo, 19 de junho de 2013 (nas vésperas da maior festa Angro-terceirense - Sanjoaninas 2013). Leia-se mais sobre a festa in Açoriano Oriental.

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