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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Viver a vida (feliz)

30.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Eu já não fico contente
Com a mudança de ano
Ao crescer o ano à gente
Mais se avista o negro pano.

Tenho pena de assim ser
Mas este é nosso destino
Ir por anos a crescer
Até se dar o repentino.

Já sinto a nostalgia
Do fim que se aproxima
Da fuga para terra fria.

Onde vou ninguém me diz
Mas enquanto soprar a rima
Hei de assim viver feliz.

Rosa Silva ("Azoriana")

Retrospetivando

30.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sentada no mural duma palavra
Enquanto a nostalgia dilacera
Eis que a rima se me lavra
Sem que a deixe ficar à espera.

E a frase surge, se deslavra,
Como casta flor de primavera,
Na folha que aceita a palavra
Do cerne sem estrofe severa.

Rasgam-se os papéis amarfanhados
Para dar lugar a novas molduras
Sem conter rostos nem doutas figuras.

No timbre da palavra os costumados
Louvores à bravura de uns ilhéus
Lembrando dos seus dourados troféus.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Nota: Talvez seja o último do ano que está mesmo a tocar o mural da mudança. That's almost the last one! [O penúltimo de dezembro de 2013]. Absorta em mil pensamentos, eis que acodi a um: vasculhar o que havia escrito nos princípios de cada mês, ao longo de 2013. Comecei por "estacionar" no artigo datado de 02-01-2013, cujo título apetece repetir: That's the first one! [O primeiro deste janeiro de 2013], onde entre prosa e rima, ressalta a listagem retrospetiva do ano de 2012.

Hoje, trinta de dezembro, apeteceu-me, como que numa imitação e viagem pessoal, e resolvo listar a publicação articulada na escrita mensal estendida pelos primeiros dias do ano que agora cumpre a sua meta. É difícil a escolha, sendo a própria. A ver vou e eis que surge um mapa/2013, de consulta, para lembrete futuro.

 

janeiro Jóia do mar, redondilha...
fevereiro Antevendo o Carnaval (sem vírgulas nem pontos); Graças a uma fotografia de José Sousa, de São Bento - Angra do Heroísmo
março 1 de Março (do Flores "grande");
Ma-til-de = mãe (o significado do nome é simplesmente mãe)
abril Carta ao meu 4º filho (o Blog) de 9 anos
maio Tribuna do 1º de maio;
Viver para Servir, um Amigo sem fronteiras
junho "Percurso de uma vida" - o dia seguinte
julho Aos meus amores;
Olavo Esteves Competições - Festa da Cantoria 2013
agosto 31-07-2013 Entrevista in Rádio Azoresglobal: "Um Abraço de Poesia" à quarta-feira
setembro Festas de NOSSA SENHORA DOS MILAGRES - SERRETA 2013;
Luís Bretão - UMA HOMENAGEM (em livro)
outubro Versos ilhéus;
Definição de Azoriana e LOBOS, na Serra da Ribeirinha;
Uma imagem (repetente) com palavras (repentistas)
novembro A OSIT no CCCAH e a orquestra alemã «Blaswerk Leipzig»
dezembro Recordar é lembrar do que é seu...;
29-12-2013: Recordações quem as não tem!?

29-12-2013: Recordações quem as não tem!?

29.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Lembro o tempo de menina
São tempos que já lá vão
Quando eu era cristalina
Pura e simples de coração.

Os "titios", primos segundos,
Pla minha parte materna,
Quatro irmãos não fecundos,
Com uma bondade terna.

Um casou na dura idade
Sem filhos, só com sobrinhos,
Tive por ele muita amizade
Dele recebi carinhos.

Duas irmãs e outro irmão,
Por "Chico", a gente chamava,
Tímido de bom coração
Que tudo por nós ele dava.

A Maria era a mais bondosa
A Alexandrina a que findou
Uma geração silenciosa
Daquilo que se passou.

Órfãos de mãe muito cedo,
Aos cuidados do seu pai,
Mas nunca tiveram medo
Da sorte que a todos sai.

Trabalharam e ensinaram
Muita coisa que eu fixei
E com eles também levaram
Tudo aquilo que amei.

Lindas ameixas roxas,
Tinham numa ameixieira,
Framboesas pareciam trouxas
Num silvado à sua beira.

Fatias de pão caseiro
Com bom doce de amora
Bela casa com braseiro
Que a mente não ignora.

Um curral para as galinhas,
Com seu galo pra Matança;
Sempre um copo prás vaquinhas
Que na mesma hora avança.

Não havia outra fervura
Ia em direto para a boca
Tal leite era uma doçura
Que sabia sempre a pouca.

Passei tempos ao seu lado
Tardes longas de afeto
Até o pano remendado
Aprendi sob o seu teto.

Agulha e linha d'algodão
Alva naquele pano branco
Era a melhor lição
Que nem precisava de banco.

Na cama onde dormiam
As duas irmãs amigas
Que tanto me conheciam
Por mim tiveram fadigas.

Quando a noite tombava
As horas de maior brilho
Ao colo, coberta, voltava
Sempre pelo mesmo trilho.

A primeira a falecer
Plantou-me uma agonia
Mais eu não pude fazer
Pela bondosa Maria.

Dimas Lopes a visitou
Mas não houve cura então
Do Hospital só voltou
Para a frieza do chão.

Mais tarde foram os manos,
Já tinha eu outra morada,
Eram bons seres humanos
Que no céu deram entrada.

Alexandrina, mãe de Crisma,
Que me fazia chorar
Por no fim ter uma cisma
Do passado ressuscitar.

Foi-se sem me despedir
Nem lhe dar mesmo amor
Lembro dela a sorrir
E a dar-me tanto valor.

As "sobrinhas" para ela
Eram o seu património;
Tantas vezes à janela
A rezar a Santo António.

Talvez pedindo pra lhe dar
De volta as suas meninas
Que andavam a brincar
Rindo, rindo, cristalinas.

A saudade hoje perdura
Dos passeios feitos a pé
De ir buscar folhas e verdura
Pra Jesus, Maria e S. José.

O seu beijo era doce
Como doce é a lembrança
Quem dera que não se fosse
O tempo que não se alcança.

Digo com sinceridade
Que vivi a melhor parte
Do tempo de mocidade
Sem saber se tinha arte.

Hoje sei que eu a tinha
Bordada de letras de ouro
E que hoje ela vinha
Construir este tesouro.

A hora é especial
O minuto nos dá rigor
2013 no final
Pra louvar este AMOR.

Louvo a outra geração
Que me ensinou a trilhar
Toda a grande admiração
Que hoje estou a partilhar.

Amem muito os ascendentes
Mesmo os que já partiram
Raízes sempre diferentes
Que em suma nos construíram.

Se contares estas rimas
E te derem número par
Vais saber quem mais estimas
Quando saíres do teu lugar.

29 de dezembro de 2013
Rosa Silva ("Azoriana")

O fim do ano se aproxima...

27.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Figuras do presépio

Menino Jesus, Maria, S. José, Anjo Gabriel, os reis magos: Baltazar, Belchior e Gaspar; a vaca, o burro e a ovelhinha.


Ontem (26-12-2013) pasmei a olhar uma montra de uma loja da nossa mui nobre e leal cidade de Angra do Heroísmo. O que vi?

As figuras tradicionais do presépio de Belém, em formato avantajado deslumbrante. Nem vasculhei o custo de tal série figurativa mas a ver por outras que a ladeavam e também animavam o olhar dos transeuntes, seria um valor impensável neste momento.

Sinceramente é de admirar profundamente estas figuras que de tão bem executadas, tão lindas, atraem a vontade de as levar para o lar e coloca-las em lugar privilegiado com direito a ser visitado regulamente. Mas como adquirir tal engenho e arte?! Como?! Fico pelo sonho e pelo desejo que são as manchetes do dia-a-dia.

Vou permanecer com esta pena o resto dos dias que me são doados para me entregar a coisas reais e palpáveis… Mas que é uma pena… é mesmo uma pena…

Limpezas e arrumações de fim de ano

Escusado será dizer (porque certamente é hábito de mais pessoas) que ao aproximar-se os últimos dias do ano sou dada a limpezas e arrumações para que nada fique desarrumado de ano para ano. Vejam lá se fica bem uma blusa suja de 2013 para 2014?! Uma toalha espalhada, um pano à revelia, um prato com alguns restos, uma gaveta revirada, um chão com migalhas, etc. Sou assim e tenho essa mania que tento cumprir nesta época para me sentir livre e feliz na abertura da janela a novo ano.

Votos meus

Que todos tenham boas entradas e que se aguentem sempre com quaisquer intempéries normais e as que nos surpreendem.
Há que dar as mãos e continuar com a solidariedade e partilha que nos são peculiares.
Há que conter os luxos e abrir mãos do que gostamos mas não faz falta.
Há que sorrir mesmo que por dentro haja uma sombra negra a provocar a caída de alguma lágrima teimosa.
Há que ser forte mesmo que a fraqueza paire no físico e no mental.
Há que amar… Amar é tão bom: dar e receber um abraço, um beijo, um aperto de mão, um aceno feliz mesmo que alguma dor seja persistente.
Há que aproximar mais dos que nos são queridos e precisam nem que seja do consolo de uma palavra amiga ou de um tempo para ouvir o que nos tem a dizer.
Há que ser tolerantes perante alguma adversidade maior.
Há que espreitar os gráficos da saúde e os remédios para alguma enfermidade permanente ou temporária.
Há que falar sincera e eficazmente com quem temos ao lado para evitar silêncios demasiado duradouros.
E, finalmente, sejam felizes o melhor que puderem. Entre o mal e o bem escolha-se sempre e ajuizadamente o BEM.

BOM ANO 2014 PARA TODOS!
Angra do Heroísmo, 27 de dezembro de 2013.
Rosa Silva (“Azoriana”)

Pai Natal muito generoso...

26.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Foi um Tablet... Não esperava tal prenda, aliás nem contava com qualquer prenda... A felicidade deve ter brilhado bastante no meu olhar que se surpreendeu ao cubo.

Foi mesmo um gesto bonito e agradeço muito ao "Pai Natal" Pipoca... Como também agradeço muito aos irmãos e restante família pelas prendas que me deram.

Para uma amiga do Continente, de Góis - Coimbra

24.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Boa amiga Clarisse Barata Sanches,

Esta carta que lhe escrevo
No dia da Consoada
É por achar que lhe devo
Uma palavra dedicada.

Querida amiga do bem,
Dos louvores e da virtude,
Seja esta data também
Para si de muita saúde.

Que o Menino de Belém
Lhe aqueça o coração
Sorria como convém
A todo o povo cristão.

Um abraço de amizade
Muito forte, apertado,
Para uma amiga que há de
Estar sempre do meu lado.

Feliz Natal e um Ano com melhores condições de subsistência.
Um beijinho para si e outro para a Judite.

Rosa Maria Silva

Presente de Luz

23.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")


PRESENTE DE LUZ

O Natal seja dourado
Não de cousas, só de amor
De alegria iluminado
Pela Graça do Senhor!

Noite linda, céu estrelado,
Muito frio, luz, fervor:
Jesus, Maria e ao lado
S. José, seu protetor.

Nós vemos a grande fé
Que vem dos tempos d'além
Do presépio de Belém.

E a Estrela que bela é
Espelhando a claridade
No regaço da amizade!

Rosa Silva ("Azoriana")

O Natal é estar feliz

22.12.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Meus amigos hoje fiz
Uma velha descoberta
O Natal é estar feliz
Mesmo se a "dor" aperta.

Digo "dor"porque a saudade
É a dor intermitente
Que se prende à amizade
Que se tem pelo ausente.

Para toda a família
Da parte de pai e mãe
Sejam felizes cada dia.

Mando um apertado abraço
A todos que quero bem
Os heróis do meu regaço.

Rosa Silva ("Azoriana")

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