Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

Canto à Tribuna Portuguesa

31.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Tribuna

Canto à Tribuna Portuguesa
[De José Ávila]

Tem o palco da Tribuna
Engenho de escritores
Encimado pelas flores
Que ao bem sempre nos una.

Não tem falha nem lacuna
Das letras faz seus amores
Numa tela lindas cores
Da diáspora a fortuna.

E eu faço o que posso
Divulgando o que é nosso
Dando asas à cortesia.

A Tribuna Portuguesa
É um palco de beleza
Que dá palma à poesia!

Rosa Silva ("Azoriana")

Saudade...

31.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Maria, pais, Alexandrina

"O que fica de quem vai?" Ouvi a pergunta de Daniel Oliveira a Daniela Mercury, em Alta Definição, de 31/01/2015.

Eu respondo:

Fica a lembrança combinada com a saudade de quem se amou.

E aí dou comigo a pensar... Ai saudade que me matas em vida...

 

Saudade em vida mata
É um nó que não desata
E numa tristeza lança
Tenho saudades da filha
Que é minha maravilha
Um desejo de criança.

Saudade de outras eras
Quando as minhas primaveras
Eram vaivéns de atalho
Da infância quando eu ia
Na hora de qualquer dia
À visita que agora falho.

As "titias" que já não estão
Residem no coração
Alexandrina e a Maria
Aprendi que a saudade
Se constrói da amizade
Ao lado de quem nos cria.

Tive meu pai, minha mãe,
Que às filhas queriam bem
Foram meu berço sagrado;
E mesmo na outra banda,
Vizinhas da minha varanda,
Tive outro berço lembrado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lançamento do Livro - José Amaral - O Poeta Sentimental

30.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

José Amaral - O Poeta Sentimental

A apresentação da obra estará a cargo de Alvarino Pinheiro, no Etis-Bar, localizado na Rua de Jesus, na Praia da Vitória, dia 30 de Janeiro, pelas 20h00. (Continua em Jornal da Praia).

 

Fico hoje muito feliz
Como se fosse comigo
Que é como quem diz
Estarei hoje lá consigo.

José Fonseca e Liduino
Uma dupla em parceria
Estarão neste destino
Para honrar este dia.

É um dia glorioso
Para José Amaral
Cantador harmonioso
Poeta sentimental.

É bonito e acredito
Que haverá emoção
Mais um livro favorito
Que entra p'ra coleção.

Coleção Improvisadores
Cujo sétimo se lança
Na bel'ilha dos Açores
Mais um gosto que avança.

Amigo José Amaral
Quero lhe dar um abraço
Que será fundamental
Pra alegrar o novo passo.

Rosa Silva ("Azoriana")

FELIZ DIA DAS AMIGAS!

29.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Feliz Dia Das Amigas!

A todas sem exceção
Um feliz dia de Amigas
As rosas da ocasião
São coro nestas cantigas.

Melhor dia da semana
Que hoje se comemora:
Um abraço da Azoriana
A quem me visita agora.

Haja sempre amizade
Hoje e sempre doravante
E haja felicidade
Um sorriso no semblante.

Celebremos alegrias
Sem causar nenhuma afronta;
Esta vida são dois dias
E este já vai na conta!

Rosa Silva ("Azoriana")

Boneca de trapos: “Joana Preciosa” - Agradecimento

27.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Antes - Hoje deu-me para isto, em 06.12.2013;
Ver para crer: O Presépio da Jacinta Álamo, em 03.12.2014.

Depois - Boneca de trapos: “Joana Preciosa”, uma oferta criada por Jacinta Álamo, em 27.01.2015.

 

Antes - O MOTE:

Se não ficar muito feio
Eu até vou já pedir:
Pai Natal, no teu recheio,
Uma boneca pode vir?

***
Muito tempo nem demorou
Uma chamada me veio
Pedinchona sei que sou
Se não ficar muito feio.
***
Se quiserem conferir
Um pedido feito outrora
Eu até vou já pedir
Que lhe pague Deus agora.
***
Eu pedi ao Pai Natal:
Pai Natal, no teu recheio,
Foi pedido especial
Que veio com muito asseio.
***
Uma boneca pode vir?
E veio uma Joana linda
Preciosa, quero aplaudir,
Como ela não vi ainda.


Depois - AGRADECIMENTO

Mil vezes MUITO OBRIGADA,
À Jacinta Álamo, amiga,
Será por mim acarinhada
A boneca tem cantiga.

Pelo teu belo trabalho
Pelas horas a cozer,
Cada pedaço e retalho:
Bem-haja o teu afazer!

Fico à disposição
Da tua graça amorosa;
E seu nome em questão
É Joana Preciosa.

Joana tu é que deste
Preciosa eu completei;
Estou grata ao que fizeste
E tão pouco eu te dei.

Dou-te versos escancarados
Para o mundo inteiro ler
Artesã de bons bocados
Louvo e dou a conhecer.

Um beijinho desta Rosa
Que ficou deveras rica
A «Joana Preciosa»
Nossa amiga sempre fica.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Joana Preciosa, a Boneca

Rádio Portugal USA: Um cheirinho da Terceira com Pré Carnaval

26.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Bem-haja ao pessoal
Que virá ouvir a gente:
Bem-vindo ao Carnaval
A tradição repetente.

Que ninguém leve a mal
Aquilo que a gente sente
Porque o mais natural
É a rima andar com a gente.

A Terceira tem mais encanto
Em festas e carnavais;
No Divino Espírito Santo
E em tantos temas jograis.

Ó minha ilha de amores
Aos teus versos eu me rendo;
Aos verdes e lindas flores,
Lírios que estou escrevendo.

Que diga quem vem por bem
À catedral do lirismo
Porque são esses que têm
A força, graça e heroísmo.

Há lirismo cantador
Quando a festa é rimada
Vê-se o condão do Senhor
Em cada rima traçada.

Viva, viva a Terceira
Viva quem ri e quem canta
Viva quem tenho à beira
E tudo o que mais me espanta.

Que não se espante a alegria
A nossa força constante
Na transmissão de harmonia
A quem de nós está distante.

Mesmo que estejas ausente
Da festa do Carnaval…
Sei que sentirás presente
A tua terra natal.

Mas no meio disto tudo
Também há mal e tristeza
Muitas vezes no Entrudo
Parte alguém da natureza.

Porque a vida continua,
Seguindo o seu trajeto;
Temos o brilho da lua
Temos o sol como teto
E a visita quando é tua
Faz-se em laços de afeto.

Que o afeto nesta hora
Seja o elo de união
Entre quem está lá fora
E quem está na Região
Aos que estão chegando agora
E aos que já cá não estão.

S. Carlos, 24 de janeiro de 2015
Rosa Silva ("Azoriana")

Gravado para a Rádio Portugal USA.

2015: Penúltimo sábado de janeiro

24.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

DES Divino Espírito Santo

Vinde Ó Espírito Santo
Aliviar nossas dores;
Alegrai o nosso canto
E inspira os cantadores.

Ao lado, Nossa Senhora,
Feita por mãos de artesão,
Fazei que eu nesta hora
Transmita boa oração.

A oração em verso feita
Coloca santa magia
Nos contornos da alegria.

E a prece que se ajeita
Entre quatro das paredes
À Coroa que nelas vedes.

Rosa Silva ("Azoriana")

Às festas da ILHA

20.01.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Ainda bem que há inverno
Para a gente descansar
Das festas que no externo
Fazem a gente trabalhar.

Ir ao mato buscar faias
Cedros e flores garridas;
Preparar nossas alfaias,
As alcatras e as bebidas.

De casa em casa com a saca
E uma lista na mão;
Há quem prefira dar uma vaca
Para esmolas e função.

É certo que o Carnaval
Já espreita com um sorriso,
Muito rente ao Natal
Faz-nos perder o juízo.

O que nos faz mais encanto
Como vinha a explicar
É enfeitar o Espírito Santo
Fazendo um alvo altar.

Pão, rosquilhas e "brindeiras",
Terço e alguns cantares,
No portal estão as bandeiras
Chamando gente aos lares.

Mas a festa continua
Na Terceira não se atrasa,
É ver o povo na rua
Ao toiro arrastando a asa.

Nas festas paroquiais
Que dão vista ao padroeiro
Enfeitam-se os arraiais
Com trabalho do ano inteiro.

Meus amigos podem crer
Que no meio disto tudo
O que na ilha faz mexer
É mesmo o nosso Entrudo.

Com os bailinhos e as danças,
Rimas, vozes e belos trajes,
Os que vão nestas andanças
Têm boa maquia das Lajes.

Porque as Lajes da Terceira
Pertencem ao Ramo Grande,
Ao redor da ilha inteira
É zona que mais se expande.

Não quero ofender amigos
Que são doutra localidade
Temos festivais antigos
Feitiço de Angra cidade.

As bravas festas de verão
Da saudade são calmantes
Trazem à ilha da Região
Os queridos emigrantes.

E agora vou descansar
De toda esta canseira...
Não vos canse festejar
As festas da ilha Terceira.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pág. 1/3