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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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É...

27.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

é uma dor sem agonia
um pensar sem medição
um misto de maresia
com os baques do coração
é um querer e não saber
de uma longa caminhada
é morrer quase sem querer
à borda de quase nada.
é uma valsa dos sentidos
ao molho e fé em Deus
é gozar textos perdidos
alguns que até são meus.

rs azoriana

Parabéns a ti (e à gente)

27.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")
O nosso casamento

 

Muitos parabéns, meu querido!
Num dia tão especial
Por termos juntos unido
O teu ao nosso ideal.

Festejemos nossa data
Neste que é o teu dia:
Há um laço que se ata
Com amor e alegria.

Três anos que já passamos
Numa nova união
E outros que recordamos
Do fundo do coração.

Porque há sol, marés e ventos,
E outras que tu me dizes...
Entre todos os momentos
Destaquemos os felizes!

Beijos
Rosa Silva ("Azoriana")

Altar da ilha

25.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

 

Ó minha Serreta linda
Altar da Mãe de Jesus
Como ela não vi ainda
Entre verdes, céu e luz.

Como ela não vi ainda
Bela flor que me seduz
Tem uma graça infinda
Da Mata que lhe faz jus.

Serreta ó cheia de graça,
Rica de cores na praça
Que dá feriado à ilha.

És berço da minha fé
De quem te visita a pé
Que vê tua maravilha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo, 25 de maio de 2014

Obreiros com alma terceirense

24.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")
 
Imagem de Hildeberto Franco - Kanal Doze Ribeiras
 
Hildeberto fazes bem em levar à emissão os obreiros que embelezam o que dá valor à freguesia e à ilha, logo aos Açores. Obrigada em nome dos que tem as mãos calejadas, o olhar, rosto e corpo cansados mas felizes por darem o que a sua vocação deixa fluir nas coisas que nos chamam a atenção, quer numa passagem esporádica, quer na permanência de ilhéus, apreciadores do belo e natural, como são todas as coisas que vivem lado a lado com a terra, céu e mar, no diurno ou noturno estado real e pacato.

Quem trabalha por gosto
Na terra que dá que comer
Deixa no que faz exposto
O ser de ilhéu ao nascer.

Quem trabalha é feliz
Na nossa insularidade
Porque trouxe de raiz
Brava regionalidade.

O futuro sendo incerto
Mostrará valor presente
Nas imagens do Hildeberto
Que louva a nossa gente.

Bravo amigo que conheço
Desde outrora com simpatia
Por tudo muito agradeço
Deus te inspire dia-a-dia.

Abraço
Rosa Silva ("Azoriana")

As torres (de Angra do Heroísmo)

24.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")
Imagem da autoria de Guida Forjaz. 2014
 
 
As torres ao céu erguidas
Dos templos da boa cidade
Angra de mãos estendidas
Numa súplica divindade.

Património mundial
Comemora a trintena
Com traçado original
E a Sé de Cristo em cena.

Misericórdia reluz
Do seu alto campanário
No coração tem Jesus
Santa hóstia no Sacrário.

Solene paralelismo
Reina nas torres de fé
Viva Angra do Heroísmo
E quem mostra como ela é!

Viva quem vier por bem
À Catedral do Salvador
E a quem vier também
Visitar o Redentor.

Há um fogo que se ateia
No peito da Brava gente
Por ver sua Angra cheia
De beleza no presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

2014/05/24

A Santo Cristo dos Milagres

22.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")



Santo Cristo, solene Festa,
Dos Milagres, de S. Miguel,
Não há outra como esta
Ilha doce como mel.

Pérolas de excelso amor
Por Cristo crucificado
Devoção pelo Senhor
Que tanto tem perdoado.

Capa rubra de valores
Que veste a Santidade
Das nove ilhas dos Açores
De uma a Solenidade.

Luzes brilham quais estrelas
Na noite de romaria
Quem me dera puder vê-las
Nas rimas que a mente cria.

Santo Cristo louvado seja
A toda a hora e momento
Quem no Santuário esteja
Pense no Seu sofrimento.

Pai, Filho, Espírito Santo
Batendo no coração;
Dos Três, um é portanto
O centro da oração.

Reza por mim, por ti também,
Reza pelo mundo inteiro,
E pede à Sua Mãe
Que liberte do cativeiro
Quem deixou de fazer bem
Porque o mal falou primeiro.

Santo Cristo e Nossa Senhora
Olhem o mundo cristão
E ajudem, sem demora,
A fraqueza de cada irmão
Que enfrenta nesta hora
A dor, a fome, a ilusão.

Rosa Silva ("Azoriana")

DES 4º domingo

18.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")
 
Um não sei quê
Um não sei quanto
Não sei porquê
Não sei de tanto.

Foguete ecoa
Passo alinhado
Cetro e Coroa
Por todo o lado.

Gente feliz
Em romaria
Sua voz diz
Avé Maria!

Gente de fé
Hino de Amor
Todos de pé
Por Ti, Senhor!

E a melodia
Da nossa Banda
Faz companhia
A quem comanda.

Desde o berço
Que a Região
Reza o Terço...
Há coroação!

Foram as Rosas
Santa Isabel
Que deram prosas
Versos de mel.

Um não sei quê
Um não sei quanto
Já sei porquê
É Espírito Santo!
 
Rosa Silva ("Azoriana")
 

 

2014-05-10. Um sábado diferente, nas Doze Ribeiras.

10.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")
 
 
Fui em diferente destino
Evento extraordinário
Vi o Império do Divino
E o Divino no Sacrário.

Vi coroar Nossa Senhora,
Ouvi cantar com beleza,
Quem a Santa Isabel ora
Vê rosas, tenho a certeza.

Doze Ribeiras, vizinha,
Da Serreta onde nasci
E onde tanto aprendi.

Tenho na ideia minha
Alegrias de outra idade
Com perfume de saudade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rescaldo da semana

06.05.14 | Rosa Silva ("Azoriana")

A semana tem sido pródiga em acontecimentos especiais, sobretudo para quem vive emoções fortes, tal como eu.

Sendo maio o mês dos “m’s” continua a florir com outras letras em livros que vão surgindo pela apetência de escritores que gostam da cultura popular açoriana e das cantigas nas vozes dos nossos amigos do desafio.

A vinda de José Fonseca de Sousa e esposa ao lançamento do livro de “António Mota - o cantador” é um dos casos a que me refiro no parágrafo anterior;

A vinda (surpresa para mim) da amiga Kathie Baker e marido, dos USA foi outro momento de carinho e ternura;

A noite de ontem (5/5/2014), no Retiro dos Cantadores da Vinha Brava, propriedade de José Santos (Gaitada) que me colocou nas cantigas de desafio com o nosso querido João Leonel, mais conhecido por “Retornado”, cujo desafio se torna, à partida, de maior responsabilidade por ser um cantador dos mais antigos com amor pelo improviso e que já deu inúmeras provas de beleza poética ao que dos seus lábios sai. É um cantador que eleva, sem se elevar, a cantiga ao grau de superioridade da inspiração nata, sem desfazer a sua bonita humildade.

Não estava à espera de cantar porque estava com dificuldades vocais mas após ouvir a melodia, olhar para aqueles cabelos esbranquiçados e um olhar como que a recomendar calma, o resto foi ao sabor da inspiração perante algumas “questões” que me deram caminho ao longo do desafio. A meta foi pelo amigo “Retornado” melhor alcançada mas confesso que me senti muito bem ao seu lado.

A noite continuou maravilhosa com os desafios de Fernando Alvarino e Rogério Rebelo, João Leonel “Retornado” e José Santos (Gaitada) com sextilhas, de se tirar o chapéu, em homenagem ao convidado especial José Fonseca de Sousa, e, por fim, Liduino Borba e Rogério Rebelo presentearam a assistência, composta de um conjunto de amigos, com umas “Velhinhas” à moda da Terceira, provocando palmas e risos.

Na volta a casa pairava em mim a emoção contente e a lembrança de conversas entre amigos que fazem da nossa cultura um estandarte de alegria com o prazer da cantoria. Onde quer que esteja um terceirense contagia outros tantos e até quem não é residente habitual mas que, de passagem, leva consigo a lembrança do nosso entusiasmo ilhéu.

Fernando Pereira, o grande divulgador das cantigas, também lá estava com seu bonito gesto de captar em imagem/som o que, porventura, ficará bem aos olhos do mundo como que uma relíquia açoriana de um momento que se pode multiplicar por diversos espaços onde haja uma viola da terra, um violão e o dedilhar de melodia airosa que dá um gosto especial ao verso da cantiga que não se estuda nem se aprende mas tem-se no imediato, sem hipótese de emendar.

Bem-haja a todos os que gostam do que é nosso e genuíno. Bravo amigos!

Rosa Silva (“Azoriana”)

2014/05/06

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