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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Poema para João Luís Esquível

28.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta maravilha

SONHO REALIZADO

Em frente, de ouro se veste
O poente horizonte;
E ainda o pico monte
De alegria se reveste.

Que honra então se preste
À beleza dessa fronte;
Na Praça logo se apronte
Grande festa ao que fizeste.

Serreta está orgulhosa,
Freguesia de ideais,
E fica feliz a Rosa.

É vizinho do quintal
Onde viveram os meus pais
E do meu berço natal.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Euclides Álvares

28.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Queria ser o sol madrugador
Para lhe dar o ouro da frase
Com o agradecimento base
Que merece um amigo locutor.

Queria ser a lua quando cheia
Para ser na melhor da sua fase
Com a beleza lunar que quase
Enfeitiça a estação de boa veia.

Euclides, barbarense de emoção
Toma o rumo da sua grande emissão
Para unir a ilha ao seu Novo Mundo.

E eu dou comigo em desassossego
Porque à Voz dos Açores tenho apego
E a gratidão é o meu verso mais fecundo.

Beijo da ilha Terceira antes do dia de petas quando vim ao mundo ilhéu.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gravado para a Rádio Portugal USA.

Primavera (e muda a hora)

28.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Muda p'ra hora de Verão
Que há muito se espera
Começa a florestação
Da bonita Primavera.

As aves cantam seus hinos
Florescem campos de cores;
Só o toque de nossos sinos
Por Jesus choram as dores.

Mas a vida é mesmo assim
Temperada de diferenças
Atrás de bom vem ruim
Sol, alegria ou desavenças.

O que hoje nos inquieta
Amanhã pode mudar
Só ninguém muda a meta
Que havemos de alcançar.

Meu amigo emigrante
Se estiveres abastado
Lembra do teu semelhante
Que vive cá amargurado.

Dá um passo, olha o Céu,
Em hora que possas vê-las,
São saudades do povo ilhéu
Que cintilam nas estrelas.

De dia os tons de anil
Lembram o mansinho mar
Na onda primaveril
Que gosta de te abraçar.

E faz a pausa que eu faço
Vive um dia de cada vez
Valoriza o teu espaço
E a beleza que Deus fez.

Bom sábado!

Rosa Silva ("Azoriana")

Gravado para a Rádio Portugal USA.

Pai!!!

19.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Carlos Cândido (da Silva)

Hoje é (e foi) o teu dia
Mas cá já não estás
Por ti fiz o que podia
E não posso voltar atrás.

Amavas as tuas filhas
Muito à tua maneira;
Das tuas mãos maravilhas
Trabalhaste a vida inteira.

Quando perdeste a tua mão
Pensei que seria o fim...
Enganei-me, pois então,
Inventaste patente sim!

Tudo sabias fazer
De martelo, serra e pincel,
E o que fosse teu querer
Davas conta sem farnel.

Perdoa se mais não fiz
Com garra e satisfação;
No fundo eu bem te quis
Guardo-te no coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lírio de José

19.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Mês de março, mês de tudo,
Da mulher, do jovem e do pai,
Da oração que é o escudo
Que liberta do que em nós cai.

Dos livros e da poesia
Do tempo e da Primavera
Que nos traga alegria
Menos crise quem me dera!

Ainda voltando ao Pai
P'ra quem foi e p'ra quem é
Uma oração elevai
Ao patrono S. José.

S. José, o carpinteiro
Das palavras adotivas:
Seja sempre o padroeiro
Lírio das famílias vivas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Senhora dos Milagres do Corvo

15.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

[Lenda em verso *]

Pelo século dezasseis
Num dia de manso mar
Uma lenda que sabeis
Quis a Santinha legar.

Pelos calhaus do Porto Casa
Homens andavam ao peixe,
Restos de madeira que à rasa
Também ataram em feixe.

De repente, um caixote
À beira d’água aparece,
Aberto àquele malote
D´alegria transparece.

A Senhora do Rosário
Era a Santinha surgida
E da nota-escapulário
Uma tese era lida.

“No lugar onde eu sair
Façam-me uma ermida”
O povo o fez cumprir
No Alto da Rocha erguida.

A notícia de tal feito
Foi seguindo além-mar
Na verdade e com efeito
Outros a quiseram levar.

 

Revoltados os Corvinos
Nada puderam evitar
Mas por desígnios divinos
Voltaria ao seu lugar.

Assim era, sua imagem
Pela noite então seguia,
No altar a dita imagem
Molhada p’ra quem a via.

Um dos padres decidiu
“Esta Santa não se quer aqui!
Tem de ir onde surgiu
P’ro Corvo e sair dali.

Nem todos assim o queriam
Mas a Santa sabe a sorte;
Uma Ermida erigiam
Porto da Casa é seu forte.

Dos Corvinos protetora,
E a quem mais lhe consagres
Novo atributo detentora:
É Senhora dos Milagres!
***
Fazei um milagre a mim
(E a quem te quiser ver)
Antes que chegue o meu fim
Teu Corvo quero conhecer.

* Rosa Silva (“Azoriana”)
Veja-se a imagem de Fernando António Fraga Pimentel

Corvina dos Milagres - Dedicatória

15.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Ao Corvo gostava de ir
Num dia ver a Senhora
Sei que há de permitir
Viajar em boa hora.

Ela sabe a minha vida
Ela sabe o meu trajeto;
Concederá a medida
Para este meu projeto.

Não sei quando nem como
Acontecerá a viagem.
P'ra lhe fazer homenagem.

Da rima darei um gomo
Com amor e sem vinagres
À Corvina dos Milagres.

S. Carlos, 2015/03/15
Rosa Silva ("Azoriana")

Nos 75 anos de nascimento da minha falecida mãe

14.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quanta saudade tem a mãe
Do filho que agora estuda
E muito sofre quem longe tem
Alguém que precisa ajuda.

Mãe é coração gigante
Que dos filhos sente falta
Estejam eles ali adiante
Aqui ou numa terra alta.

Ó meu Deus peço perdão,
Porque também a deixei,
Minha mãe, meu coração,
Que por ti tanto rimei.

Lírio da mãe

Pediste-me um dia, em vida,
Para o nome da tabuleta
Fosse terra prometida
A tua linda Serreta.

Mas hoje não é só dela
Que devo aqui rimar:
Louvo a tua data bela
Setenta e cinco a chegar.

Em março, catorze o dia,
Que seu riso alegrou
Aquela que também fazia
O mesmo quando me pegou.

Pena é que cá não esteja
Longe está, além do mar,
Nem a sineira da Igreja
Tem o sino a tocar.

Filhos, filha, meus amores,
Digo e é de verdade,
Mesmo estando nos Açores
Sou ilha, sou saudade.

Não deixem a vossa mãe
Sem um beijo e um abraço;
Mãe aos filhos quer bem
São o mais lindo laço.

E a saudade é tão forte
Dura para além da vida
E mesmo depois da morte
Ela é sempre a mais sentida.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um coração de saudade

13.03.15 | Rosa Silva ("Azoriana")

 

Rosa e rimas do coração
Saudade palavra nossa
Que se sente na ausência
Ninguém dela fará troça
Por ela tem paciência.

Saudades tenho eu agora
De ser o que eu já fui;
De quem se foi e está fora
E por quem o verso flui.

Valham-me as tecnologias
Que aproximam das vias
Da boa comunicação.

É comum dizer-se então
Que p'ra saudades não ter
Basta ouvir o coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

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