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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Dedicatória aos cantadores

28.02.16 | Rosa Silva ("Azoriana")

Aos cantadores que me conhecem (e a cantadeira Maria Clara Costa, madrinha da cantoria em S. Carlos)

Antes que a vida se feche
Devo dar-vos meu louvor;
Porque mesmo que vos deixe
Fica a minha rima em flor.

Rima que é minha memória
Feita por ordem suprema
P'ra ser a dedicatória
Uma flor feita poema.

Não serei a poetisa,
Quem me chama agradeço,
Sou aquela que improvisa
A inspiração que conheço.

Minha mãe a minha musa,
Doze anos quase feitos,
Se da rima ela abusa
É p'ra me dar bons efeitos.

Por isso amigos meus,
Da arte do improviso,
Vos louvo, graças a Deus,
Que vos dê o que é preciso
E nos versos meus e teus
Haja o brilho de um sorriso.

Fazemos nossa cultura
Ser a arte popular,
Fazemos longa escritura
Para o povo acarinhar,
Quando descer à sepultura
Que de mim possam lembrar.

2016/02/28

Rosa Silva ("Azoriana")

Saudade de minha mãe

26.02.16 | Rosa Silva ("Azoriana")

Tive um nó na garganta
Pela tarde deste dia:
Minha mãe é uma santa
Como Santa é Maria.

Há uma falta que me planta
Uma saudade tardia
Porque pra mim não levanta
O Pão da Eucaristia.

Compreendo e até sei
Que Deus fez a sua Lei
Que o Homem não a muda.

Mas porquê Deus vai negar
Que eu o queira tomar
E mais alguém que me ajuda...

Rosa Silva ("Azoriana")

2016/02/26 - As florinhas da Peregrina

26.02.16 | Rosa Silva ("Azoriana")

As florinhas de Peregrina

As florinhas da Peregrina

Eram tantas as florinhas
Aos pés de Nossa Senhora
Que mais pareciam rainhas
Perfumando a missa agora.

Estas são ideias minhas
Que surgiram sem demora
Um registo em minhas linhas
Pra ficar pla vida fora.

De Fátima na Conceição
Duas flores em união
E a linda voz da Irmã.

Só por si fazia o Coro
Merece da Mãe o louro
Nesta viagem cristã.

2016/02/26
Rosa Silva ("Azoriana")

23/02/2016. Duas tristezas e uma alegria

24.02.16 | Rosa Silva ("Azoriana")

Precisamente no dia que meu falecido pai, Carlos Cândido, completa 15 anos da sua partida, chegou ao Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, da Serreta, a Virgem Peregrina de Fátima, com uma beleza santa a que ninguém consegue ficar alheio. Grande emoção foi participar da peregrinação, que teve início desde a Igreja de S. Jorge, das Doze Ribeiras, a partir das 19:00, sensivelmente, num cordão humano longo e devoto.

A chegada da Senhora de Fátima à Serreta foi emocionante também: a Filarmónica Recreio Serretense saudou a Senhora com o Hino e, logo de seguida, voltou a brindar com o "Salvé Nobre Padroeira", Rainha de Portugal.

Com muitas velas, reza do Terço meditado, e, finalmente, com fogo-de-artifício; crianças, jovens e adultos aglomeraram-se no percurso e encheram completamente o exterior e interior do Santuário, cujo brilho resplandeceu com a alvura da Imagem Peregrina iluminada e resguardada, à vista de todos. Eram duas (de Fátima e dos Milagres) e uma só Mãe em adoração.

Feliz de quem participou neste acontecimento que até a mim fez tremer na captação de imagens que não tem a melhor resolução mas tem o fervor do meu coração.





E o coração tremia também pelo choque que uma notícia (muito triste) que soube ainda nas Doze Ribeiras, sobre a partida repentina do cantador de improviso e poeta que eu admirava muito, o nosso Carlos Andrade, mais conhecido por "Santa Maria". (Repete-se o nome - Carlos).

Ainda não consegui desligar a alegria da tristeza. Ainda não consegui deitar para fora o que me faz o rosto dolente. Ainda não chorei porque o choro converteu-se em dor calada. Só eu sei (e todos os que o estimavam e que com ele partilharam palcos e terreiros da ilha e fora dela) a falta que me (nos) fará a sua poesia brilhando em quadras e sextilhas, em Pezinhos, Cantorias, Desgarradas e as "Velhas" que se ouviam com o olhar fixo e o coração em chama.

Fica-me uma pena de não ter realizado um sonho: cantar com ele... Felizmente tive a felicidade de o ver presente no lançamento do meu primeiro livro - Serreta na intimidade, que agora ficará na prateleira da saudade, saudade dele, o "Santa Maria"... precisamente no dia que partiu o meu pai há quinze anos, que chega a Virgem Santa Maria à Serreta, e parte o nosso "Santa Maria" improvisador... São emoções fortes e muito marcantes...



*****

Homenagem póstuma a
Carlos Andrade "Santa Maria"


Foste como rima em flor
Que dos lábios te pendia
Foste um bom cantador
De improviso e poesia.

Da sextilha um primor
Da linhagem que tecia
E foste seja o que for
Da inspiração magia.

Canta, amigo, lá no céu...
Numa estrela a brilhar
Quero ouvir o teu cantar...

Plantaste rima de ilhéu...
Tinha-te por grande amigo...
Pena... não cantei contigo...

Rosa Silva ("Azoriana")

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