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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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É Carnaval (quase, quase)

28.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Bom dia classe trabalhadora.
Nem sei se o dia está de sol?!
Na cabeça tenho uma debulhadora
E nem prego olho no parco lençol.

Tenho uma boa remessa de flechas
Que Índios me andam a atirar,
Na testa as dores parecem mechas
Numa fogueira sempre a solfejar.

Bendito seja o nosso Carnaval
Com apitos e ruídos de alegria…
Oxalá não piore e tudo me faça mal
Bem como aos índios que a mente cria.

Nem sei se vou dormente a folia aguentar
Sentada na dura cadeira de um salão
Com gente brincando a bom cirandar
E a provocar a minha inquietação.

O trabalho cai em cima de mim,
Como um boião cheio de cultura
Na madrugada acordo, enfim,
Volto a dormir como em sepultura.

Só mesmo a rima para a vida atiçar
O que de morto já me parece ser…
Acabo, então, por nada apregoar
Sobre o que me anda a entontecer.

Gozem bastante o bravo Carnaval
Com os bailinhos que nos trazem encanto
Não deixem é o frio vos fazer muito mal
Para caírem doentes para novo canto.

Comam bastante doçura nas mesas,
Espantem o povo que se quer feliz;
Não deixem as gadelhas muito desprezas
E cantem alto o que tendes de raiz.

É Carnaval!

Rosa Silva ("Azoriana")

Bailado açoriano

25.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Dançam as ondas do mar
No palco de águas mansas
Dançam estrelas no luar
Que com teu olhar alcanças.

Dançam ramos de arvoredos
Com melodias de vento
E dançam os meus segredos
Nas linhas deste momento.

As ilhas são um mistério
Numa dança regional;
Em cada uma um Império
Com Bandeira em pedestal.

Dançam as letras fogosas
Que saem do coração
Como um ramos de rosas
Que dança da emoção.

Somos aquilo que criamos
Na mansidão da escrita;
Somos tudo o que amamos
Só quem vê nos acredita
E se não somos sonhamos
Com a dança favorita.

Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo. Terça-feira rumo ao Carnaval.

BPAR Angra do Heroísm: Charrua e seu espólio

25.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Charrua - o Poeta do Desafio

 


 

Para que conste vos digo
A definição de Poeta:
É contudo ter consigo
A inspiração de profeta.

É ter em si o Ideal
O perfume da poesia;
É ter o dom original
E abraçá-lo cada dia.

Depois vem arte e talento
Numa bandeja dourada
Que se serve num momento
E não custa quase nada.

Uma admiração perdura
No Povo e sua memória
E daqui nasce a cultura,
O património e a História.


Nota: Após verificar e reler o prefácio assinado pelo Dr. Marcolino Candeias, sobre José de Sousa Brasil Charrua.

Desde já vos adianto
Que é digno de elogio
Quem trabalhou e fez tanto
Plo Poeta do Desafio.

Seu espólio catalogado
À nossa disposição
Na Biblioteca zelado
Ao dispor da Região.

Rosa Silva ("Azoriana")
No dia que tomei conhecimento do sítio que nos partilha a documentação existente de Charrua

Carnaval da lilás ilha

23.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Uma colcha de poemas
Embeleza a ilha Terceira:
Os Bailinhos com seus temas
São a paixão verdadeira.

Carnaval não tem idade,
Nem tristeza, nem pecado;
É um palco de amizade
Sempre com a rima ao lado.

Carnaval da lilás ilha
Não tem conta nem medida
Foi amado toda a vida.

Na diáspora se partilha
O Carnaval dos lilazes:
"Ora vá dentro rapazes!"

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo, 23.fev.2014
(Dedicatória póstuma a Carlos Cândido - 23.fev.2001 - faleceu pelo Carnaval, do qual gostava muito)

Último sábado de fevereiro

22.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Como é sabido, pela maior parte dos conhecidos, nem sempre fui amante de escritos em prosa e/ou rima. Não escrevia coisa alguma no tempo em que nem tempo havia para pensar nela.

Por outro lado, sempre tive pensamentos continuados e fora de comum, que ninguém sequer sonhava que os tinha. A minha mente, como a de muitos, é um amontoado de ideias, palavras e sonhos, uns realizáveis, outros apenas flutuam calados.

Isto a propósito de dar comigo, nos dias que correm, a escrever escrituras mesmo sem papel nem caneta, sem teclado nem outro qualquer meio tecnológico. Apenas escrevo mentalmente em rascunhos sem passar à efetiva edição.

E quando leio outros escritos em prosa catedrática, como lhes chamaria, ou em rima intuitiva, sinto chegar a galope uma vontade imensa de dar vida a letrinhas coroadas de mil sentimentos ilhéus e, mais concretamente, com a tonalidade dos verdes húmidos e azuis marinhos ou celestes de um palmo serretiano. Amo este termo que encontrei (e não lembro se já o conhecia mas não me é totalmente estranho) numa nota de Fagundes Duarte, neste sábado de invernias.

Como sou feliz, minha gente amiga (ou não), com os escritos de outrem e meus. Como sou feliz quando dou aplausos e os recebo em prol da escrita que acende fogueiras na alma.

Estou completamente apaixonada por tudo o que me faz escrever e ler neste pedaço de escritos amontoados, ora de alegrias, ora ténues badaladas sentimentais.

Escrevo e escreverei até que haja motivo para abraçar o que de melhor tenho: a ilha, de ilhas e de escrituras valentes, coloridas de anil, de pastos, montes e vales... palcos marujos e outeiros de esperança.

Não se deixe empalidecer a ilha que somos.

Sábado, véspera de um aniversário de quem trouxe o mar à minha mãe - terra serretiana, mas que partiu para outro universo há treze anos.

Que este escrito prosaico o eleve como o elevo agora:

- Carlos Cândido, meu pai, mestre, artista de pluri-artes, oxalá estejas bem, na companhia da minha mãe!

Todos amamos os nossos antecedentes de uma forma ou outra, na justa medida. Pena é de quem não pode amar, entenda-se querer-bem seja a terra ou o mar: o que nos constrói em laços de fogo e cultura.

22 de fevereiro de 2014

Rosa Silva ("Azoriana")

Terceira minha querida!

18.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Terceira minha querida
Amor do meu coração
Por lilás és conhecida
Terra da minha paixão.

Em ti muita gente pensa
Cada vez que reza o terço
Foi de Jesus à nascença
E de quem teve cá berço.

Minha terra abençoada
Com festivais de alegria
Desde nova coroada
Por sorrisos de simpatia.

Das nove a mais animada
Seja de noite ou de dia,
Numa visita guiada
Uma saudade nos cria.

Rainha de Portugal
Foste e sempre serás
Tens uma Sé catedral
Que o Rei Salvador nos traz.

Nove estrelas reluzentes
Tem assento na Bandeira
E na gente estão presentes
Cada uma à sua maneira.

Canta como canto agora
Em tom de felicidade
E canta que a tua aurora
Dos Açores tem claridade;
Canta a mãe que te adora,
Canta o campo e a cidade
E canta a ilha onde mora
O que te causa saudade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Galeria da alma (para quem diz que a escrita é uma seca)

17.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Bom dia!

Gostava de me sentar na galeria da alma. Após um fim-de-semana de pouca atividade apresento-me ao rescaldo das coisas por fazer. Abri os olhos para o novo termo e assentei a forma de estar viva, mesmo que embaciada pela ausência das janelas do campo.

Ainda, sem correntes duradouras, faço os possíveis por tingir de letras os passeios de artigos ao desbarato do pensamento. Não me importo com as entrelinhas do maldizer e digladio-me com as que possa estender nos fios da comunicação à vista mundana. Talvez poucos e poucas as leiam mas dá-me um prazer enorme deixá-las esvoaçar de mim para as relíquias de um piscar de olho.

Nasceu gente e morreu outra, forçosamente. Eu nem sei se vivo ou se estou na vista do ilhéu de palco com o pano curvo. Não se pode prever o além. Apenas se podem adormecer as ideias na curva do tempo que vai surgindo.

Dormi bastante e ouvi o som das minhas palavras na corrente de outras tantas que se vestiram de delicadeza e ou timbre mordaz. Prefiro sempre a beleza do palavreado anunciado a uns quantos ouvintes. Não sei precisar quantidades mas que prevaleça a qualidade, animada de satisfação. A minha satisfação é diferente dos demais. Prefiro nem balbuciar o quanto me satisfaz abrir a alma ao dia seguinte, depois de receber a visita da simbólica divindade de prata. É bonito acordar para a vida após um sonho vadio.

Debruço-me, agora, no quadro da semana e vejo os números a clamar audiência. Quem sabe se ainda vou a tempo de os alinhar e enquadrar na fileira de um estado de apuramento anual.

De resto, desejo um bom dia de segunda. Hoje é dia de correio, do meu correio.

2014-02-17

Quando Ele quer connosco estar

16.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Uma Coroa, com pomba no globo celestial, o cetro e a salva são os componentes essenciais, de prata, para simbolizar o triângulo da nossa fé: Pai, Filho e Espírito Santo que fazem a união plena que é DEUS. Quem crê, sem mais aquelas, sente-se coroado de bênçãos ao ponto de ter a força necessária para sobreviver às arrogâncias da vida terrena.

 

Ao lado, e não menos devota, está a simbólica imagem, que serve de exemplo da verdadeira imagem existente no altar do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, da freguesia da Serreta.

 

Ainda, mais ao lado, o Coração de Jesus e o Coração de Maria, em duas pequenas estatuetas que adquiri com gosto. Nos anos idos consta que não havia casa que não possuísse um exemplar desta dualidade religiosa: Mãe e Filho.

 

A luz representa, no modelo de água, azeite e a lamparina, a alegria da companhia de claridade.

 

Por fim, as flores, que mesmo sendo artificiais, completam o ornamento de um compartimento dedicado à visita domiciliária de intenções festivas cristãs.

 

Anualmente acontece esta permanência, por uma semana, sensivelmente, para que possamos refletir na nossa breve existência. Há quem tenha em sua residência uma Coroa benzida pelo sacerdote e creio que é uma proteção na vida. Quem crê tem uma força diferente e vive aceitando a vontade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

Na alegria e na tristeza,
Na saúde e na dor
Só Deus dá com firmeza
O verdadeiro Amor.

Se crente não questionas
A bondade do Senhor
E com gosto adicionas
À vida o grande valor.

Salve Espírito Santo,
Salve nobre Padroeira,
Amparai o nosso canto
E da humanidade inteira.

Que a vossa luz ilumine
As horas de cada dia
E que maior fé domine
Os corações em agonia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um cheirinho da ilha Terceira, para Radio Portugal USA

15.02.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

Gostava de assim chamar

A minha intervenção

Para puder perfumar

Quem ouve a vossa emissão.

 

Foi a quinze de fevereiro

Que minha voz emigrou

E foi o dia primeiro

Que com efeito ecoou.

 

"Voz dos Açores" na estação

Rádio Portugal USA

Onde cada coração

Bate como o meu, bem sei.

 

Com inédita criações

No sábado de cada semana

Deus dê mais ocasiões

Prás rimas da Azoriana.

 

Obrigada a todos vós

Com atenção redobrada:

Seja louvada a vossa Voz

Pelos Açores admirada.

 

Doravante o meu regaço

É uma hortense de alegria

Termino com um abraço

A quem me fez companhia.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Gravado para a Rádio Portugal USA.

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