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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Sábado de S. Carlos (com o tempo a melhorar)

28.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Olh'á morcela!

Tenho cá na ideia minha
Não quero ofender ninguém:
Cada qual puxa a sardinha
À brasa que lhe convém.

Uns puxam para o Rally
Para outros chove a sério
Ágata canta hoje aqui
Na Festa santa do Império.

S. Carlos está cinzento
A chuva cai abundante
Só espero chegar o momento
Que a mesma se levante.

Mas é tempo de chover
Para lagos e lagoínhas
A festa se há de fazer
Com palmas tuas e minhas.

Rosa Silva ("Azoriana")


Algumas imagens da inauguração da Casa Mortuária da Serreta a 27/09/2013, sexta-feira, pelas 18:30

28.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

 

Peço desculpa pela pouca qualidade da imagem mas antes é o que consegui editar com os meus parcos recursos tecnológicos. Há de haver quem tenha melhor imagem para facultar.

O que interessa deixar presente é todo o evoluir de uma freguesia cuja população é pouca mas com grandes valores que lhes legaram os antepassados que se hoje estivessem vivos ficariam orgulhosos de ver a "sua" Serreta ter, finalmente, o que muito os teria gratificado na hora da despedida eterna. Em vez de recorrer a outros edifícios fora da freguesia, hoje já têm um espaço multifacetado para receber e guardar o que os populares vão deixando na sua passagem terrena. Urge repensar atitudes e algumas formas de pensar que em muito prejudicam a vivência terrena. Dê-se valor a quem o merece e sobretudo a quem, seja como for, deu o seu contributo com mérito à freguesia onde nasceu. Sérgio Cardoso deu doze dos seus anos para que a Serreta tivesse o possível e impossível dada a escassa população.

Merecem também os maiores louvores os nossos emigrantes, cuja naturalidade está registada como serretense. Para eles fiz esta edição de imagens para também agradecer toda a sua contribuição para que a "sua" Serreta seja sempre um altar de romaria, de fé, de importante ponto de encontro de tantos e tantas que no meio de tormentas recorrem à Mãe que lhes dá sempre o tónico para a vida ou para aceitar o que por vezes é o caminho para a eternidade.

Bem-haja as crianças que serão os homens de amanhã e peço-lhes que zelem pelo que os seus pais e avós lhes conseguiram deixar como herança gratificante com o suor dos seus trabalhos e alegria da sua identidade.

Bem-haja todo aquele que mesmo não concordando com isto ou aquilo, no fundo, sente que é ali que passam as últimas horas de uma despedida que ficará na memória conjunta. Quem me dera que todas as pessoas das nossas freguesias pudessem estar assim felizes por obra feita como eu, pese embora não residir na minha original, estou por ver a Serreta ir contando na realidade regional dos nossos queridos Açores.

Fica assim o meu testemunho de amor pelo que vejo de bom ser construído com arte, valor e amor.

Meu amor teve uma faceta
Que foi minha capital
Ter nascido na Serreta
Foi um lírio especial.

Foi lá que me ri primeiro,
Foi lá que também chorei,
Entre o denso nevoeiro
Foi lá que ressuscitei.

Por isso a bela rosa
No bico de alva ave
No meu peito já repousa
Me fechará sem ter chave.

Adoro as nossas flores
Nas coroas ou nos ramos
São como versos de amores
Que, enfim, por cá deixamos.

Rosa Silva ("Azoriana")
2013/09/28

2013/09/27, sexta-feira, 18:30 - Inauguração da Casa Mortuária da Serreta

28.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")
Eu vi um homem chorar
Dizem que o homem não chora
Porque conseguiu inaugurar
Mesmo que em cima da hora
Do seu ofício acabar
E sofreu muito até agora.

Foi um sonho o seu projeto
Numa Junta de pouco povo
Talvez nem teve dele afeto
Mas isso já nem é novo
O ato final foi concreto
Por isso eu muito o louvo.

Agora daqui para a frente
Quando alguém ali falecer
Na freguesia de pouca gente
A sua urna já ali vai ter
Sala melhor e decente
Antes de à terra fria descer.

Juro que quem for lá primeiro
Nas tábuas de um caixão
Vai saber o mundo inteiro
Que junto à consternação
Terá na Casa o letreiro
Chorando com a população.

Minha gente tão querida
Ninguém fica pra semente
Pode-se brincar com a vida
Mas a morte é simplesmente
O que torna a despedida
Um luto e uma dor ardente.

E quando um dia me for
Levo dentro do meu peito
O que fiz com muito amor
E também o mal em preito
Agradeço muito ao Senhor
Por ter visto o último leito.

Rosa Silva ("Azoriana")

S. Carlos em festa [2013]. Ceia dos criadores

27.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Em louvor do Santo Espírito

 

A sopa é uma tradição
Desta terra do Divino
Temperada em oração
Do mestre que reza o Hino.

 

Na ceia dos criadores
Há na mesa abundância
Cada um dá seus louvores
Sem nunca haver ganância.

 

Leva-se no coração
A graça dos sete dons,
Todo aquele que é cristão
Merece selo dos bons.

 

O selo do Espírito Santo
Vem do céu com tal doçura,
Que desperta, em nós, o canto
De amor pela Cultura.

 

Rosa Silva (“Azoriana”)

2013/09/26
S. Carlos. Ceia dos criadores

Honor to the Holy Spirit

 

The soup is a tradition
Of this land of the Divine
Tempered in prayer
Of the Master who prays the Hymn.

 

At the creator’s meal
There are plenty on the table
Each one gives their praises
Without ever be greediness.

 

We take in our heart
Blessings of seven God gifts
Everyone who is a Christian
Deserves the best seal.

 

The Holy Spirit seal
Comes from heaven with such sweetness
Which awakens in us the singing
Of our Culture love.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

(Traduzido recorrendo ao apoio do Google translator e minha tradução)

Quinta-feira do Pezinho em S. Carlos - Ilha Terceira - Açores (26/09/2013)

26.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

À mesa da devoção
Da Santíssima Trindade
Há sopa, cozido e pão
Prós irmãos da caridade.

 

Em S. Carlos os criadores
Secos ou de boa maquia
São os dignos recetores
Da partilha por um dia.

 

Quinta-feira do Pezinho
Cantigas dos cantadores
Enchem casas de carinho
De alegria e de louvores.

 

E louvado seja então
Quem cumpre a sua promessa
O Pezinho de Luís Bretão
De novo à Festa regressa.

 

Louvo também a Comissão
De sete jovens ordeiros
Que lidam com a Devoção
Com o zelo verdadeiro.

O Rodrigo que o diga,
Que conheço desde novo,
Merece minha cantiga
Junto o aplauso do povo.

 

E prós restantes rapazes
Que partilham boa ação
Merecem lindos cabazes
De rimas com distinção.

 

Nobre povo terceirense
Dum jardim de quintas belas;
Numa festa sancarlense
Venha o sábado de morcelas.

 

Toda a festa é fecunda
De festejos populares;
Venha a tarde de segunda
Prá tourada me levares.

 

No Altar desta semana
Fica ancorada uma ideia:
Rosa Silva (“Azoriana”)
Sente a sua alma cheia.

admiro[TE] - Instantâneos de uma vida

26.09.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Talvez um dia seja uma vida (de tantas vidas mais) que povoa um cenário ilhéu. Um homem, uma máquina, a mulher e a folhagem, numa valsa de cores ilhoas tão naturais como a sede de viver a vida tal como ela é.

Pode parecer um sonho sem realidade, por enquanto. De início pode parecer algo inimaginável à luz de experiências que poderão surgir sob a voz de um “corta”, “vira mais para ali”, “abaixa a cabeça”, “levanta o olhar mais para ali”, “não te vires tanto”, “fala mais alto”, “ora deixa cá ver onde te enganaste”, “podes chegar-te um bocadinho para a direita”, “temos de repetir”, “agora fui eu que não tinha ligado a máquina”, por entre risos, gritos, aclamações, num faz e desfaz quase sem interrupção.

É assim. É desta forma que SONHO o que poderá vir a ser, quem sabe um dia, uma realidade feita ao correr das ideias articuladas entre um homem e uma mulher que munidos do aparelho máquina e na presença natural da folhagem façam nascer o que de bom se ouviu, pesquisou e se trouxe aos arquivos vindouros.

Ai! Como diria a minha falecida, santa, mãe: - Continua, estás no bom caminho! Foge dos maus caminhos e ergue o pedestal de uma vida...

E pronto, calou-se a voz interna perante o meu espanto. Será mais um sinal do além?! Mais um “faça-se” e eu terei de responder: - Pois, sim, minha mãe! Vai-se fazer.

Rosa Silva (“Azoriana”)

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