30.11.16 | Rosa Silva ("Azoriana")
Cai a tarde sombreada Paralela ao meu olhar Acinzentado o mar Numa pausa comentada. Vai a nuvem engalanada Como se fosse a voar Numa corrente lunar Na parede pendurada. E o coração bate forte Prisioneiro à minha sorte De estar noutras fronteiras. O som que ouço me acalma Na hora que cada alma Me vê nas Cinco Ribeiras. Rosa Silva ("Azoriana")
30.11.16 | Rosa Silva ("Azoriana")
Primogénito querido Desde a hora da ideia Que é ter a casa cheia De um desejo vencido. Com esse ar divertido Onde a graça incendeia Fazes rir de volta e meia; Que bom tu teres nascido. Do fundo do coração Ergo a justa oração Que em verso te sublima. Que tenhas boa saúde, Sempre a melhor atitude Prá oferta flor de rima . Rosa Silva ("Azoriana")
30.11.16 | Rosa Silva ("Azoriana")
Há que tirar parecenças Desse rosto luminoso Mas não vou dar-te sentenças Fico pelo ar bondoso. Espero que tudo venças Tens de ser estudioso O que for demais dispensas Basta não ser ocioso. Em Coimbra estudante, Da ilha és emigrante, Lembrando dos teus amores. Brevemente irás voltar Às raízes do teu lar: Tua Terra é os Açores! Rosa Silva ("Azoriana")